{"id":169331,"date":"2024-04-16T18:52:08","date_gmt":"2024-04-16T21:52:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=169331"},"modified":"2024-04-16T18:52:08","modified_gmt":"2024-04-16T21:52:08","slug":"casamento-precoce-40-meninas-de-17-anos-se-casam-por-dia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2024\/04\/16\/casamento-precoce-40-meninas-de-17-anos-se-casam-por-dia-no-brasil\/","title":{"rendered":"CASAMENTO PRECOCE: 40 MENINAS DE 17 ANOS SE CASAM POR DIA NO BRASIL"},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-169332 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/A-58.jpg\" alt=\"\" width=\"583\" height=\"328\" \/>Sintoma da pobreza e da falta de oportunidades. O casamento precoce \u00e9 um dos problemas sociais do Brasil. De acordo com a ONU, Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, somos o 4\u00ba pa\u00eds, no mundo, em n\u00fameros de meninas que se casam antes dos 18 anos.<\/h3>\n<h3>Dados do IBGE mostram que foram 17 mil, em 2021. Ou seja, uma m\u00e9dia de 40 meninas de at\u00e9 17 anos que se casam, por dia, no Brasil.<\/h3>\n<h3>A porta-voz do Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Anna Cunha, explica que o casamento de meninas \u00e9 visto como uma forma de algumas fam\u00edlias lidarem com a pobreza. No Brasil, essa \u00e9 uma realidade que est\u00e1 muito mais presente nas regi\u00f5es Norte e Nordeste.<\/h3>\n<h3>&#8220;S\u00e3o tamb\u00e9m as regi\u00f5es com maiores \u00edndices de pobreza, de extrema pobreza e caracterizadas pelos menores \u00cdndices de Desenvolvimento Humano (IDH). Podem ser fatores que levam ou a pr\u00f3pria menina ou mesmo a sua fam\u00edlia a enxergar num casamento, numa uni\u00e3o que mesmo temprana, possa ser vista como uma alternativa que possa trazer seguran\u00e7a, estabilidade. Mas que na pr\u00e1tica tamb\u00e9m tem grandes riscos de trazer aspectos de vulnerabilidade&#8221;.<\/h3>\n<h3>Esses &#8220;aspectos de vulnerabilidade&#8221; que Anna Cunha menciona s\u00e3o os impactos negativos que o casamento precoce traz para a vida e o futuro dessas meninas. Um deles \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o a viol\u00eancias e o abandono escolar.<\/h3>\n<h3>Segundo relat\u00f3rio do Banco Mundial, em parceria com a ONU mulheres, 30% dos jovens brasileiros que abandonam a escola, no Ensino M\u00e9dio, s\u00e3o meninas que se casaram antes dos 18 anos.<\/h3>\n<h3>Para a especialista em quest\u00f5es de g\u00eanero no Banco Mundial, Paula Tavares, esse \u00e9 apenas um dos problemas.<\/h3>\n<h3>&#8220;O casamento e a gravidez precoce t\u00eam efeitos negativos profundos que v\u00e3o desde maiores riscos para a sa\u00fade, menor escolaridade, renda mais baixa na idade adulta e maior fertilidade. Podem contribui para a pobreza e maior risco de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Sabemos que os casamentos precoces s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pela gravidez na adolesc\u00eancia<span style=\"background-color: #d5d5d5;\">.<\/span><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>Maioria das adolescentes com filhos est\u00e3o fora da escola. No m\u00e9dio e longo prazos isso leva a uma redu\u00e7\u00e3o na autonomia, na capacidade de escolha, menores oportunidades de trabalho e profissionaliza\u00e7\u00e3o e menor renda ao longo da vida. Quando o n\u00edvel de escolaridade das meninas cai, o impacto assim n\u00e3o \u00e9 apenas nas meninas, nas jovens adolescentes; mas tamb\u00e9m nos seus filhos, nas suas fam\u00edlias, no seu pa\u00eds&#8221;.<\/h3>\n<h3>Segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, uma a cada quatro adolescentes casadas ou em uni\u00e3o est\u00e1vel, entre 15 e 19 anos, sofreu viol\u00eancia f\u00edsica ou sexual praticada pelo parceiro, pelo menos uma vez na vida.<\/h3>\n<h3>O C\u00f3digo Civil brasileiro permite o casamento aos 16 anos, desde que autorizado pelos pais. Na C\u00e2mara dos Deputados, est\u00e1 em discuss\u00e3o um projeto de lei que pro\u00edbe o casamento e a uni\u00e3o civil de menores de 18 anos.<\/h3>\n<h3>Anna Cunha, do Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, explica que a mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas uma forma de reduzir o problema. Ela defende uma s\u00e9rie de medidas.<\/h3>\n<h3>&#8220;Trazer melhores condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas. Enfrentamento \u00e0 pobreza\/extrema pobreza. Dar melhores condi\u00e7\u00f5es educacionais. Trabalhar com aspectos de desigualdades de g\u00eanero. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio trazer e construir novas masculinidades, que sejam masculinidades positivas e mais engajadas com relacionamentos igualit\u00e1rios. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m transforma\u00e7\u00f5es legais nos estatutos de normas e legisla\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o tudo isso, conjuntamente, traz o enfrentamento ao problema&#8221;.<\/h3>\n<h3>A cada ano, 15 milh\u00f5es de meninas de at\u00e9 17 anos se casam, em todo o mundo. O Banco Mundial identificou que, nos \u00faltimos anos, mais de 50 pa\u00edses eliminaram todas a brechas nas leis, proibindo rigorosamente o casamento com menores de 18 anos.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sintoma da pobreza e da falta de oportunidades. O casamento precoce \u00e9 um dos problemas sociais do Brasil. De acordo com a ONU, Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, somos o 4\u00ba pa\u00eds, no mundo, em n\u00fameros de meninas que se casam antes dos 18 anos. Dados do IBGE mostram que foram 17 mil, em 2021. 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