{"id":142300,"date":"2021-09-22T06:36:52","date_gmt":"2021-09-22T09:36:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=142300"},"modified":"2021-09-22T06:36:52","modified_gmt":"2021-09-22T09:36:52","slug":"covid-nao-vacinados-contribuem-para-o-surgimento-de-novas-variantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2021\/09\/22\/covid-nao-vacinados-contribuem-para-o-surgimento-de-novas-variantes\/","title":{"rendered":"COVID: N\u00c3O VACINADOS CONTRIBUEM PARA O SURGIMENTO DE NOVAS VARIANTES"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"toolkit-subtitle mt-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-142301 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/A-29.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"319\" \/>Muta\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus ocorre em infectados e vacina reduz o risco de infec\u00e7\u00e3o; n\u00e3o imunizados t\u00eam 11 mais chance de morte.<\/h3>\n<h3>Uma pessoa n\u00e3o vacinada contra a covid-19 n\u00e3o coloca em risco apenas a pr\u00f3pria sa\u00fade, mas tamb\u00e9m a de todos, j\u00e1 que se torna foco para o surgimento de variantes. A muta\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus ocorre em infectados e a vacina reduz o risco de infec\u00e7\u00e3o, conforme explica o infectologista Renato Grinbaum, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).<\/h3>\n<h3>\u201cA vacina faz com que o corpo tenha defesas contra o v\u00edrus. Uma pessoa vacinada at\u00e9 pode apresentar sintomas, porque o v\u00edrus \u00e9 r\u00e1pido, mas as defesas que j\u00e1 possui ser\u00e3o ativadas e dificilmente possibilitar\u00e1 que o v\u00edrus evolua de forma grave. Assim, uma pessoa vacinada, na maioria das vezes, n\u00e3o ter\u00e1 grande replica\u00e7\u00e3o viral, dificultando o surgimento de variantes, diferentemente de quem n\u00e3o recebeu o imunizante e n\u00e3o possui prote\u00e7\u00e3o contra o v\u00edrus\u201d, afirma.<\/h3>\n<h3>Grinbaum ressalta que o surgimento de novas variantes se d\u00e1 durante o per\u00edodo de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus, mas que a pessoa que serviu de desenvolvimeno para essa muta\u00e7\u00e3o provavelmente n\u00e3o experimentar\u00e1 suas consequ\u00eancias, apenas as que se infectarem na sequ\u00eancia.<\/h3>\n<h3>\u201cSe uma pessoa infectada desenvolver uma cepa mutante, provavelmente n\u00e3o sofrer\u00e1 as consequ\u00eancias desta variante, mas poder\u00e1 transmiti-la para outras pessoas\u201d, aponta.<\/h3>\n<h3>A infectologista Andyane Tetila, presidente da SIMS (Sociedade de Infectologia de Mato Grosso do Sul), explica que as muta\u00e7\u00f5es de um v\u00edrus s\u00e3o um evento natural e esperado dentro do seu processo evolutivo. A maioria n\u00e3o provoca grande impacto na doen\u00e7a, mas podem surgir cepas mais transmiss\u00edveis e letais.<\/h3>\n<h3>\u201cQuando um v\u00edrus est\u00e1 circulando amplamente entre a popula\u00e7\u00e3o, a probabilidade de sofrer muta\u00e7\u00e3o aumenta. Quanto mais oportunidades um v\u00edrus tem de se espalhar, mais ele se replica&#8221;, afirma.<\/h3>\n<h3>&#8220;A maioria das muta\u00e7\u00f5es virais t\u00eam pouco ou nenhum impacto na capacidade do v\u00edrus de causar infec\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as. Mas, dependendo de onde as altera\u00e7\u00f5es est\u00e3o localizadas no v\u00edrus, podem afetar as suas propriedades, como a transmiss\u00e3o ou gravidade&#8221;, acrescenta.<\/h3>\n<h3>Andyane alerta para as variantes consideradas de preocupa\u00e7\u00e3o pela OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade), que podem ser mais transmiss\u00edveis, com maior risco de escapar de vacinas e com maior potencial para provocar doen\u00e7a grave.\u00a0A OMS classifica quatro variantes do coronav\u00edrus como de preocupa\u00e7\u00e3o: Alfa (Reino Unido), Beta (\u00c1frica do Sul), Gama (Brasil) e Delta (\u00cdndia).<\/h3>\n<h3>\u201cExistem novas variantes que permanecem com a mesma caracter\u00edstica do v\u00edrus original e outras que comp\u00f5em linhagens com maior transmiss\u00e3o, maior chance de desenvolver a doen\u00e7a e mais formas de escapar da prote\u00e7\u00e3o fornecida pelas vacinas Essas muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o denominadas variantes preocupantes\u201d, explica.<\/h3>\n<h3>Segundo dados do\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/saude\/coronavirus\/mapa-da-vacinacao\/#br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Vacinometro do R7<\/strong><\/a>, o n\u00famero de brasileiros n\u00e3o vacinados com nenhuma dose do imunizante contra a covid-19 \u00e9 de 69,9 milh\u00f5es, cerca de 33% da popula\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3>\u201cA melhor forma de se evitar o surgimento de novas variantes seria na manuten\u00e7\u00e3o das medidas de preven\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o do v\u00edrus. Evitando que o v\u00edrus circule\u201d, afirma a infectologista. As principais medidas de preven\u00e7\u00e3o s\u00e3o a vacina\u00e7\u00e3o, uso de m\u00e1scara, distanciamento, evitar aglomera\u00e7\u00f5es e higiene das m\u00e3os.<\/h3>\n<h3>Segundo um relat\u00f3rio do CDC (Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as), do governo dos Estados Unidos, divulgado no dia 10, al\u00e9m de contribu\u00edrem para o surgimento de variantes, pessoas n\u00e3o vacinadas t\u00eam 11 vezes mais chance de hospitaliza\u00e7\u00f5es e morte por covid-19 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas que receberam vacina.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muta\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus ocorre em infectados e vacina reduz o risco de infec\u00e7\u00e3o; n\u00e3o imunizados t\u00eam 11 mais chance de morte. 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