{"id":14049,"date":"2014-08-02T13:13:34","date_gmt":"2014-08-02T16:13:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=14049"},"modified":"2014-08-02T22:16:59","modified_gmt":"2014-08-03T01:16:59","slug":"reportagem-da-semana-pobreza-extrema-ainda-desafia-o-governo-de-itapetinga-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/08\/02\/reportagem-da-semana-pobreza-extrema-ainda-desafia-o-governo-de-itapetinga-2\/","title":{"rendered":"Reportagem da semana: Pobreza extrema ainda desafia o governo de Itapetinga"},"content":{"rendered":"<p>A poucos metros do cora\u00e7\u00e3o de uma das cidades mais ricas do pa\u00eds e bonitas da Bahia fam\u00edlias vivem uma realidade fora do comum, amargam a pobreza e junto com ela o descaso do governo municipal.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/9.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" alt=\"9\" src=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/9-400x300.jpg\"  width=\"400\" height=\"300\" \/><\/a><br \/>\nEm meio ao mar de investimentos prometidos pelo prefeito, o Tribuna encontrou fam\u00edlias vivendo em uma ilha de pobreza, em situa\u00e7\u00e3o de risco com uma renda per capita inferior a R$ 70,00.<br \/>\n\u00c0 margem dos holofotes e dos or\u00e7amentos generosos, especialmente destacados em per\u00edodos eleitorais, o itapetinguense VILMAR FERNANDES RODRIGUES, sonha com uma moradia digna atrav\u00e9s das iniciativas p\u00fablica e privada. Acredita que nossos governantes possa ajud\u00e1-lo a sair do buraco. Um buraco no qual, a despeito dos avan\u00e7os decorrentes dos programas de distribui\u00e7\u00e3o de casas do Governo ainda est\u00e3o longe de se realizar. O drama de algumas fam\u00edlias mostrado com exclusividade pelo Tribuna, abre d\u00favidas sobre as propostas do governo municipal, estadual e federal que d\u00e3o fei\u00e7\u00f5es a esses n\u00fameros insistentes, alheios \u00e0s ambi\u00e7\u00f5es e aos discursos de sexta economia do mundo.<!--more--><\/p>\n<p><img alt=\"\" src=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/8.jpg\" \/><br \/>\nDesempregado, vivendo de bicos o Sr VILMAR, pai de dois filhos,\u00a0<a id=\"FALINK_1_0_0\" href=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/reportagem-da-semana-pobreza-extrema-ainda-desafia-o-governo-de-itapetinga\/#\">homem<\/a>\u00a0direito e trabalhador, vive em \u00e1rea de risco \u00e0s margens do Rio Catol\u00e9, em um barraco que lhe oferece uma estadia desumana, dependendo quase sempre de vizinhos e amigos para comer. No pequeno barraco de ripa, ele sabe dos riscos que corre, na emin\u00eancia de cair, mas sem op\u00e7\u00e3o, ele sobrevive sem a aten\u00e7\u00e3o da Defesa Civil do munic\u00edpio. O estado de pobreza \u00e9 t\u00e3o grande, que ele teme ser levado para um local distante e diz que n\u00e3o ter como pagar a mensalidade do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, no qual tentou se inscrever, mas n\u00e3o obteve sucesso.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 tentei me inscrever para o Minha Casa Minha Vida, mas n\u00e3o sei se consigo pagar\u201d. Queria que dessem um jeito na minha casa. Minha vida \u00e9 aqui \u2013 aflige-se Vilmar, que mora h\u00e1 mais de 05 anos no local. Diante das imagens que estamos mostrando, fica evidente que ele e outras fam\u00edlias que vivem no mesmo lugar e nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, precisam da ajuda de vizinhos, da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Prefeitura.<\/p>\n<p><img alt=\"6\" src=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/6-400x300.jpg\" \/><\/p>\n<p>O Sr Vilmar, como milh\u00f5es de brasileiros em apertos semelhantes, argumenta \u201ctenho muito medo\u201d, o sufoco \u00e9 sugerido pelo barraco remendado, sem ilumina\u00e7\u00e3o e pouco arejado. A ventila\u00e7\u00e3o passa apenas por um pequeno basculante ou pela \u00fanica porta da resid\u00eancia, na qual nem mesmo os pol\u00edticos colam cartazes pedindo votos. A falta de circula\u00e7\u00e3o do ar faz proliferar o mofo sobre as paredes \u00famidas de infiltra\u00e7\u00e3o. Na despensa a comida teima em acabar antes da hora.<br \/>\nNotamos uma imagem que mostra no cantinho, que o fogo a lenha tem tempos que foi aceso. Falta muito para acabar o m\u00eas e s\u00f3 tem um pouco de arroz, feij\u00e3o e fub\u00e1. \u00c0s vezes falta o p\u00e3o e leite.