{"id":168534,"date":"2024-03-07T17:47:52","date_gmt":"2024-03-07T20:47:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=168534"},"modified":"2024-03-07T17:47:52","modified_gmt":"2024-03-07T20:47:52","slug":"a-cada-15-horas-uma-mulher-e-vitima-de-feminicidio-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2024\/03\/07\/a-cada-15-horas-uma-mulher-e-vitima-de-feminicidio-no-brasil\/","title":{"rendered":"A CADA 15 HORAS, UMA MULHER \u00c9 V\u00cdTIMA DE FEMINIC\u00cdDIO NO BRASIL."},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_168535\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-168535\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-168535\" src=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/A-22.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"360\" \/><p id=\"caption-attachment-168535\" class=\"wp-caption-text\">Woman doing a stop sign with her hand, women protection concept<\/p><\/div>\n<h3>Em 2023, pelos menos 586 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, mortas em raz\u00e3o do g\u00eanero. Os dados abrangem oito estados brasileiros: S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Par\u00e1, Piau\u00ed, Maranh\u00e3o e Cear\u00e1. Isso corresponde a um caso a cada 15 horas. \u00c9 o que diz o novo boletim Elas Vivem, da Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a.<\/h3>\n<h3>Em 72,70% desses casos, o criminoso era parceiro ou ex-parceiro da v\u00edtima. Em 38,12% dos crimes, o assassino estava munido de armas brancas e, em 23,75%, por armas de fogo.<\/h3>\n<h3>Bianca Lima, pesquisadora da Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, aponta para a import\u00e2ncia do Estado na hora da den\u00fancia. \u201cO Estado precisa chegar nessas mulheres antes mesmo que a viol\u00eancia aconte\u00e7a. \u00c9 necess\u00e1rio facilitar a den\u00fancia e n\u00e3o chamar aten\u00e7\u00e3o dos agressores, como a gente viu, a maioria dos agressores s\u00e3o conhecidos\u201d.<\/h3>\n<h3>Viol\u00eancia contra mulher<\/h3>\n<h3>Segundo o boletim, divulgado na data que antecede a comemora\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tudo-sobre\/mulheres\/\">Mulher<\/a>, a cada 24 horas, ao menos oito mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia em 2023.<\/h3>\n<h3>Ao todo, foram registrados 3.181 mulheres vitimadas, representando um aumento de 22,04% em rela\u00e7\u00e3o a 2022, quando Par\u00e1 e Amazonas ainda n\u00e3o faziam parte deste monitoramento.<\/h3>\n<h3>Pelo quarto ano consecutivo, h\u00e1 escassos registros de ra\u00e7a\/cor das v\u00edtimas, 71,72% das mulheres n\u00e3o tem informa\u00e7\u00e3o racial. Em rela\u00e7\u00e3o aos casos de transfeminic\u00eddios, ou seja, feminic\u00eddios de mulheres transexuais, a pesquisa computou 34 v\u00edtimas nas localidades analisadas.<\/h3>\n<h3>A pesquisadora Bianca Lima aponta dois fatores para os aumentos dos casos de viol\u00eancia em todas as regi\u00f5es monitoradas: \u201cou as mulheres est\u00e3o sofrendo mais viol\u00eancia, ou\u00a0os estados est\u00e3o registrando mais\u201d.<\/h3>\n<h3>S\u00e3o Paulo<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>S\u00e3o Paulo registrou 1.081 casos de viol\u00eancia contra mulher em 2023, o \u00fanico estado entre os monitorados que registrou mais de mil eventos de viol\u00eancia, um aumento de 20,38% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando forma registrados 898 casos.<\/h3>\n<h3>O estado paulista registrou 482 tentativas de feminic\u00eddio e 174 feminic\u00eddios, 160 deles cometidos por companheiros e ex-companheiros e 83 usando arma branca. Foram registrados tamb\u00e9m nove transfeminic\u00eddios. A capital teve os maiores registros, sendo 173 eventos de viol\u00eancia e 26 feminic\u00eddios.