{"id":134359,"date":"2020-10-07T06:49:10","date_gmt":"2020-10-07T09:49:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=134359"},"modified":"2020-10-07T06:49:10","modified_gmt":"2020-10-07T09:49:10","slug":"exame-para-drogas-ja-flagrou-170-mil-motoristas-e-reduziu-numeros-de-habilitacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2020\/10\/07\/exame-para-drogas-ja-flagrou-170-mil-motoristas-e-reduziu-numeros-de-habilitacoes\/","title":{"rendered":"EXAME PARA DROGAS J\u00c1 FLAGROU 170 MIL MOTORISTAS E REDUZIU N\u00daMEROS DE HABILITA\u00c7\u00d5ES"},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-134360 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/A-1.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"329\" \/>Obrigat\u00f3rio desde 2016, o exame toxicol\u00f3gico em motoristas de \u00f4nibus, vans e caminh\u00f5es j\u00e1 flagrou, em todo o Brasil, 170 mil condutores que eram usu\u00e1rios habituais de drogas. Quase metade deles dirigia ve\u00edculos de transporte coletivo; a preval\u00eancia (67% nesses casos) \u00e9 por consumo de coca\u00edna. Os dados fazem parte de estudo do programa SOS Estradas, voltado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de acidentes e seguran\u00e7a nas rodovias.<\/h3>\n<h3>Os respons\u00e1veis pelo programa defendem a manuten\u00e7\u00e3o da regra que estabelece a obrigatoriedade do exame. Isso consta do texto final da PL do Tr\u00e2nsito, aprovado pelo Congresso e que agora aguarda san\u00e7\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro.<\/h3>\n<h3>Atualmente, a an\u00e1lise toxicol\u00f3gica \u00e9 realizada quando da primeira habilita\u00e7\u00e3o de motoristas das categorias C, D e E, e na admiss\u00e3o e demiss\u00e3o dos condutores por transportadoras ou empresas de \u00f4nibus. Exames tamb\u00e9m s\u00e3o feitos, eventualmente, de forma aleat\u00f3ria. Al\u00e9m de multa, quem for flagrado tem a carteira imediatamente suspensa.<\/h3>\n<h3>A an\u00e1lise, feita a partir de um fio de cabelo ou de um fragmento de unha, \u00e9 capaz de detectar se houve consumo de entorpecentes nos \u00faltimos 90 dias. Ela identifica n\u00e3o apenas o consumo eventual, mas principalmente aquele feito de forma corriqueira. Motoristas profissionais muitas vezes recorrem a drogas para se manter alertas e conseguir dirigir por muitas horas consecutivas. N\u00e3o raro, atravessam dias sem dormir &#8211; um risco enorme para a seguran\u00e7a do tr\u00e2nsito.<\/h3>\n<h3>&#8220;\u00c9 importante ressaltar que estamos falando de uma minoria, mas ainda assim uma minoria consider\u00e1vel&#8221;, alerta Rodolfo Rizzotto, que coordena o SOS Estradas. &#8220;A maioria dos motoristas \u00e9 favor\u00e1vel ao exame. Al\u00e9m de afetar a seguran\u00e7a do tr\u00e2nsito, em geral quem recorre \u00e0s drogas para poder dirigir por mais tempo oferece fretes a custo muito mais baixo, o que acaba influenciando na tabela de pre\u00e7os de todo mundo.&#8221;<\/h3>\n<h3>Levantamento do SOS Estradas aponta que, desde que o exame se tornou obrigat\u00f3rio, o n\u00famero de habilita\u00e7\u00f5es nas tr\u00eas categorias exigidas teve uma inflex\u00e3o. Passou de um hist\u00f3rico de alta para queda &#8211; enquanto a frota de ve\u00edculos pesados aumentou.<\/h3>\n<h3>Em dezembro de 2015, \u00faltimo ano antes da obrigatoriedade do exame toxicol\u00f3gico, o Pa\u00eds tinha 13,1 milh\u00f5es de habilitados nas categorias C, D e E. A frota era de 2,35 milh\u00f5es de ve\u00edculos pesados. Em maio deste ano, nos primeiros meses da pandemia, o total de habilitados havia ca\u00eddo para 11,55 milh\u00f5es. A estimativa de frota em dezembro passado, dado mais recente, era de 2,41 milh\u00f5es de ve\u00edculos pesados.<\/h3>\n<h3>Para Rizzotto, a queda de habilitados est\u00e1 diretamente ligada ao medo dos motoristas serem flagrados.<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>&#8220;Quem consumiu drogas sabe que ser\u00e1 pego e que ficar\u00e1 sem poder dirigir. Querer fazer ou renovar a habilita\u00e7\u00e3o nessas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 como se voc\u00ea fosse parado numa blitz e, b\u00eabado, pedisse para fazer o teste do etil\u00f4metro&#8221;, compara.<\/h3>\n<h3>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), que re\u00fane 54 afiliadas e representa 600 mil caminhoneiros, declara-se a favor da manuten\u00e7\u00e3o do exame toxicol\u00f3gico. Mant\u00e9m essa posi\u00e7\u00e3o mesmo que a exig\u00eancia resulte em custos para empresas e, muitas vezes, para o pr\u00f3prio motorista.<\/h3>\n<h3>Em carta aberta, a entidade ressalta que seus motoristas j\u00e1 enfrentam riscos inerentes \u00e0 profiss\u00e3o, mas que podem ser &#8220;potencialmente aumentados pela agressiva competi\u00e7\u00e3o do mercado que leva alguns profissionais ao uso de subst\u00e2ncias psicoativas&#8221;.<\/h3>\n<h3>O texto diz ainda que, ap\u00f3s o exame se tornar obrigat\u00f3rio, &#8220;muitos motoristas profissionais decidiram abandonar as drogas e com isso est\u00e3o recuperando sua sa\u00fade, dignidade e conv\u00edvio saud\u00e1vel com suas fam\u00edlias e colegas&#8221;.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obrigat\u00f3rio desde 2016, o exame toxicol\u00f3gico em motoristas de \u00f4nibus, vans e caminh\u00f5es j\u00e1 flagrou, em todo o Brasil, 170 mil condutores que eram usu\u00e1rios habituais de drogas. 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