{"id":172042,"date":"2024-11-27T17:14:52","date_gmt":"2024-11-27T20:14:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=172042"},"modified":"2024-11-27T17:14:52","modified_gmt":"2024-11-27T20:14:52","slug":"estudo-revela-alta-letalidade-de-canceres-relacionados-ao-tabaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2024\/11\/27\/estudo-revela-alta-letalidade-de-canceres-relacionados-ao-tabaco\/","title":{"rendered":"ESTUDO REVELA ALTA LETALIDADE DE C\u00c2NCERES RELACIONADOS AO TABACO"},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-172043 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/a2-3.jpg\" alt=\"\" width=\"586\" height=\"351\" \/>Mais da metade dos pacientes diagnosticados com alguns tipos de c\u00e2ncer tabaco-relacionados no Brasil n\u00e3o sobrevivem \u00e0 doen\u00e7a. Em alguns casos, a letalidade chega a mais de 80%, como o c\u00e2ncer de es\u00f4fago. A lista inclui ainda c\u00e2nceres de cavidade oral, est\u00f4mago, c\u00f3lon e reto, laringe, colo do \u00fatero e bexiga.<\/h3>\n<h3>Os dados fazem parte do estudo Impactos do tabagismo al\u00e9m do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, divulgado nesta quarta-feira (27), Dia Nacional de Combate ao C\u00e2ncer, pela Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer. A publica\u00e7\u00e3o analisou a incid\u00eancia, mortalidade e letalidade de sete tipos de c\u00e2ncer tabaco-relacionados e refor\u00e7a que o cigarro se mant\u00e9m como um dos maiores causadores de c\u00e2ncer e mortes evit\u00e1veis no pa\u00eds.<\/h3>\n<h3>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o consultor m\u00e9dico e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, destacou que o objetivo \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, mostrando que o tabagismo segue como principal respons\u00e1vel pelo c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, mas tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por outros tipos de c\u00e2nceres, de grande import\u00e2ncia.<a style=\"font-size: 16px;\" name=\"more\"><\/a><span style=\"font-size: 16px;\">\u201cFomos atr\u00e1s de saber quais s\u00e3o esses c\u00e2nceres e qual \u00e9 essa import\u00e2ncia. Estudamos sete tipos de c\u00e2ncer que apresentaram fort\u00edssima correla\u00e7\u00e3o com o tabagismo e com alta mortalidade e letalidade\u201d, disse, ao explicar que a mortalidade se refere \u00e0 quantidade de \u00f3bitos dentro de uma popula\u00e7\u00e3o, enquanto a letalidade abarca a for\u00e7a com que uma determinada doen\u00e7a leva os pacientes \u00e0 morte.<\/span><\/h3>\n<h3>O c\u00e2ncer, atualmente, representa a segunda maior causa de morte no Brasil, somando 239 mil \u00f3bitos em 2022 e 704 mil novos casos estimados para 2024, segundo dados do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca). Os c\u00e2nceres tabaco-relacionados analisados no estudo foram respons\u00e1veis por 26,5% das mortes por c\u00e2ncer em 2022 e representam 17,2% dos novos diagn\u00f3sticos estimados para este ano.<\/h3>\n<h3><b>Incid\u00eancia, mortalidade e letalidade<\/b><\/h3>\n<h3>Para chegar \u00e0 letalidade, os pesquisadores fizeram o c\u00e1lculo com base nas taxas ajustadas, tanto de incid\u00eancia quanto de mortalidade, dos Registros de C\u00e2ncer de Base Populacional (RCBP) e do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade (SIM).<\/h3>\n<h3>Para o c\u00e2ncer de cavidade oral, a letalidade \u00e9 43% nos homens e 28% nas mulheres, com destaque para a Regi\u00e3o Nordeste, que apresenta maior letalidade entre os homens (52%). J\u00e1 entre as mulheres, o Norte alcan\u00e7ou a maior letalidade, atingindo 34%.<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>Para o c\u00e2ncer de es\u00f4fago, foi observada alta letalidade estimada em ambos os sexos \u2013 acima de 80% para a maioria das regi\u00f5es brasileiras, com destaque para o Sudeste, onde o \u00edndice, entre homens, \u00e9 98%.