{"id":162873,"date":"2023-06-13T07:47:44","date_gmt":"2023-06-13T10:47:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=162873"},"modified":"2023-06-13T07:47:44","modified_gmt":"2023-06-13T10:47:44","slug":"festas-junina-conheca-a-historia-por-tras-de-5-comidas-tipicas-que-nao-podem-faltar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2023\/06\/13\/festas-junina-conheca-a-historia-por-tras-de-5-comidas-tipicas-que-nao-podem-faltar\/","title":{"rendered":"FESTAS JUNINA: CONHE\u00c7A A HIST\u00d3RIA POR TR\u00c1S DE 5 COMIDAS T\u00cdPICAS QUE N\u00c3O PODEM FALTAR"},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-162874 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/A1-35.jpg\" alt=\"\" width=\"575\" height=\"318\" \/>Toda\u00a0<strong>Festa Junina<\/strong>\u00a0que se preze tem fogueira, quadrilha e comida boa aos montes! \u00c9 a festa que celebra a vida do interior, do modo de ser caipira. Por isso, muitos pratos consumidos no per\u00edodo nasceram do vai e vem dos tropeiros, que carregaram n\u00e3o s\u00f3 o alimento no embornal das mulas, mas tamb\u00e9m a cultura alimentar de um canto ao outro do Brasil.<\/h3>\n<h3>Junho tamb\u00e9m \u00e9 \u00e9poca da colheita do milho, sendo assim, bolos, mungunz\u00e1s, curaus e pamonhas tomam conta das barraquinhas que se espalham pelas ruas e pra\u00e7as das cidades. Coloridas e embaladas pelos ritmos da sanfona, as festas que homenageiam santo Ant\u00f4nio, s\u00e3o Pedro e s\u00e3o Jo\u00e3o s\u00e3o conhecidas pela fartura de guloseimas pr\u00f3prias da \u00e9poca.<\/h3>\n<h3>\u00c9 tempo de esquentar o peito com um bom quent\u00e3o, comer canjica ou mungunz\u00e1 com bastante amendoim ou dar uma bela mordida na ma\u00e7\u00e3 do amor. E por falar nisso, voc\u00ea sabia que a ma\u00e7\u00e3 do amor \u2013 assim, no palito e banhada em calda vermelha \u2013 nasceu em S\u00e3o Paulo? E que j\u00e1 foi s\u00edmbolo de presente do Dia dos Namorados?<\/h3>\n<h3>Pois bem, ao que tudo indica,\u00a0<strong>santo Ant\u00f4nio<\/strong>, o mais casamenteiro dos santos, tamb\u00e9m adora o doce. Porque, definitivamente, quem nunca se apaixonou sob as bandeirinhas coloridas abocanhando uma bela de uma ma\u00e7\u00e3 do amor?<\/h3>\n<div class=\"read__title\"><\/div>\n<h3><strong>Pa\u00e7oca<\/strong><\/h3>\n<h3 id=\"attachment_114282\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 577px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-114282\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-114282\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pacoca.jpg?w=802\" sizes=\"(max-width: 802px) 100vw, 802px\" srcset=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pacoca.jpg 802w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pacoca.jpg?resize=300,162 300w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pacoca.jpg?resize=768,414 768w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pacoca.jpg?resize=102,55 102w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pacoca.jpg?resize=75,40 75w\" alt=\"\" width=\"577\" height=\"311\" \/>Pa\u00e7oca \u00e9 feita de amendoim, a\u00e7\u00facar e sal \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<h3>Pa-soka, do tupi, significa esmigalhar, ama\u00e7ar com as m\u00e3os. Da\u00ed vem nossa pa\u00e7oca, prato ind\u00edgena originalmente preparado com farinha e carne socadas em pil\u00e3o.<\/h3>\n<h3>No s\u00e9culo 17, com o movimento das entradas e bandeiras, que tinha como miss\u00e3o conquistar o sert\u00e3o do Brasil, ind\u00edgenas foram escravizados para trabalhar nas minas de ouro. Assim, a pa\u00e7oca virou um dos principais alimentos da dieta dos garimpeiros.<\/h3>\n<h3>Mas foram os tropeiros que espalharam a receita de um ponto ao outro do pa\u00eds. De preparo r\u00e1pido e leve, a pa\u00e7oca era de f\u00e1cil transporte, n\u00e3o servindo de excesso de carga que os cavalos e mulas j\u00e1 transportavam.