{"id":12802,"date":"2014-07-11T12:18:28","date_gmt":"2014-07-11T15:18:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=12802"},"modified":"2014-07-11T12:18:28","modified_gmt":"2014-07-11T15:18:28","slug":"a-empresa-que-mais-gerou-empregos-em-itapetinga-e-regiao-sudoeste-e-destaque-na-revista-exame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/07\/11\/a-empresa-que-mais-gerou-empregos-em-itapetinga-e-regiao-sudoeste-e-destaque-na-revista-exame\/","title":{"rendered":"A empresa que mais gerou empregos em Itapetinga e regi\u00e3o Sudoeste \u00e9 destaque na Revista Exame"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.blogdodigadiga.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/size_590_horta-da-vulcabras.jpg\" class=\"gallery_colorbox\" data-slb-group=\"15457\" data-slb-active=\"1\" data-slb-internal=\"0\"><img loading=\"lazy\" alt=\"Leonardo Horta, da Vulcabras: preju\u00edzo, mesmo ap\u00f3s cortes dr\u00e1sticos\" src=\"http:\/\/www.blogdodigadiga.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/size_590_horta-da-vulcabras.jpg\"  width=\"450\" height=\"337\" \/><\/a><\/p>\n<p>Leonardo Horta, da Vulcabras: preju\u00edzo, mesmo ap\u00f3s cortes dr\u00e1sticos<\/p>\n<p><strong>Na Vulcabras, 22\u2009000 demiss\u00f5es depois\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Vulcabras, que j\u00e1 foi a maior fabricante brasileira de cal\u00e7ados esportivos, est\u00e1 fazendo a reestrutura\u00e7\u00e3o mais dr\u00e1stica do pa\u00eds. N\u00e3o tem sido suficiente para voltar a dar lucro<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Qual \u00e9 o limite do\u00a0corte de custos? Muitas empresas s\u00e3o obrigadas pelas circunst\u00e2ncias a fazer essa pergunta. S\u00e3o aquelas em crise, que est\u00e3o vendo as receitas despencar com a chegada de novos competidores e cujos mercados est\u00e3o em transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cortar na carne ajuda a melhorar resultados, mas sempre chega a hora em que \u00e9 preciso de algo mais, uma sa\u00edda para voltar a ganhar mercado e incomodar a\u00a0<strong>concorr\u00eancia<\/strong>. Nenhuma empresa brasileira enfrenta esse tipo de ang\u00fastia existencial de forma t\u00e3o intensa quanto a\u00a0fabricante de cal\u00e7ados\u00a0Vulcabras.<\/p>\n<p>Fundada em 1952 em S\u00e3o Paulo, a empresa vai entrar para a hist\u00f3ria do capitalismo brasileiro \u2014 est\u00e1 fazendo, h\u00e1 tr\u00eas anos, uma das reestrutura\u00e7\u00f5es mais dr\u00e1sticas que o pa\u00eds j\u00e1 viu. J\u00e1 foram demitidos 22\u2009000 funcion\u00e1rios, quase metade do total. No processo, 25 das 29 f\u00e1bricas da Vulcabras foram fechadas.<\/p>\n<p>Para situar o processo num contexto hist\u00f3rico, estima-se que as demiss\u00f5es das gordas estatais privatizadas do sistema Telebras custaram o emprego de 18\u2009000 pessoas. Quando se imaginava que o corte terminaria, eis que mais 1\u2009300 funcion\u00e1rios foram demitidos em\u00a0maio. E ningu\u00e9m sabe se a coisa vai parar por a\u00ed.<\/p>\n<p>A demiss\u00e3o de metade dos funcion\u00e1rios era quest\u00e3o de\u00a0vida ou morte. De 2011 a 2012, a Vulcabras correu o risco de quebrar \u2014 com um\u00a0<strong>preju\u00edzo\u00a0<\/strong>anual que chegou a 300 milh\u00f5es de reais, come\u00e7ava a ficar imposs\u00edvel pagar a d\u00edvida de 1 bilh\u00e3o de reais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdodigadiga.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/DSC01616.jpg\" class=\"gallery_colorbox\" data-slb-group=\"15457\" data-slb-active=\"1\" data-slb-internal=\"0\"><img loading=\"lazy\" alt=\"Diretor presidente da empresa Vulcabr\u00e1s\/Azaleia, PEDRO GRENDENE. Foto: Blog do Diga Diga\" src=\"http:\/\/www.blogdodigadiga.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/DSC01616.jpg\"  width=\"448\" height=\"336\" \/><\/a><\/p>\n<p>Diretor presidente da empresa Vulcabr\u00e1s\/Azaleia, PEDRO GRENDENE. Foto: Blog do Diga Diga<\/p>\n<p>Pedro Grendene, dono da Vulcabras, contratou o consultor<strong>\u00a0Claudio Galeazzi<\/strong>, especialista em corte de custos que, na pr\u00e1tica, assumiu o dia a dia da empresa. Galeazzi logo mandou fechar f\u00e1bricas e demitir seus funcion\u00e1rios. Somente no Natal de 2012, 4\u2009000 deles perderam o emprego.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s tentativas fracassadas de levantar recursos com o\u00a0<strong>BNDES<\/strong>\u00a0e vender uma participa\u00e7\u00e3o para fundos,<strong>Grendene<\/strong>\u00a0fez um aporte de 350 milh\u00f5es de reais do pr\u00f3prio bolso para pagar d\u00edvidas de curto prazo. Feito tudo isso, o endividamento caiu, o preju\u00ed\u00adzo diminuiu 59% no ano passado e os custos desabaram 37%.