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Um caso absurdo vem causando revolta em Itapetinga, principal cidade do Médio Sudoeste da Bahia. Após a sua morte em 9 de dezembro de 2016, ocorrida durante um incêndio em sua residência, o corpo da idosa Nelita de Oliveira Melo, de 85 anos, conhecida popularmente por ‘Dona Lita’, ainda não pode ser sepultado por falta de liberação pelo DPT/OML, que ainda aguarda o resultado de um exame de DNA, para identificação.

A exigência legal é compreensível, já que o corpo ficou totalmente carbonizado e impossibilitou o reconhecimento por familiares. Entretanto, a demora do exame por parte do Estado é inadmissível, e só aumenta o sofrimento da família.

Enquanto a burocracia e ineficiência do Estado perduram, o corpo de Dona Lita permanece na geladeira do IML de Itapetinga, que foi inaugurado pelo governador Rui Costa três dias antes de sua morte, mas que jamais funcionou, por falta de quadro técnico.

Dois absurdos!

Por Davi Ferraz