{"id":146486,"date":"2022-03-27T19:31:19","date_gmt":"2022-03-27T22:31:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=146486"},"modified":"2022-03-27T19:31:19","modified_gmt":"2022-03-27T22:31:19","slug":"com-venda-proibida-cigarro-eletronico-e-sensacao-entre-os-jovens-e-acende-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2022\/03\/27\/com-venda-proibida-cigarro-eletronico-e-sensacao-entre-os-jovens-e-acende-alerta\/","title":{"rendered":"COM VENDA PROIBIDA, CIGARRO ELETR\u00d4NICO \u00c9 SENSA\u00c7\u00c3O ENTRE OS JOVENS E ACENDE ALERTA"},"content":{"rendered":"<h3><strong><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-146487 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a-6-600x332.webp\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a-6-600x332.webp 600w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a-6-768x424.webp 768w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a-6.webp 876w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/strong>Nas ruas, portas de escola, bares, tabacarias e festas, eles deixam uma fuma\u00e7a branca e densa, com cheiro que nada lembra os cigarros comuns. No boca a boca, recebem diversos nomes: vape e pod s\u00e3o os mais comuns.<\/h3>\n<h3>Com venda proibida no Brasil, especialistas alertam para complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares e pulmonares dos cigarros eletr\u00f4nicos. Consumidos por jovens, podem ser porta de entrada para o tabagismo e colocar em xeque avan\u00e7os no combate \u00e0 depend\u00eancia qu\u00edmica da nicotina.<\/h3>\n<h3>Os dispositivos t\u00eam tecnologia simples. Uma bateria permite esquentar o l\u00edquido que, em geral, \u00e9 uma mistura de \u00e1gua, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.<\/h3>\n<h3>Eles aquecem a nicotina em vez da combust\u00e3o dos cigarros comuns. Na fuma\u00e7a do tradicional, h\u00e1 alcatr\u00e3o, que cont\u00e9m produtos qu\u00edmicos potencialmente cancer\u00edgenos, e mon\u00f3xido de carbono, que aumenta a chance de enfarte e dificulta o transporte de oxig\u00eanio das c\u00e9lulas.<\/h3>\n<h3>O aerossol do dispositivo pode conter subst\u00e2ncias nocivas, alertam os Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC). Destacam, tamb\u00e9m, que \u00e9 dif\u00edcil saber quais subst\u00e2ncias o produto cont\u00e9m. Por vezes, no lugar da nicotina, o aparelho \u00e9 usado para vaporizar outras drogas, como maconha. Alguns, ditos livres de nicotina, apresentaram a subst\u00e2ncia em an\u00e1lises.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>Paulo Corr\u00eaa, coordenador da Comiss\u00e3o de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), diz que o eletr\u00f4nico tem toxicidade aumentada em rela\u00e7\u00e3o ao cigarro convencional, por causa da forma de produ\u00e7\u00e3o do aerossol. \u201cEle tem um filamento, que deve ser aquecido. O filamento \u00e9 revestido por n\u00edquel e outros metais, como lat\u00e3o e cobre. O n\u00edvel de n\u00edquel que tem nos cigarros eletr\u00f4nicos \u00e9 de duas a 100 vezes maior do que nos tradicionais. O n\u00edquel \u00e9 considerado cancer\u00edgeno.\u201d<\/h3>\n<h3>No Brasil, em 2009, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) proibiu a importa\u00e7\u00e3o,\u00a0comercializa\u00e7\u00e3o e propaganda dos dispositivos eletr\u00f4nicos para fumar, que al\u00e9m dos cigarros incluem os produtos de tabaco aquecido.<\/h3>\n<h3><b>Uso<\/b><\/h3>\n<h3>Em Pinheiros, na zona oeste paulistana, o dispositivo se camufla na m\u00e3o dos usu\u00e1rios e o aerossol se dissipa com rapidez. Em uma tabacaria, os aparelhos e ess\u00eancias tomam pelo menos quatro prateleiras. O pre\u00e7o varia de R$ 60 a R$ 680 \u2013 os mais baratos eram descart\u00e1veis. O vendedor do estabelecimento, que comercializa o produto h\u00e1 tr\u00eas anos, diz que o que faz mal \u00e9 o uso sem orienta\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o vendo sem dar uma consultoria.