<\/h3>\n<h3>Rio de Janeiro<\/h3>\n<h3>No Rio de Janeiro, os casos de viol\u00eancia cresceram 13,94% de 2022 para 2023, indo de 545 casos para 621. Em 2020, quando a Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a come\u00e7ou a fazer os levantamentos, foram registrados 318 casos no estado, uma alta de 95,28% nos eventos de viol\u00eancia em quatro anos.<\/h3>\n<h3>A capital fluminense concentrou os maiores registros do estado, foram 206 v\u00edtimas de viol\u00eancia e 35 feminic\u00eddios. Ao contr\u00e1rio de outros lugares, das 35 v\u00edtimas de feminic\u00eddios, 30 foram mortas por armas de fogo. Quatro v\u00edtimas desses casos foram assassinadas por agentes do Estado.<\/h3>\n<h3>Bahia<\/h3>\n<h3>O estado registrou um caso de viol\u00eancia contra mulher por dia em 2023. Salvador concentra o maior percentual das viol\u00eancias, foram 110 mulheres vitimadas.<\/h3>\n<h3>Ao todo, foram 70 feminic\u00eddios no estado, sendo 20 deles na capital. A Bahia \u00e9 l\u00edder entre os estados monitorados nos homic\u00eddios de mulheres, com 129 ocorr\u00eancias (mortes n\u00e3o classificadas como feminic\u00eddios).<\/h3>\n<h3>Pernambuco<\/h3>\n<h3>No nordeste, Pernambuco \u00e9 o estado que tem o maior n\u00famero de feminic\u00eddios, registrando 92 casos em 2023. O estado teve o maior n\u00famero de v\u00edtimas de feminic\u00eddio mortas com armas de fogo da regi\u00e3o, com 28 registros.<\/h3>\n<h3>Entre os munic\u00edpios, Garanhuns, a 230 quil\u00f4metros da capital pernambucana, ficou na lideran\u00e7a dos registros de viol\u00eancia, com 44 casos. J\u00e1 Recife registrou 40 casos de viol\u00eancia e dez feminic\u00eddios.<\/h3>\n<h3>Cear\u00e1<\/h3>\n<h3>O Cear\u00e1 registrou o maior n\u00famero de feminic\u00eddios em seis anos, somado a 55 tentativas de feminic\u00eddio. A capital Fortaleza teve o maior n\u00famero de v\u00edtimas, 11 mulheres foram mortas em raz\u00e3o do seu g\u00eanero.<\/h3>\n<h3>No Nordeste, o estado registrou o maior n\u00famero casos de vitimiza\u00e7\u00e3o de pessoas trans e travestis, com sets mortes.<\/h3>\n<h3>Piau\u00ed<\/h3>\n<h3>Outro estado que teve uma alta expressiva nos casos de viol\u00eancia foi Piau\u00ed, com um aumento de quase 80%. Em 2023, foram registrados 202 casos e, em 2022, 113.<\/h3>\n<h3>Ao todo, foram 83 tentativas de feminic\u00eddios e 28 feminic\u00eddios. A capital Teresina registrou os maiores n\u00fameros, com seis feminic\u00eddios e 77 casos de viol\u00eancia.<\/h3>\n<h3>Maranh\u00e3o<\/h3>\n<h3>Maranh\u00e3o registrou 195 eventos violentos em 2023, contra 165 em 2022. Ao todo, foram 38 feminic\u00eddios. A capital S\u00e3o Lu\u00eds foi o munic\u00edpio com os maiores registros, com 34 v\u00edtimas de viol\u00eancia, sendo sets feminic\u00eddios. Os n\u00fameros revelam que o estado lidera no Nordeste em casos de viol\u00eancia sexual e estupro, com 40 ocorr\u00eancias.<\/h3>\n<h3>Par\u00e1<\/h3>\n<h3>No Par\u00e1, segundo a Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, as desigualdades sociais e o garimpo agravam as viol\u00eancias contra mulheres no estado.<\/h3>\n<h3>Em 2023, foi o primeiro ano que o estado fez parte do boletim e foram registrados 224 casos de viol\u00eancia. Al\u00e9m disso, foram monitoradas 110 tentativas de feminic\u00eddio e 43 feminic\u00eddios.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2023, pelos menos 586 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, mortas em raz\u00e3o do g\u00eanero. Os dados abrangem oito estados brasileiros: S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Par\u00e1, Piau\u00ed, Maranh\u00e3o e Cear\u00e1. 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