{"id":15959,"date":"2014-09-07T11:44:45","date_gmt":"2014-09-07T14:44:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=15959"},"modified":"2014-09-07T11:44:45","modified_gmt":"2014-09-07T14:44:45","slug":"jovens-ficam-sem-o-movimento-das-pernas-apos-vacina-paralisou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/09\/07\/jovens-ficam-sem-o-movimento-das-pernas-apos-vacina-paralisou\/","title":{"rendered":"Jovens ficam sem o movimento das pernas ap\u00f3s vacina: &#8216;Paralisou&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/cdn.vozdabahia.com.br\/listas\/posts\/129471.jpg?1409973857\" alt=\"\" \/>Ap\u00f3s apresentarem rea\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda dose da vacina contra o HPV, duas das 11 adolescentes atendidas no Hospital Municipal de Bertioga, no litoral de S\u00e3o Paulo, continuam internadas na unidade. Elas apresentam sintomas parecidos e n\u00e3o conseguem andar, porque n\u00e3o sentem o movimento das pernas.<\/p>\n<p>Acompanhadas pelas m\u00e3es, as adolescentes Luana e Mariana, de 12 e 13 anos, precisaram retornar ao hospital. As duas haviam sido atendidas anteriormente na unidade entre quarta (3) e quinta-feira (4) e liberadas, mas voltaram a apresentar os mesmos sintomas que tiveram ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da vacina e ficaram internadas. Luana deu entrada no hospital na noite desta quinta, uma hora depois de ter alta da unidade, e Mariana, na manh\u00e3 desta sexta-feira (5).<\/p>\n<p>Segundo a empregada dom\u00e9stica Ros\u00e1lia Alves Barros, m\u00e3e de Luana, a filha come\u00e7ou a passar mal h\u00e1 dois dias, cerca de uma hora depois de ter tomado a vacina no col\u00e9gio. Ela, Mariana e as outras meninas que apresentaram os sintomas estudam na mesma escola. \u201cA minha filha estava bem. Ela recebeu a vacina \u00e0s 12h, e \u00e0s 13h come\u00e7ou a passar mal na escola. Tremia e sentia uma dor de cabe\u00e7a muito forte\u201d, conta a m\u00e3e, de acordo com o que ouviu de funcion\u00e1rios da unidade escolar que socorreram a menina.<\/p>\n<p>No mesmo dia, Luana foi medicada e teve alta. No entanto, os sintomas persistiram no dia seguinte. \u201cEu estava no trabalho e me ligaram da escola, dizendo que a Luana estava passando mal de novo. A\u00ed eu fiquei preocupada\u201d, relata Ros\u00e1lia. Mais uma vez, a menina foi medicada e liberada, mas quando chegou em casa, passou mal pela terceira vez. \u201cEla estava deitada no sof\u00e1 e, de repente, come\u00e7ou a tremedeira, a dor de cabe\u00e7a e a tontura. E da cintura para baixo, ela paralisou\u201d, diz a m\u00e3e. Com Mariana, a rea\u00e7\u00e3o se deu de forma parecida.<\/p>\n<p>De acordo com a m\u00e3e da adolescente, a diarista Fab\u00edola Freitas de Lima, a filha tomou a vacina no mesmo dia que Luana e tamb\u00e9m come\u00e7ou a passar mal em seguida. \u201cFoi na sa\u00edda da escola. Ela estava indo para casa acompanhada de uma colega, quando teve a tremedeira na rua e desmaiou. Uma viatura da ronda escolar passava na hora, e a outra menina pediu socorro. A\u00ed trouxeram a Mariana para o hospital\u201d, lembra a m\u00e3e. A menina tamb\u00e9m foi medicada e liberada no mesmo dia, mas voltou a passar mal. Na terceira vez que procurou o hospital, ficou internada. \u201cA Mariana j\u00e1 teve rea\u00e7\u00e3o quando tomou a primeira dose da vacina. Ela desmaiou e teve dor de cabe\u00e7a, mas n\u00e3o sentiu nada nas pernas. Agora, ela n\u00e3o consegue andar\u201d, descreve Fab\u00edola.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>As meninas aguardam a realiza\u00e7\u00e3o de um exame que vai determinar o motivo dos sintomas. As m\u00e3es garantem que elas est\u00e3o calmas, mas quando cessa a aplica\u00e7\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o, os sintomas reaparecem. \u201cCom rem\u00e9dio, elas ficam bem. At\u00e9 conseguem se locomover com dificuldade. Mas, quando o rem\u00e9dio acaba, voltam as tremedeiras, as dores e elas choram muito\u201d, afirma Ros\u00e1lia. Ela ressalta que os m\u00e9dicos n\u00e3o d\u00e3o explica\u00e7\u00f5es. \u201cEles s\u00f3 acham estranho, mas n\u00e3o falam nada e a gente fica nessa agonia\u201d, diz a m\u00e3e, nervosa. Fab\u00edola acrescenta que a preocupa\u00e7\u00e3o das m\u00e3es \u00e9 que as filhas tenham complica\u00e7\u00f5es por causa da rea\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina. \u201cElas come\u00e7am a passar mal e a gente n\u00e3o sabe o que vai acontecer.<\/p>\n<p>A gente fica com medo do estado de sa\u00fade delas se complicar, e elas ficarem com sequelas\u201d, finaliza. Segundo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a vacina \u00e9 segura e recomendada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Quase cinco milh\u00f5es de meninas em todo o Brasil j\u00e1 foram imunizadas contra o v\u00edrus HPV, que \u00e9 o causador do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, o terceiro que mais leva mulheres \u00e0 \u00f3bito no Pa\u00eds. Em nota, a Prefeitura de Bertioga informa que as rea\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo investigadas e que a orienta\u00e7\u00e3o da Secretaria Estadual da Sa\u00fade \u00e9 n\u00e3o suspender a aplica\u00e7\u00e3o da vacina. (G<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s apresentarem rea\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda dose da vacina contra o HPV, duas das 11 adolescentes atendidas no Hospital Municipal de Bertioga, no litoral de S\u00e3o Paulo, continuam internadas na unidade. Elas apresentam sintomas parecidos e n\u00e3o conseguem andar, porque n\u00e3o sentem o movimento das pernas. 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