<\/h3>\n<h3>O amendoim s\u00f3 entrou na receita no per\u00edodo colonial. Em embalagem pr\u00e1tica, f\u00e1cil de carregar e feita de ingredientes triturados, a ind\u00fastria resolveu batizar o doce \u2013 preparado com a\u00e7\u00facar, amendoim e sal \u2013 como pa\u00e7oca.<\/h3>\n<h3>Nas primeiras d\u00e9cadas, ainda era chamada de doce de amendoim. A palavra pa\u00e7oca s\u00f3 passou a ser usada da d\u00e9cada de 1980. O docinho, que \u00e9 rei na Festa Junina, tem origem no interior de S\u00e3o Paulo.<\/h3>\n<h3>O estado \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 80% da produ\u00e7\u00e3o nacional de amendoim. Apesar de ser vendido tamb\u00e9m em formato quadrangular, \u00e9 a pa\u00e7oca em formato de rolha faz mais sucesso entre crian\u00e7as e adultos.<\/h3>\n<h3><strong>P\u00e9 de moleque<\/strong><\/h3>\n<h3 id=\"attachment_114277\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 578px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-114277\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-114277\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?w=894\" sizes=\"(max-width: 894px) 100vw, 894px\" srcset=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg 894w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=300,171 300w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=768,438 768w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=132,74 132w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=65,37 65w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=324,185 324w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=278,160 278w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=420,240 420w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=96,55 96w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/pe-de-moleque.jpg?resize=75,43 75w\" alt=\"\" width=\"578\" height=\"330\" \/>P\u00e9 de moleque de Piranguinho, em Minas Gerais \/ Carolina Daher<\/h3>\n<h3>Entre os doces genuinamente brasileiros, como a m\u00e3e-benta e a cocada, est\u00e1 o p\u00e9-de-moleque, feito com rapadura e castanhas de caju no Nordeste e, no resto do pa\u00eds, com amendoim.<\/h3>\n<h3>A cantora Bidu Say\u00e3o (1902-1999) contava que, no come\u00e7o do s\u00e9culo 20, existiam muitas quitandeiras vendendo doces em tabuleiros nas ruas do Rio de Janeiro. Os meninos gostavam especialmente do preparado com amendoim, mas como n\u00e3o tinham dinheiro, surrupiavam das vendedoras, que ralhavam com os molecotes: \u201cPede, moleque! Pede, moleque\u201d. Da\u00ed, o nome.<\/h3>\n<h3>Outra hip\u00f3tese vem de sua apar\u00eancia. Para acertar o cal\u00e7amento entre as pedras irregulares, os africanos escravizados espalhavam areia misturada com terra. Em seguida, os meninos pisavam entre esses espa\u00e7amentos, amassando para que o solo ficasse firme. Esse tipo de cal\u00e7amento passou a se chamar p\u00e9-de-moleque. Como a guloseima se assemelha ao cal\u00e7amento t\u00edpico colonial brasileiro, acabou levando o mesmo nome.<\/h3>\n<h3>A receita surgiu em meados do s\u00e9culo 16, com a chegada da cana-de-a\u00e7\u00facar ao Brasil. O segredo da guloseima est\u00e1 na quebra da garapa que, ao cristalizar, endurece o doce. Por isso, l\u00e1 na sua origem ficou conhecido como quebra-queixo ou quebra-dentes.<\/h3>\n<h3>Foi s\u00f3 com o passar dos anos, que as doceiras se aprimoraram at\u00e9 chegar ao ponto certo, nem duro, nem mole demais. Piranguinho, cidade do sul de Minas Gerais, \u00e9 conhecida pela produ\u00e7\u00e3o artesanal do doce. Durante a Festa do P\u00e9 de Moleque, os produtores locais produziram o maior j\u00e1 feito no mundo, com 407 quilos e 27 metros de comprimento.