<\/p>\n<p>Hoje, com 22\u2009000 funcion\u00e1rios a menos, faturando dois ter\u00e7os do que faturava h\u00e1 quatro anos e sem grandes d\u00edvidas de curto prazo a vencer, a Vulcabras pode finalmente come\u00e7ar a atacar os problemas estrat\u00e9gicos que a levaram \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que se encontrava h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>\u00c9 um passo necess\u00e1rio para voltar a dar lucro \u2014 e, certamente, dar\u00e1 mais trabalho do que mandar um monte de gente embora. O desafio \u00e9 enorme. Para competir com marcas que produzem na \u00c1sia, as fabricantes brasileiras de cal\u00e7ados e t\u00eaxteis tiveram de se reinventar.<\/p>\n<p>A Alpargatas, dona da Havaianas, tem uma linha de chinelos com mais de 100 modelos. A Grendene transformou a linha Melissa, de cal\u00e7ados de pl\u00e1stico, numa marca global que tem cole\u00e7\u00f5es assinadas at\u00e9 pelo alem\u00e3o Karl Lagerfeld, estilista da grife francesa Chanel. Tradicionais tecelagens, como Hering e Malwee, partiram com sucesso para o varejo.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se mexeu ficou pelo caminho. A Vulcabras at\u00e9 se mexeu \u2014 mas deu errado. Para sofisticar seu leque de produtos, a empresa triplicou de tamanho ao fazer a maior aquisi\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria, da concorrente Azaleia, dona da marca de artigos esportivos Olympikus. O plano era concorrer com empresas estrangeiras que estavam crescendo no pa\u00eds \u2014\u00a0<strong>Adidas e Nike<\/strong>, sobretudo.<\/p>\n<p>A empresa investiu cerca de 200 milh\u00f5es de reais em tecnologia e inova\u00e7\u00e3o para melhorar os t\u00eanis<strong>Olympikus<\/strong>\u00a0e cobrar caro por eles. Mas as rivais estrangeiras continuaram ganhando espa\u00e7o. A participa\u00e7\u00e3o de mercado da Vulcabras em artigos esportivos caiu de 13%, em 2010, para 5%, em 2013.<\/p>\n<p>A empresa perdeu o passo com a\u00a0<strong>Azaleia<\/strong>\u00a0\u2014 que foi a principal marca de sapatos femininos do pa\u00eds nas d\u00e9cadas de 80 e 90. Sem lojas em shoppings ou investimentos na moderniza\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es, a Azaleia perdeu mercado para concorrentes como a Arezzo, com sua rede de lojas e investimento pesado em inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Vulcabras luta agora para corrigir os erros do passado e compensar o tempo perdido nos dois anos em que esteve mais preocupada em sobreviver. \u201cO pior j\u00e1 passou, mas precisamos fazer mudan\u00e7as estruturais para a empresa voltar a dar lucro\u201d, diz Leonardo Horta, presidente da Vulcabras desde\u00a0dezembro\u00a0de 2012 e ex-s\u00f3cio da consultoria Galeazzi &amp; Associados.<\/p>\n<p>No ano passado, a empresa come\u00e7ou a fazer o que<strong>\u00a0Alpargatas e Arezzo<\/strong>\u00a0j\u00e1 fizeram: dar mais import\u00e2ncia \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de suas marcas e ao visual de suas cole\u00e7\u00f5es, e menos \u00eanfase ao controle do processo fabril.<\/p>\n<p>\u201cEstamos transformando uma ind\u00fastria dona de marcas em uma empresa gestora de marcas que tem algumas f\u00e1bricas\u201d, diz Horta. Antes de lan\u00e7ar modelos, a companhia faz pesquisas com consumidores, algo que n\u00e3o acontecia.<\/p>\n<p>A Olympikus n\u00e3o tenta mais brigar de igual para igual com Nike e Adidas \u2014 agora a maioria de seus t\u00eanis custa entre 100 e 200 reais, valor inferior ao t\u00edquete m\u00e9dio das rivais estrangeiras.<\/p>\n<p>Para tentar modernizar os sapatos femininos da Azaleia, Horta contratou Jorge Bischoff, estilista que j\u00e1 havia trabalhado na concorrente Beira Rio. Al\u00e9m disso, a Vulcabras terceirizou a fabrica\u00e7\u00e3o de linhas acess\u00f3rias, como a de roupas esportivas, para se concentrar exclusivamente nos cal\u00e7ados.<\/p>\n<p>O maior desafio, por\u00e9m, est\u00e1 com a \u00e1rea comercial. Na crise, o espa\u00e7o da Olympikus nas lojas de artigos esportivos chegou a ser reduzido pela metade, porque os t\u00eanis encalhavam nas prateleiras. H\u00e1 um ano os vendedores v\u00eam tentando convencer os lojistas de que os novos produtos ter\u00e3o maior procura \u2014 depois de dois anos, a empresa voltou a fazer publicidade.<\/p>\n<p>Mesmo com tudo isso, fechar 2014 no zero a zero ser\u00e1 uma vit\u00f3ria. Se o lucro n\u00e3o voltar logo, dizem executivos que conhecem a Vulcabras de perto, a empresa poder\u00e1 ser for\u00e7ada a vender a Azaleia e a ficar s\u00f3 com os t\u00eanis Olympikus, que respondem por 75% das vendas. S\u00f3 a\u00ed saberemos se o corte de custos mais radical em curso no pa\u00eds chegou, enfim, ao limite. Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leonardo Horta, da Vulcabras: preju\u00edzo, mesmo ap\u00f3s cortes dr\u00e1sticos Na Vulcabras, 22\u2009000 demiss\u00f5es depois\u2026 A Vulcabras, que j\u00e1 foi a maior fabricante brasileira de cal\u00e7ados esportivos, est\u00e1 fazendo a reestrutura\u00e7\u00e3o mais dr\u00e1stica do pa\u00eds. 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