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Agia como máfia”, afirmou o superintendente em exercício da Polícia Federal na Bahia, Fábio Mota Muniz, sobre o grupo criminoso que teria desviado cerca de R$ 100 milhões em cargas do Porto de Aratu, em Candeias, que movimenta 60% da operações portuárias no estado. A investigação apontou que o grupo atuava há pelo menos 10 anos e pessoas que se opuseram ao esquema chegaram a ser mortas. A quadrilha foi desarticulada com a operação “Carga Pesada“, deflagrada nesta terça-feira (16).

Na ação, um homem que não era alvo de mandados de prisão teve a casa invadida emorreu no Hospital Geral do Estado (HGE), na capital, após ser baleado por policiais federais. OG1 conversou com a irmã dele, que classificou o ato como “desastrado”. A PF afirmou que rapaz portava arma e resistiu à investida policial.

Ao total, a operação da PF cumpriu 15 dos 24 mandados de prisão, além de 24 mandados de busca e apreensão. Uma outra pessoa, que não estava na lista de procuradas, foi detida em flagrante. A operação aconteceu ainda nos estados de Minas Gerais e São Paulo, para onde eram encaminhadas as cargas furtadas.