<\/p>\n<p><strong>Cad\u00ea a Prefeitura?<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de Vilmar, outras fam\u00edlias tamb\u00e9m vivem nas mesmas condi\u00e7\u00f5es desumanas na localidade, caso fosse perto da Rodovi\u00e1ria, o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, j\u00e1 teria mandado demolir os barracos, como j\u00e1 fez em \u00e9pocas\u00a0<span style=\"line-height: 1.5em;\">passadas, mas como eles vivem longe do olhar da sociedade, s\u00e3o deixados pela administra\u00e7\u00e3o para morrerem de fome e frio.<\/span><\/p>\n<p><img alt=\"3\" src=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/3-400x300.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>A avalia\u00e7\u00e3o da pobreza extrema<\/strong><\/p>\n<p>Para determinar quem vive ou n\u00e3o em pobreza extrema, h\u00e1 crit\u00e9rios al\u00e9m da renda. A condi\u00e7\u00e3o da moradia, a quantidade de c\u00f4modos, a escolaridade e o v\u00ednculo de trabalho formal ou informal tamb\u00e9m contam. \u00c9 o chamado \u00edndice de vulnerabilidade, do qual Vilmar n\u00e3o escapa em nenhum aspecto.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o concluiu o ensino fundamental, as op\u00e7\u00f5es no mercado tornam-se limitadas. Entre os bicos e os cuidados com o lar, confessa que seu maior medo \u00e9 \u201cadoecer e n\u00e3o poder fazer seus bicos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTudo o que espero \u00e9 que meus filhos n\u00e3o descambem para o lado errado. Estou tentando criar na honestidade. Mas vou te falar, a vida t\u00e1 muito dura\u201d falou outra moradora.<\/p>\n<p><strong>\u00c2nimo para brigar com a pobreza<\/strong><\/p>\n<p><img alt=\"10\" src=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/10-400x300.jpg\" \/><\/p>\n<p>Diante da dureza, Vilmar precisa buscar motivos diariamente para levantar da cama. Nesta manh\u00e3 de sexta-feira, por volta das 10h, a equipe do Tribuna batia \u00e0 porta de Vilmar e outros moradores. O pouco sol que ardia l\u00e1 fora n\u00e3o penetrava no pequeno barraco, mesmo em circunstanciadas dolorosas e de abandono, encontramos pessoas que buscam for\u00e7as para encarar o dia. Para eles, o grande desafio \u00e9 recuperar a esperan\u00e7a que escorre pela falta de comida e de perspectiva.<\/p>\n<p>Quando se chega numa determinada situa\u00e7\u00e3o de pobreza, no fundo do po\u00e7o da mis\u00e9ria, as pessoas ficam com pouco \u00e2nimo e coragem para reagir. Levantar da cama \u00e9 dif\u00edcil. Ouvi de pessoas nesta situa\u00e7\u00e3o que est\u00e3o felizes, acaba sendo uma grande motiva\u00e7\u00e3o para muitos grandiosos na sociedade. Infelizmente, muitos pol\u00edticos itapetinguenses, outros que passam por aqui, n\u00e3o encheram essa massa da sociedade, mesmo o prefeito Jos\u00e9 Carlos Moura (PT) e sua administra\u00e7\u00e3o, parece n\u00e3o saber que as margens do Rio Catol\u00e9, existem seres humanos carentes de ajuda. Fam\u00edlias com seus dramas, que deveriam ser beneficiadas com uma \u201ccasa do governo federal\u201d, mas s\u00e3o esquecidas.<\/p>\n<p><img alt=\"2\" src=\"http:\/\/tribunadeitapetinga.com.br\/media\/2014\/08\/2-400x300.jpg\" \/><br \/>\n<strong>Realidade<\/strong><br \/>\nA sociedade brasileira n\u00e3o conseguiu, at\u00e9 hoje, fazer uma op\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. Nossa op\u00e7\u00e3o tem sido a de nos habituarmos a conviver com a pobreza, como parte de nossa paisagem urbana, e com um sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 724,00 para uma grande massa de brasileiros.<\/p>\n<p>Perto do centro da cidade e da Prefeitura, fam\u00edlias esperam por condi\u00e7\u00f5es que possibilitem a mudan\u00e7a do casebre mal iluminado, quase em ru\u00ednas, e a entrada no mercado de trabalho. S\u00e3o pessoas que precisam de emprego, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, sa\u00fade e servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poucos metros do cora\u00e7\u00e3o de uma das cidades mais ricas do pa\u00eds e bonitas da Bahia fam\u00edlias vivem uma realidade fora do comum, amargam a pobreza e junto com ela o descaso do governo municipal. 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