{"id":16335,"date":"2014-09-16T07:40:26","date_gmt":"2014-09-16T10:40:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=16335"},"modified":"2014-09-16T07:40:26","modified_gmt":"2014-09-16T10:40:26","slug":"rio-coronel-que-ganha-mais-que-governador-e-preso-acusado-de-participar-de-milicia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/09\/16\/rio-coronel-que-ganha-mais-que-governador-e-preso-acusado-de-participar-de-milicia\/","title":{"rendered":"Rio: coronel que ganha mais que governador \u00e9 preso acusado de participar de mil\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><img src=\"http:\/\/w3.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_coronelfontenelle.jpg.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A pol\u00edcia prendeu nesta segunda-feira (15) o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, terceiro homem na hierarquia da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro. Ele \u00e9 acusado de liderar uma quadrilha de policiais que praticava extors\u00f5es no bairro de Bangu. Respons\u00e1vel por comandar tropas de elite do Rio, Fontenelle ganhava um sal\u00e1rio mensal de R$ 32.251,41 brutos &#8211; R$ 17.107,29 l\u00edquidos. O valor \u00e9 maior do que \u00e9 o que pago ao governador do estado, Luiz Fernando de Souza, o Pez\u00e3o, que recebe mensalmente R$ 21.968,14 brutos e R$ 16.330,43 l\u00edquidos.<\/p>\n<p>Segundo as investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio (MPRJ) e da Secretaria de Seguran\u00e7a (Seseg), o esquema criminoso funcionava dentro do 14\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar (BPM), em Bangu, e envolveu todos os quadros do quartel, dos oficiais do Estado Maior aos pra\u00e7as. Tr\u00eas pessoas est\u00e3o foragidas e 22 foram presas, denunciadas pela promotoria por forma\u00e7\u00e3o de quadrilha armada. Tamb\u00e9m foram cumpridos 53 mandados de busca e apreens\u00e3o.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es sobre a quadrilha j\u00e1 estavam em curso em agosto de 2013, quando o coronel e o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, tamb\u00e9m detido nesta segunda, assumiram, respectivamente, os cargos de comandante e subcomandante do Comando de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (COE) da PM, ao qual est\u00e3o subordinadas as tropas de elite da PM.<\/p>\n<p>Com o coronel, que foi destitu\u00eddo do cargo e preso em casa, no Leme (zona sul), foram encontrados extratos banc\u00e1rios com valores elevados incompat\u00edveis com a renda (mais de R$ 30 mil brutos), a contabilidade da quadrilha, e bilhetes com as cotas dos integrantes de quadrilha. O MPRJ anunciou que investigar\u00e1 o patrim\u00f4nio do coronel.<\/p>\n<p>Integrantes da c\u00fapula do 14\u00ba BPM, tamb\u00e9m foram presos os majores Nilton Jo\u00e3o dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de G\u00f3es, al\u00e9m dos capit\u00e3es Rodrigo Leit\u00e3o da Silva e Walter Colchone Netto. Para o MPRJ, o envolvimento de toda a hierarquia do quartel reflete a \u201cinstitucionaliza\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o\u201d. Na casa do major Edson foram apreendidos R$ 287 mil, segundo o MPRJ.<\/p>\n<p>O capit\u00e3o Colchone j\u00e1 havia sido preso em 2013, durante opera\u00e7\u00e3o contra a m\u00e1fia de ca\u00e7a n\u00edqueis e estava lotado administrativamente no setor de Intelig\u00eancia do COE sob comando do coronel Fontenelle. \u201cIsso nos ajudou a refor\u00e7ar o v\u00ednculo entre eles\u201d, afirmou o subsecret\u00e1rio de Intelig\u00eancia da Seseg, F\u00e1bio Galv\u00e3o. Durante as investiga\u00e7\u00f5es, de 2012 a 2013, foi poss\u00edvel verificar que a quadrilha j\u00e1 agia no 41\u00ba BPM (Iraj\u00e1, zona norte), onde os oficiais acusados de chefiarem o grupo estavam lotados anteriormente, e manteve o modo de atua\u00e7\u00e3o quando houve a transfer\u00eancia para Bangu.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico ainda n\u00e3o sabe desde quando a quadrilha atuava nem os valores arrecadados mensalmente. O esquema funcionava como uma empresa. Em vez de coibir a circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos irregulares e a venda de produtos piratas, os pra\u00e7as se aproveitavam da situa\u00e7\u00e3o ilegal para exigir propinas de mototaxistas a transportadoras de cargas que circulavam em Bangu. Os valores variavam de R$ 10 a R$ 2,6 mil e eram cobrados em periodicidades variadas, diretamente das empresas. Depois, o dinheiro era repassado para a \u201cadministra\u00e7\u00e3o\u201d, a chamada a c\u00fapula do quartel.<\/p>\n<p>Eram dois modelos de arrecada\u00e7\u00e3o, de acordo com o promotor Cl\u00e1udio Caio Costa: a \u201cescravid\u00e3o\u201d, em que os pra\u00e7as ficavam com a maior parte da arrecada\u00e7\u00e3o e a \u201cadministra\u00e7\u00e3o\u201d recebia um porcentual de produtividade. No esquema de \u201cvalor fixo\u201d, a quantidade de dinheiro repassada para a c\u00fapula era previamente estabelecida e o excedente, dividido entre os pra\u00e7as. \u201cHavia uma organiza\u00e7\u00e3o empresarial (no quartel), tanto que o nome da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8216;Amigos S\/A&#8217; porque existia uma presid\u00eancia (coronel Fontenelle), a diretoria dessa sociedade an\u00f4nima (os cinco oficiais) e a equipe de vendas, que eram os pra\u00e7as\u201d, disse o promotor.<\/p>\n<p>Os envolvidos responder\u00e3o na Justi\u00e7a Militar por cada uma das concuss\u00f5es (extors\u00f5es praticadas por servidores p\u00fablicos), apuradas \u00e0s centenas pela promotoria. Tamb\u00e9m responder\u00e3o na Justi\u00e7a comum por forma\u00e7\u00e3o de quadrilha armada (pena m\u00e1xima de seis anos) e ser\u00e3o investigados por lavagem de dinheiro. O Minist\u00e9rio P\u00fablico pedir\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e0 imagem do Estado do Rio e da PM.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol\u00edcia prendeu nesta segunda-feira (15) o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, terceiro homem na hierarquia da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro. Ele \u00e9 acusado de liderar uma quadrilha de policiais que praticava extors\u00f5es no bairro de Bangu. Respons\u00e1vel por comandar tropas de elite do Rio, Fontenelle ganhava um sal\u00e1rio mensal de R$ [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[14,21,1,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16335"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16335"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16335\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16336,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16335\/revisions\/16336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}