<\/h3>\n<h3><strong>Ma\u00e7\u00e3 do amor<\/strong><\/h3>\n<h3 id=\"attachment_114274\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 579px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-114274\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-114274\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?w=1024\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg 4000w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=300,200 300w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=768,511 768w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=1024,681 1024w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=320,214 320w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=144,96 144w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=1536,1021 1536w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=2048,1362 2048w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=83,55 83w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/GettyImages-1135982722.jpg?resize=75,50 75w\" alt=\"\" width=\"579\" height=\"385\" \/>Ma\u00e7\u00e3s do amor s\u00e3o uma das del\u00edcias encontradas nas festas juninas \/ Getty Images<\/h3>\n<h3>A ma\u00e7\u00e3 do amor nasceu em S\u00e3o Paulo. O catal\u00e3o Jos\u00e9 Maria Farre Angles chegou ao Brasil em 1954 e, para sobreviver junto com a fam\u00edlia, acabou inventando o doce j\u00e1 no ano seguinte ao seu desembarque. Em 1959, a cria\u00e7\u00e3o foi patenteada.<\/h3>\n<h3>Sua inspira\u00e7\u00e3o veio das frutas caramelizadas chinesas conhecidas como tanghulu, como uvas e abacaxi. Angles n\u00e3o pensou duas vezes ao escolher a ma\u00e7\u00e3, fruta muito conhecida pelos brasileiros, para come\u00e7ar o neg\u00f3cio.<\/h3>\n<h3>As ma\u00e7\u00e3s foram ent\u00e3o cobertas com uma calda vermelha cristalizada e eram vendidas em pra\u00e7as, feiras e festas juninas. Virou presente certeiro no Dias dos Namorados, 12 de junho.<\/h3>\n<h3>Em 1960, Angles batizou sua cria\u00e7\u00e3o com o nome de ma\u00e7\u00e3 do amor, usando como refer\u00eancia a fruta que expulsou Ad\u00e3o e Eva do Para\u00edso. Alguns livros, no entanto, registram que o norte-americano William W. Kolb teria produzido a primeira candy apple em 1908.<\/h3>\n<h3>A partir de ent\u00e3o tornaram-se comuns em festivais de outono no Hemisf\u00e9rio Norte, como o Halloween, que acontece na sequ\u00eancia das colheitas anuais de ma\u00e7\u00e3s. Mas, diferente da que conhecemos no Brasil, elas n\u00e3o s\u00e3o vendidas no palito e nem recebem calda vermelha.<\/h3>\n<h3><strong>Quent\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<h3 id=\"attachment_114273\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 577px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-114273\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-114273\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?w=1024\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg 1280w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=300,200 300w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=768,512 768w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=1024,682 1024w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=320,214 320w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=144,96 144w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=83,55 83w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/punch-g3a388cf47_1280.jpg?resize=75,50 75w\" alt=\"\" width=\"577\" height=\"384\" \/>Quent\u00e3o \u00e9 bebida t\u00edpica de festas juninas \/ Stock Images<\/h3>\n<h3>Comemorada em pleno inverno, a Festa Junina pede por comidas \u2013 e bebidas \u2013 quentes. Diz a lenda que foi assim que surgiu o quent\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 consenso de sua origem, alguns acreditam que foi nas Minas Gerais, outros no interior de S\u00e3o Paulo. Mas foi na ro\u00e7a \u2013 e isso n\u00e3o h\u00e1 como questionar \u2013 que o povo resolveu adicionar especiarias \u00e0 cacha\u00e7a para aquecer o corpo durante comemora\u00e7\u00f5es dos santos juninos.<\/h3>\n<h3>Acabou virando a bebida oficial das Festas Juninas em todo o Brasil. Dependendo da regi\u00e3o, as receitas variam. No Sudeste e Nordeste, o quent\u00e3o \u00e9 preparado com cacha\u00e7a, gra\u00e7as \u00e0s suas grandes produ\u00e7\u00f5es canavieiras.