{"id":101739,"date":"2018-06-28T08:05:38","date_gmt":"2018-06-28T11:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=101739"},"modified":"2018-06-28T08:05:38","modified_gmt":"2018-06-28T11:05:38","slug":"india-e-o-pais-mais-perigoso-do-mundo-para-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2018\/06\/28\/india-e-o-pais-mais-perigoso-do-mundo-para-as-mulheres\/","title":{"rendered":"\u00cdndia \u00e9 o pa\u00eds mais perigoso do mundo para as mulheres"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"article-subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-101740 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/09154.jpg\" alt=\"09\" width=\"585\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/09154.jpg 680w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/09154-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/>Afeganist\u00e3o, S\u00edria, Som\u00e1lia e Ar\u00e1bia Saudita est\u00e3o entre as cinco na\u00e7\u00f5es de maior riscos baseados em g\u00eanero, conforme pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Thomson Reuters<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/india\/\">\u00a0<strong>\u00cdndia<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 o pa\u00eds mais perigoso do mundo para mulheres, amea\u00e7adas pelo alto risco de sofrerem<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/abuso-sexual\/\"><strong>\u00a0viol\u00eancia sexual<\/strong>\u00a0<\/a>e de serem for\u00e7adas ao\u00a0<strong>trabalho escravo<\/strong>. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa com 550 especialistas em quest\u00f5es da mulher realizada pela\u00a0<strong>Funda\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><strong>Thomson Reuters<\/strong>. O\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/afeganistao\/\"><strong>Afeganist\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0e a<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/siria\/\">\u00a0<strong>S\u00edria<\/strong><\/a>, pa\u00edses submersos em guerra, s\u00e3o segundo e terceiro colocados no ranking. Em seguida, est\u00e3o a\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/somalia\/\"><strong>Som\u00e1lia<\/strong><\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/arabia-saudita\/\"><strong>Ar\u00e1bia Saudita<\/strong><\/a>.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u201cQue paradoxo terr\u00edvel um pa\u00eds que tem feito tanto nas \u00faltimas d\u00e9cadas para empoderar as mulheres, por meio do progresso econ\u00f4mico, da educa\u00e7\u00e3o, da mobilidade social e de oportunidades de emprego, ser ao mesmo tempo percebido como um pa\u00eds onde as mulheres arriscam todos os dias a sa\u00fade e a vida e onde a viol\u00eancia baseada no g\u00eanero atingiu propor\u00e7\u00f5es de pandemia\u201d, escreveu\u00a0Monique Villa, presidente da\u00a0<strong>Thomson Reuters Foundation<\/strong>, em artigo sobre a posi\u00e7\u00e3o da \u00cdndia na pesquisa para o jornal\u00a0<em>Hindustan Times.<\/em><\/h3>\n<h3 class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\" style=\"text-align: justify;\">Em 2011, pesquisa similar apontou a \u00cdndia em quarto lugar. A lista tinha o Afeganist\u00e3o como campe\u00e3o, seguido pela\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/republica-democratica-do-congo\/\"><strong>Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo<\/strong><\/a>\u00a0e pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/paquistao\/\"><strong>Paquist\u00e3o<\/strong><\/a>. O deslocamento da \u00cdndia para a primeira posi\u00e7\u00e3o, em 2018, mostra que as medidas adotadas pelo governo para prevenir a viol\u00eancia contra as mulheres e punir os agressores n\u00e3o foram suficientes.\u00a0Dados oficiais apontam\u00a0 que<strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/na-india-mulher-e-atacada-com-acido-pela-quinta-vez\/\">os crimes contra as mulheres aumentou 83% entre 2007 e 2016,<\/a><\/strong>quando chegou-se \u00e0 estimativa de quatro estupros por hora no pa\u00eds.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, o mundo todo ficou chocado com o caso do estupro coletivo e tortura de uma estudante de 23 anos em um \u00f4nibus de Nova D\u00e9lhi. A jovem\u00a0<strong>Jyoti Singh Pandey<\/strong>\u00a0morreu em decorr\u00eancia das agress\u00f5es.