{"id":14348,"date":"2014-08-07T14:10:35","date_gmt":"2014-08-07T17:10:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=14348"},"modified":"2014-08-07T14:20:52","modified_gmt":"2014-08-07T17:20:52","slug":"14348","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/08\/07\/14348\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio sobre est\u00e9tica e cabelos afros tem milhares de acessos na internet"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/www.diariobahia.com.br\/images\/1.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" alt=\"1\" src=\"http:\/\/www.diariobahia.com.br\/images\/1.jpg\"  width=\"320\" height=\"299\" border=\"0\" \/><\/a>Produzido por estudantes de Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; R\u00e1dio e TV, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), &#8220;O lado de cima da cabe\u00e7a&#8221; \u00e9 um document\u00e1rio experimental, cujo objetivo principal \u00e9 discutir os conceitos pr\u00e9-estabelecidos pela sociedade acerca da est\u00e9tica capilar negra. O tema \u00e9 apresentado sob variados pontos de vista e realidades diversas. No mundo virtual, o v\u00eddeo tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de muita gente. Em apenas dois dias de exibi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tinha atingido a marca de mais de mil visualiza\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Escrito e dirigido por Naira Soares, &#8220;O lado de cima da cabe\u00e7a&#8221; aborda diversidade, preconceito, reconhecimento e afirma\u00e7\u00e3o da identidade atrav\u00e9s do cabelo. Em um mundo onde o cabelo liso prevalece como modelo padr\u00e3o de beleza, desfavorecendo os crespos e afins, surge a necessidade de discuss\u00e3o do tema.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Naira, o document\u00e1rio tem por objetivo &#8220;desmitificar quest\u00f5es de ordem ideol\u00f3gica onde o elemento cabelo \u00e9 tido como refer\u00eancia (negativa ou positiva) de posi\u00e7\u00e3o social ou posicionamento identit\u00e1rio&#8221;. Atualmente, a tem\u00e1tica est\u00e1 em evid\u00eancia nas pe\u00e7as publicit\u00e1rias e em redes sociais. Apesar disso, \u00e9 preciso que haja consci\u00eancia e cuidado com as mensagens transmitidas pelas redes de comunica\u00e7\u00e3o, como diz Naira.<\/div>\n<div><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/1RFvuA0cu60\" height=\"400\" width=\"653\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/div>\n<div>&#8220;N\u00e3o \u00e9 simplesmente &#8216;aceitar&#8217; os negros como iguais, \u00e9 entender o hist\u00f3rico dele no Brasil, fomos trazidos \u00e0 for\u00e7a para um lugar onde ser\u00edamos subjugados e usados durante s\u00e9culos, mesmo ap\u00f3s a &#8216;Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura. Quando falamos de cabelo negro, estamos falando atrav\u00e9s da beleza sobre nossa ancestralidade, nossa raiz, nossa cultura, nosso povo, nossa hist\u00f3ria. \u00c9 um ato pol\u00edtico, \u00e9 uma rebeldia contra o fato de nascermos com o sabor amargo da escravid\u00e3o preso em nossa raiz; logo, n\u00e3o \u00e9 de est\u00e9tica que estamos discutindo&#8221;, argumentou.<!--more--><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Onde come\u00e7ou?<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A escolha do cabelo como forma de identidade para ser o tema do document\u00e1rio surgiu a partir da realidade vivenciada por Naira todos os dias. &#8220;H\u00e1 sete meses estou com o cabelo totalmente natural, anteriormente ao corte eu passei um ano e meio usando tran\u00e7a nag\u00f4 &#8211; conhecida como tran\u00e7as de fibras \u2013 e em outubro do ano passado decidi fazer o corte conhecido como BC (Grande corte), cortei toda parte alisada e embranquecida que havia em mim. Quando me olhei no espelho, despida de toda coloniza\u00e7\u00e3o da qual fui v\u00edtima durante toda minha vida, me senti a pessoa mais feliz do mundo&#8221;, relatou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Naira espera que a discuss\u00e3o trazida pelo document\u00e1rio possa ser levada para al\u00e9m dos muros da universidade. &#8220;Penso que vivemos em sociedade e ela n\u00e3o se restringe ao ambiente universit\u00e1rio, devemos devolver aquilo que aprendemos, por isso, o nome do curso \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o social. Al\u00e9m do mais, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o negra n\u00e3o est\u00e1 na universidade, est\u00e3o nos bairros, no com\u00e9rcio, nas escolas, nas igrejas, nas comunidades e essas s\u00e3o as maiores v\u00edtimas do colonialismo europeu ao qual somos sujeitos&#8221;, explicou. Ela acredita que cada pessoa pode e deve utilizar o potencial que possui para tentar mudar o mundo, &#8220;E o que transforma mais o mundo do que a educa\u00e7\u00e3o? Por entender qu\u00e3o diversas s\u00e3o as pessoas, decidi usar a minha &#8216;arma&#8217; para o bem, para a conscientiza\u00e7\u00e3o dos adultos, adolescentes e principalmente das crian\u00e7as. Por isso tamb\u00e9m, eu liberei o document\u00e1rio na internet para que educadores, l\u00edderes de comunidades ou algum grupo social possam estar usando-o como forma de um debate construtivo&#8221;, acrescentou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O v\u00eddeo apresenta pessoas de diversos lugares da Bahia, Morro de S\u00e3o Paulo, Valen\u00e7a, Santo Antonio de Jesus, Oliven\u00e7a, Ilh\u00e9us e Itabuna. A trilha sonora foi composta e cantada pelo casal da banda Pastilhas: Ize Duque Magno e Jonnie Walker. Ize, inclusive, tamb\u00e9m participa do document\u00e1rio como uma das entrevistadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Alanna Alves<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produzido por estudantes de Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; R\u00e1dio e TV, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), &#8220;O lado de cima da cabe\u00e7a&#8221; \u00e9 um document\u00e1rio experimental, cujo objetivo principal \u00e9 discutir os conceitos pr\u00e9-estabelecidos pela sociedade acerca da est\u00e9tica capilar negra. O tema \u00e9 apresentado sob variados pontos de vista e realidades diversas. 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