<\/h3>\n<h3>Para o c\u00e2ncer de est\u00f4mago, a letalidade \u00e9 71%, sendo que a Regi\u00e3o Norte apresentou o maior \u00edndice (83%). J\u00e1 no caso do c\u00e2ncer de c\u00f3lon e reto, a letalidade estimada entre homens foi 48% e, entre as mulheres, 45%.<\/h3>\n<h3>J\u00e1 a letalidade estimada para o c\u00e2ncer de laringe no Brasil, entre homens, foi 65%. O estudo aponta alta relev\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 letalidade da doen\u00e7a entre o sexo feminino, variando de 48% a 88% em todas as regi\u00f5es brasileiras. Os valores das taxas de incid\u00eancia mostraram que a ocorr\u00eancia desse tipo de c\u00e2ncer \u00e9 cinco vezes maior em homens do que em mulheres.<\/h3>\n<h3>Em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer do colo do \u00fatero, a letalidade da doen\u00e7a \u00e9 42%. O estudo destaca a contribui\u00e7\u00e3o do tabagismo para taxas de incid\u00eancia e de mortalidade na Regi\u00e3o Norte, sendo que a doen\u00e7a tem preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria dispon\u00edvel tamb\u00e9m por meio da vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV, al\u00e9m de um programa de detec\u00e7\u00e3o precoce.<\/h3>\n<h3>Para o c\u00e2ncer de bexiga, a letalidade estimada em homens e mulheres foi 44% e 43%, respectivamente. A letalidade, segundo Scaff, \u00e9 um indicador que impacta na mortalidade da doen\u00e7a, al\u00e9m de um reflexo da agressividade dessas doen\u00e7as e da dificuldade no diagn\u00f3stico precoce e no tratamento.<\/h3>\n<h3><b>Alerta<\/b><\/h3>\n<h3>\u201cTodos esses c\u00e2nceres t\u00eam uma forte atribui\u00e7\u00e3o ao tabagismo. A gente n\u00e3o pode dizer que o tabagismo \u00e9 a \u00fanica causa de nenhum deles, mas \u00e9 uma causa muito, muito forte para o desenvolvimento deles. De modo geral, todos os c\u00e2nceres que acometem c\u00e9lulas epiteliais, que recobrem superf\u00edcies, s\u00e3o afetadas pelos compostos do tabaco. A nicotina e milhares de outras subst\u00e2ncias agridem o desenvolvimento dessas c\u00e9lulas\u201d, alertou Scaff.<\/h3>\n<h3>O pesquisador destacou que as subst\u00e2ncias contidas em produtos derivados do tabaco passam, num primeiro momento, pela boca, pela orofaringe e pela laringe, sendo que uma parte deglutida vai para o es\u00f4fago \u2013 e segue em diante. \u201cExiste uma correla\u00e7\u00e3o forte e v\u00e1rios estudos que demonstram a associa\u00e7\u00e3o do tabagismo, por exemplo, com o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero,\u201d informou.<\/h3>\n<h3>\u201cAs subst\u00e2ncias do cigarro agem sobre o epit\u00e9lio \u2013 e a vagina \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o com epit\u00e9lio que se renova com muita frequ\u00eancia. Essas subst\u00e2ncias podem levar \u00e0 uma diminui\u00e7\u00e3o da imunidade local, ocasionando abertura maior para infec\u00e7\u00f5es como pelo HPV, que se manifesta de forma muito mais intensa nesses casos, levando ao desenvolvimento do c\u00e2ncer de colo do \u00fatero,\u201d explicou Scaff.<\/h3>\n<h3>\u201cH\u00e1 toda uma cadeia de eventos que pode estar potencializando o desenvolvimento desse c\u00e2ncer. E o tabagismo participa de forma muito ativa dessa cadeia\u201d, concluiu. (Ag\u00eancia Brasil)<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade dos pacientes diagnosticados com alguns tipos de c\u00e2ncer tabaco-relacionados no Brasil n\u00e3o sobrevivem \u00e0 doen\u00e7a. Em alguns casos, a letalidade chega a mais de 80%, como o c\u00e2ncer de es\u00f4fago. A lista inclui ainda c\u00e2nceres de cavidade oral, est\u00f4mago, c\u00f3lon e reto, laringe, colo do \u00fatero e bexiga. 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