{"id":146732,"date":"2022-04-03T19:07:48","date_gmt":"2022-04-03T22:07:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=146732"},"modified":"2022-04-03T19:07:48","modified_gmt":"2022-04-03T22:07:48","slug":"clonagem-de-animais-de-estimacao-ganha-forca-e-faz-sucesso-nas-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2022\/04\/03\/clonagem-de-animais-de-estimacao-ganha-forca-e-faz-sucesso-nas-redes-sociais\/","title":{"rendered":"CLONAGEM DE ANIMAIS DE ESTIMA\u00c7\u00c3O GANHA FOR\u00c7A E FAZ SUCESSO NAS REDES SOCIAIS"},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-146733 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/a-600x400.webp\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/a-600x400.webp 600w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/a.webp 680w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/>Quem tem animais de estima\u00e7\u00e3o sofre s\u00f3 de pensar em perder o melhor amigo. Com o passar dos anos, a amizade constru\u00edda entre o tutor e o pet passa a ser indissoci\u00e1vel e n\u00e3o \u00e9 raro que o animal ocupe o posto de companheiro n\u00famero 1, sobrepondo-se at\u00e9 mesmo aos relacionamentos entre humanos. A dor da partida, portanto, pode ser dilacerante. A novidade \u00e9 que, gra\u00e7as aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos dos \u00faltimos anos, passou a ser poss\u00edvel aliviar um pouco a ang\u00fastia da morte de c\u00e3es ou gatos. Conquistas sem precedentes na \u00e1rea da clonagem levaram empresas de gen\u00e9tica a se especializar em criar c\u00f3pias geneticamente id\u00eanticas dos bichinhos de estima\u00e7\u00e3o, dando origem a uma ind\u00fastria t\u00e3o inovadora quanto pol\u00eamica.<\/h3>\n<h3>Uma das maiores expoentes do ramo \u00e9 a americana ViaGen, que oferece o servi\u00e7o de clonagem de c\u00e3es, gatos e cavalos. Em linhas gerais, os cientistas coletam amostras do pet vivo e depois cultivam as c\u00e9lulas em laborat\u00f3rio por meio de processos artificiais at\u00e9 que se transformem em um embri\u00e3o (<em>veja no quadro<\/em>). Ele, ent\u00e3o, \u00e9 gestado para algum tempo depois resultar em uma c\u00f3pia 100% fiel, pelo menos em termos gen\u00e9ticos, do pet original. Para clonar um cachorro, a ViaGen demora oito meses. Gatos \u2014 cuja sabedoria popular diz que s\u00e3o possuidores de sete vidas \u2014 d\u00e3o mais trabalho, exigindo ao menos um ano para a conclus\u00e3o do processo. O custo tamb\u00e9m \u00e9 alto: 240\u2009000 reais para caninos e 167\u2009000 reais para felinos. N\u00e3o que os valores assustem. A empresa tem fila de espera de tutores dispostos a contratar o servi\u00e7o. Embora a companhia n\u00e3o divulgue o n\u00famero exato de animais clonados, os neg\u00f3cios dobraram nos \u00faltimos cinco anos.<\/h3>\n<div id=\"google_ads_iframe_\/9287\/veja\/tecnologia_3__container__\"><\/div>\n<h3><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4031995 size-full\" title=\"arte-Pets-iPhone\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/arte-Pets-iPhone.jpg?quality=70&amp;strip=info\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/arte-Pets-iPhone.jpg 400w, https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/arte-Pets-iPhone.jpg?resize=92,150 92w, https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/arte-Pets-iPhone.jpg?resize=185,300 185w, https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/arte-Pets-iPhone.jpg?resize=378,613 378w\" alt=\"arte Pets\" width=\"400\" height=\"649\" border=\"0\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\".\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\".