\u201d<\/h3>\n<h3>Com sabor frutado e diversos formatos, os dispositivos se tornaram sensa\u00e7\u00e3o entre os mais novos. Julia (nome fict\u00edcio), de 24 anos, que n\u00e3o quis se identificar, junto a amigos, traz aparelhos do Paraguai para vender em Santa Catarina, onde mora. Ela explica que s\u00e3o pods descart\u00e1veis. \u201cVoc\u00ea vai inalar 800 vezes e descartar. Voc\u00ea n\u00e3o recarrega\u201d, diz. Eles compram o produto a R$ 30 e revendem por R$ 60.<\/h3>\n<h3>Paula (nome fict\u00edcio), de 18 anos, que tamb\u00e9m preferiu se manter an\u00f4nima, passou a usar o cigarro eletr\u00f4nico por n\u00e3o ter o cheiro e gosto do convencional. \u201cPercebi que dava para fumar o pod em qualquer lugar. As pessoas n\u00e3o percebiam que tu tava (sic) fumando alguma coisa\u201d, conta.<\/h3>\n<h3>Chefe da coordena\u00e7\u00e3o de Preven\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), Liz Almeida aponta que o dispositivo pode ser porta de entrada para o tabagismo, principalmente entre os mais jovens. A chance de um adolescente que experimentou um cigarro eletr\u00f4nico passar a fumar o tradicional \u00e9 quatro vezes maior do que aqueles que n\u00e3o, mostrou estudo feito por ela e outros seis pesquisadores.<\/h3>\n<h3>Neste ano, o Carnaval de Allan Doug, funcion\u00e1rio de banco, de 30 anos, come\u00e7ou no Rio e terminou em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em Manaus. O manauara fumava cigarro tradicional \u201ch\u00e1 algum tempo\u201d, mas s\u00f3 socialmente. Passou a usar o eletr\u00f4nico, conta, nos \u00faltimos cinco meses.<\/h3>\n<h3>No Rio durante duas semanas, sem ter de trabalhar, o uso se tornou di\u00e1rio e exagerado. De volta a Manaus, acordou com muita dor no peito. \u201cNo raio X identificaram umas perfura\u00e7\u00f5es e muito l\u00edquido (no pulm\u00e3o)\u201d, afirma.<\/h3>\n<h3><b>Fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<h3>Em 2009, a Anvisa proibiu a importa\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e propaganda dos dispositivos. Em nota, a ag\u00eancia disse ser respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o das vendas online. As lojas f\u00edsicas s\u00e3o de \u201cresponsabilidade das autoridades locais\u201d.<\/h3>\n<h3>A Pol\u00edcia Militar e a Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo, em nota, afirmaram que, sempre que solicitado pela Prefeitura, ajudam em a\u00e7\u00f5es para coibir o com\u00e9rcio ambulante irregular e combater a pirataria. No fim do ano passado, em parceria com a Receita Federal e a administra\u00e7\u00e3o municipal, apreenderam 135 mil cigarros eletr\u00f4nicos e 325 mil ess\u00eancias.<\/h3>\n<h3>As empresas Souza Cruz (BAT Brasil), Philip Morris Brasil e Japan Tobacco International (JTI) se mostraram favor\u00e1veis \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o dos dispositivos eletr\u00f4nicos de fumar. A JTI disse, em nota, que \u201choje o uso desses produtos j\u00e1 \u00e9 corrente, abastecido por produtos de origem 100% ilegal, sem controle sanit\u00e1rio\u201d.<\/h3>\n<h3>A BAT Brasil disse defender uma \u201cregulamenta\u00e7\u00e3o robusta, respons\u00e1vel e equilibrada\u201d. \u201cNo Brasil, j\u00e1 existe um crescente mercado de consumidores de cigarros eletr\u00f4nicos, estimado em mais de 2 milh\u00f5es de pessoas. No entanto, 100% desse mercado \u00e9 ilegal\u201d, destacou, em nota.<\/h3>\n<h3>A Philip Morris Brasil afirmou que cabe \u00e0 Anvisa decidir sobre a comercializa\u00e7\u00e3o autorizada, mas disse que apresentou estudos e pesquisas cient\u00edficas sobre seu produto. \u201cOs documentos estabelecem uma diferen\u00e7a entre esse dispositivo e os cigarros eletr\u00f4nicos que s\u00e3o comercializados ilegalmente no Brasil\u201d, declara.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas ruas, portas de escola, bares, tabacarias e festas, eles deixam uma fuma\u00e7a branca e densa, com cheiro que nada lembra os cigarros comuns. No boca a boca, recebem diversos nomes: vape e pod s\u00e3o os mais comuns. Com venda proibida no Brasil, especialistas alertam para complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares e pulmonares dos cigarros eletr\u00f4nicos. 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