\u00a0Na \u00e9poca, o combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher tornou-se prioridade do governo indiano.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u201cA \u00cdndia tem mostrado uma extrema desaten\u00e7\u00e3o e desrespeito \u00e0s mulheres. Estupros, estupros pelos maridos, ataques e abusos sexuais e infantic\u00eddios de meninas n\u00e3o t\u00eam diminu\u00eddo\u201d, afirmou Manjunath Gangadhara, do governo do Estado de Karnataka. \u201cA economia que cresce mais rapidamente no mundo e que lidera os segmentos espacial e tecnol\u00f3gico \u00e9 envergonhada pela viol\u00eancia contra a mulher.\u201d<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio para Mulheres e Desenvolvimento da Crian\u00e7a da \u00cdndia n\u00e3o quis comentar a pesquisa. A Comiss\u00e3o Nacional para a Mulher \u201cdisse n\u00e3o serem os resultados representativos de um pa\u00eds\u201d com 1,3 bilh\u00e3o de habitantes.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio deste ano, a \u00cdndia\u00a0 adotou a pena de morte para os condenados pelo estupro e morte de uma menina mu\u00e7ulmana de 12 anos no Estado de Jammu e Cashemira. O governo tamb\u00e9m aumentou as penas de pris\u00e3o para casos de estupro a mulheres mais velhas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Segundo no ranking, o Afeganist\u00e3o tamb\u00e9m aparece entre os piores pa\u00edses em quest\u00f5es de assist\u00eancia m\u00e9dica \u00e0s mulheres e de viol\u00eancia relacionada ao conflito. O ministro afeg\u00e3o de Sa\u00fade P\u00fablica,\u00a0<strong>Ferozuddin Feroz<\/strong>, disse que a piora da situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a tornou a vida mais dif\u00edcil para as mulheres no pa\u00eds, onde os militantes do Talib\u00e3 dominam vastas \u00e1reas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">As afeg\u00e3s enfrentam, al\u00e9m da viol\u00eancia baseada em g\u00eanero e do abuso sexual, o analfabetismo, a pobreza e outras viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. \u201cHoje, os ataques suicidas e o conflito armado s\u00e3o a terceira maior causa de mortes e de ferimentos graves no Afeganist\u00e3o\u201d, afirmou o ministro. \u201cEm vez de focarmos nossas despesas em sa\u00fade materna e na nutri\u00e7\u00e3o, n\u00f3s gastamos com o tratamento de traumas.\u201d<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Os sete anos de guerra civil na S\u00edria, terceira colocada no ranking, aumentaram as preocupa\u00e7\u00f5es dos especialistas com o acesso das mulheres \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica e com as diferentes formas de viol\u00eancia, entre as quais a sexual.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u201cAs for\u00e7as do governo cometem viol\u00eancia sexual. Os casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e de casamento de meninas est\u00e3o crescendo, e mais mulheres est\u00e3o morrendo no parto. Essa trag\u00e9dia est\u00e1 longe de acabar\u201d, afirmou\u00a0<strong>Maria Al Abdeh,<\/strong>diretora-executiva da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental\u00a0<strong>Mulheres Agora para o Desenvolvimento<\/strong>.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A pesquisa com os 550 especialistas baseou-se em na pergunta sobre quais seriam os cinco dos 193 pa\u00edses das\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/onu\/\">Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a>\u00a0mais perigosos para as mulheres e qual o pa\u00eds foi o pior em termos de assist\u00eancia m\u00e9dica, recursos econ\u00f4micos, pr\u00e1ticas culturais ou tradicionais, viol\u00eancia e abuso sexual, viol\u00eancia n\u00e3o-sexual e tr\u00e1fico humano.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Afeganist\u00e3o, S\u00edria, Som\u00e1lia e Ar\u00e1bia Saudita est\u00e3o entre as cinco na\u00e7\u00f5es de maior riscos baseados em g\u00eanero, conforme pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Thomson Reuters A\u00a0\u00cdndia\u00a0\u00e9 o pa\u00eds mais perigoso do mundo para mulheres, amea\u00e7adas pelo alto risco de sofrerem\u00a0viol\u00eancia sexual\u00a0e de serem for\u00e7adas ao\u00a0trabalho escravo. 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