\" \/><\/h3>\n<h3>O fen\u00f4meno n\u00e3o est\u00e1 restrito aos Estados Unidos. Empresas como a Sooam Biotech, da Coreia do Sul, e a Sinogene, da China, tamb\u00e9m atuam no ramo da clonagem dom\u00e9stica. Em v\u00eddeos no TikTok, diversos usu\u00e1rios mostram o dia a dia com os pets clonados. No Brasil, a pr\u00e1tica ainda n\u00e3o \u00e9 permitida. Mas em janeiro a Comiss\u00e3o de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da C\u00e2mara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que regulamenta a pesquisa, produ\u00e7\u00e3o e venda de animais dom\u00e9sticos clonados. Por enquanto, apenas bichos de interesse zoot\u00e9cnico \u2014 bois, ovelhas, cavalos, porcos, coelhos e aves, entre outros \u2014 podem ser copiados, mas j\u00e1 se discute a autoriza\u00e7\u00e3o para pets.<\/h3>\n<h3>O tema \u00e9 fascinante, mas \u00e9 preciso fazer uma ressalva: embora os animais resultantes da clonagem sejam biologicamente id\u00eanticos, o clone n\u00e3o ter\u00e1 o mesmo temperamento do pet original. Se o objetivo do tutor for \u201cressuscitar\u201d o bichinho que morreu, ele provavelmente ficar\u00e1 frustrado com o processo. A ci\u00eancia sabe que o ambiente em que o animal for criado e experi\u00eancias diferentes ao longo da vida moldam a sua personalidade. Ou seja, um pet com comportamento brincalh\u00e3o pode, por exemplo, dar origem a uma c\u00f3pia agressiva.<\/h3>\n<h3>A mesma regra, ressalte-se, vale para os chamados g\u00eameos monozig\u00f3ticos, os humanos geneticamente id\u00eanticos. \u201cO clone \u00e9 como se fosse um irm\u00e3o g\u00eameo\u201d, refor\u00e7a Marcelo Demarchi Goissis, professor do Departamento de Reprodu\u00e7\u00e3o Animal da Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia da USP. \u201cIrm\u00e3os g\u00eameos, mesmo expostos a condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento muito similares, t\u00eam comportamentos diferentes, cada um com sua individualidade.\u201d No caso de animais de ra\u00e7as espec\u00edficas, h\u00e1 um espectro de comportamento esperado, mas n\u00e3o d\u00e1 para obter uma c\u00f3pia id\u00eantica.<\/h3>\n<h3>Devem-se acrescentar quest\u00f5es \u00e9ticas ao debate. E se as fam\u00edlias quiserem clonar seus parentes queridos? At\u00e9 que ponto isso \u00e9 moralmente aceit\u00e1vel? Quais s\u00e3o os riscos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o em larga escala de clones? A ci\u00eancia n\u00e3o tem respostas definitivas para tais d\u00favidas, e elas certamente ganhar\u00e3o volume nos pr\u00f3ximos anos. Existem, contudo, possibilidades mais promissoras. Desde que o brit\u00e2nico John Gurdon descobriu um modo de clonar sapos africanos, na d\u00e9cada de 50, e principalmente ap\u00f3s o nascimento da ovelha Dolly, o primeiro mam\u00edfero da hist\u00f3ria a ser clonado a partir de uma c\u00e9lula adulta, em 1996, os cientistas n\u00e3o param de se debru\u00e7ar sobre o assunto. Um caminho que se desenha \u00e9 a revitaliza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies quase extintas por meio da clonagem dos escassos esp\u00e9cimes ainda vivos. \u00c9 uma possibilidade real, embora assustadora, sin\u00f4nimo da fascinante \u2014 e por vezes controversa \u2014 aventura da ci\u00eancia.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem tem animais de estima\u00e7\u00e3o sofre s\u00f3 de pensar em perder o melhor amigo. Com o passar dos anos, a amizade constru\u00edda entre o tutor e o pet passa a ser indissoci\u00e1vel e n\u00e3o \u00e9 raro que o animal ocupe o posto de companheiro n\u00famero 1, sobrepondo-se at\u00e9 mesmo aos relacionamentos entre humanos. 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