<\/h3>\n<h3>J\u00e1 no Sul, a cacha\u00e7a \u00e9 substitu\u00edda pelo vinho que, muitas vezes, ganha a companhia de frutas, geralmente ma\u00e7\u00e3 picada. Tamb\u00e9m podem ser usadas laranja e lim\u00e3o \u00e0 mistura enquanto a bebida ferve.<\/h3>\n<h3>A mais tradicional das receitas leva cacha\u00e7a, \u00e1gua, a\u00e7\u00facar, gengibre, cravo-da-\u00edndia e canela. Segundo o folclorista Amadeu Amaral, em seu \u201cO dialeto caipira\u201d, quent\u00e3o \u00e9 uma palavra de origem caipira.<\/h3>\n<h3><strong>Canjica ou mungunz\u00e1<\/strong><\/h3>\n<h3 id=\"attachment_114280\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 577px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-114280\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-114280\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?w=1024\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg 4111w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=300,189 300w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=768,483 768w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=1024,644 1024w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=139,88 139w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=1536,965 1536w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=2048,1287 2048w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=230,144 230w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=88,55 88w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/06\/canjica-getty.jpg?resize=75,47 75w\" alt=\"\" width=\"577\" height=\"363\" \/>Canjica em S\u00e3o Paulo e mungunz\u00e1 no Nordeste, mas uma del\u00edcia em todos os lugares \/ Eduardo Parra\/Europa Press via Getty Images<\/h3>\n<h3>Cor\u00e1, jimbel\u00ea, curau e mungunz\u00e1. \u00c9 assim as outras defini\u00e7\u00f5es no dicion\u00e1rio para um dos cl\u00e1ssicos das comidas juninas feita de milho branco cozido com leite e a\u00e7\u00facar.<\/h3>\n<h3>Muitas hist\u00f3rias envolvem a origem do prato, que para alguns vem dos Tupinamb\u00e1s, para outros da \u00c1frica ou ainda da \u00cdndia. A mais veross\u00edmil, no entanto, \u00e9 que \u00e9 uma iguaria afro-brasileira.<\/h3>\n<h3>O mungunz\u00e1 \u00e9 muito parecido com o cachupa de Cabo Verde, prato salgado de milho cozido com feij\u00e3o e carne ou peixe. Mu\u2019Kunza, no dialeto africano kimbundo, \u00e9 traduzido para o portugu\u00eas como milho cozido.<\/h3>\n<h3>No Brasil, o saber culin\u00e1rio africano ganhou o uso de ingredientes brasileiros como o leite de coco e toques de especiarias indianas (cravo e canela) muito utilizadas na do\u00e7aria portuguesa. Com o passar dos anos, as receitas ganharam outras vers\u00f5es com a utiliza\u00e7\u00e3o de leite condensado, coco ralado e amendoim.<\/h3>\n<h3>H\u00e1 at\u00e9 quem utilize pa\u00e7oca para deixar o creme ainda mais gostoso. No Norte e no Nordeste \u00e9 chamada de mungunz\u00e1. J\u00e1 no restante do pa\u00eds, recebeu o nome de canjica.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toda\u00a0Festa Junina\u00a0que se preze tem fogueira, quadrilha e comida boa aos montes! \u00c9 a festa que celebra a vida do interior, do modo de ser caipira. Por isso, muitos pratos consumidos no per\u00edodo nasceram do vai e vem dos tropeiros, que carregaram n\u00e3o s\u00f3 o alimento no embornal das mulas, mas tamb\u00e9m a cultura alimentar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":162875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162873"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162873"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162873\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":162876,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162873\/revisions\/162876"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}