{"id":165792,"date":"2023-10-11T07:20:57","date_gmt":"2023-10-11T10:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=165792"},"modified":"2023-10-11T07:20:57","modified_gmt":"2023-10-11T10:20:57","slug":"mais-da-metade-das-criancas-na-bahia-vivem-abaixo-da-linha-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2023\/10\/11\/mais-da-metade-das-criancas-na-bahia-vivem-abaixo-da-linha-da-pobreza\/","title":{"rendered":"MAIS DA METADE DAS CRIAN\u00c7AS NA BAHIA VIVEM ABAIXO DA LINHA DA POBREZA"},"content":{"rendered":"<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\">\n<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-165796 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/A2-2.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"389\" \/>Mais da metade das crian\u00e7as na Bahia tem priva\u00e7\u00e3o de renda. S\u00e3o meninas e meninos, de 0 a 17 anos, que vivem abaixo da linha da pobreza monet\u00e1ria. Entre 2019 e 2022, o analfabetismo dobrou no Brasil. Na Bahia, no ano passado, 10,91% das crian\u00e7as sofriam restri\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o frequentavam a escola ou frequentavam com atraso. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela Unicef, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (10).<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a terceira edi\u00e7\u00e3o do estudo que analisa a Pobreza Multidimensional na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia. S\u00e3o observados seis eixos: Educa\u00e7\u00e3o, Informa\u00e7\u00e3o, Moradia, \u00c1gua, Saneamento e Renda. Na Bahia, 75,3% das crian\u00e7as sofrem algum dessas priva\u00e7\u00f5es, percentual acima da m\u00e9dia nacional (60,5%). O n\u00famero mais expressivo \u00e9 o da renda. A pesquisa apontou que 53,54% dos pequenos vivem abaixo da linha da pobreza.<\/h3>\n<\/div>\n<p>O estudo \u00e9 dividido em duas categorias. A priva\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria \u00e9 quando h\u00e1 acesso ao direito, mas de maneira limitada ou com m\u00e1 qualidade. J\u00e1 priva\u00e7\u00e3o extrema \u00e9 quando n\u00e3o h\u00e1 acesso ao direito. O especialista em pol\u00edticas p\u00fablicas da Unicef, Santiago Varella, afirma que cerca de 31,9 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescente vivem na pobreza multidimensional no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o pessoas com renda insuficiente. Crian\u00e7as que s\u00e3o analfabetas, ou est\u00e3o em atraso escolar ou fora da escola. Elas est\u00e3o dormindo em c\u00f4modos com quatro ou mais pessoas, em casas de material reaproveitado, sem banheiro, com fossas rudimentares ou at\u00e9 mesmo com valas a c\u00e9u aberto como forma de saneamento, al\u00e9m disso sem \u00e1gua canalizada. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es extremas e que configuram pobreza\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram uma an\u00e1lise para saber se a renda da fam\u00edlia \u00e9 suficiente para que a crian\u00e7a tenha uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada. Quem recebe menos de R$ 541 por pessoa est\u00e1 em priva\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, porque est\u00e1 abaixo da linha da pobreza monet\u00e1ria. Se o valor for inferior a R$ 220, ent\u00e3o \u00e9 considerada situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. O valor \u00e9 de R$ 386 e R$ 180, respectivamente, para quem vive na zona rural.<\/p>\n<p>A costureira Rita da Silva, 45 anos, mora em Paripe, no Sub\u00farbio Ferrovi\u00e1rio de Salvador, e tem uma renda mensal de cerca de R$ 1,2 mil. O valor oscila porque \u00e9 a soma do programa bolsa fam\u00edlia mais os servi\u00e7os aut\u00f4nomos, e sustenta duas crian\u00e7as e uma adolescente, al\u00e9m dela.<\/p>\n<p>\u201cA gente faz m\u00e1gica para conseguir fazer o dinheiro render. Eu n\u00e3o moro de aluguel, ent\u00e3o, j\u00e1 sobra um pouco mais, mas n\u00e3o posso d\u00e1 a meus filhos tudo o que eles pedem e merecem. N\u00e3o estou falando de luxo, estou falando do b\u00e1sico, como refei\u00e7\u00f5es completas todos os dias, roupa e cal\u00e7ado. Eu tento proteger as crian\u00e7as oferecendo o melhor que posso, mas ainda \u00e9 pouco\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>A pandemia e a infla\u00e7\u00e3o contribu\u00edram para esse cen\u00e1rio, e o futuro n\u00e3o parece muito animador. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE), no 2\u00ba trimestre de 2023, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o na Bahia ficou em 13,4%, foi a 2\u00aa maior do pa\u00eds. No mesmo per\u00edodo, o rendimento m\u00e9dio real (descontados os efeitos da infla\u00e7\u00e3o) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos no estado ficou em R$ 1.836, o mais baixo do pa\u00eds.<\/p>\n<p><b>Educa\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em 2022, cerca de 40% das crian\u00e7as de 7 a 9 anos eram analfabetas no Brasil. O percentual foi o dobro do registrado em 2019, antes da pandemia. A chefe do escrit\u00f3rio da Unicef em Salvador, Helena Oliveira, explicou que os dados da Bahia s\u00e3o similares aos registrados em n\u00edvel nacional e fez uma observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO estudo busca monitorar os impactos da pobreza na vida de crian\u00e7as e adolescentes, e a pobreza n\u00e3o \u00e9 apenas monet\u00e1ria ou sobre a falta da renda. Existem outras dimens\u00f5es que influenciam e que determinam essa condi\u00e7\u00e3o. Destacamos a educa\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o os mesmos sujeitos afetados pela fata de saneamento, de \u00e1gua, de informa\u00e7\u00e3o, vivendo em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de moradia e de renda. \u00c9 o mesmo grupo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ela frisou que assim como existe uma correla\u00e7\u00e3o entre esses fatores, \u00e9 necess\u00e1rio que a resposta seja intersetorial. \u201cNosso estudo faz um alerta, e esse alerta \u00e9 permanente. Os estados mais impactados s\u00e3o do Norte e do Nordeste. \u00c9 preciso uma estrat\u00e9gia de enfrentamento a pobreza de forma articulada e \u00e9 muito importante o envolvimento de todos, federa\u00e7\u00e3o, estados e munic\u00edpios agindo conjuntamente para termos assertividade\u201d, frisou.<\/p>\n<p><b>Confira o ranking dos estados com mais priva\u00e7\u00f5es no Nordeste:<\/b><\/p>\n<p>\u2022 PI \u2013 91,6%<\/p>\n<p>\u2022 MA \u2013 90,2%<\/p>\n<p>\u2022 RN \u2013 85,5%<\/p>\n<p>\u2022 AL \u2013 83,8%<\/p>\n<p>\u2022 CE \u2013 80%<\/p>\n<p>\u2022 PB &#8211; 78,9%<\/p>\n<p>\u2022 SE \u2013 77%<\/p>\n<p>\u2022 BA \u2013 75,3%<\/p>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\">\n<h3>\u2022 PE \u2013 73,4%<\/h3>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade das crian\u00e7as na Bahia tem priva\u00e7\u00e3o de renda. 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