{"id":173789,"date":"2025-03-13T17:44:47","date_gmt":"2025-03-13T20:44:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=173789"},"modified":"2025-03-13T17:44:47","modified_gmt":"2025-03-13T20:44:47","slug":"a-cada-17h-ao-menos-uma-mulher-foi-vitima-de-feminicidio-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2025\/03\/13\/a-cada-17h-ao-menos-uma-mulher-foi-vitima-de-feminicidio-em-2024\/","title":{"rendered":"A CADA 17H, AO MENOS UMA MULHER FOI V\u00cdTIMA DE FEMINIC\u00cdDIO EM 2024."},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-173790 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-14.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"328\" \/>A cada 17 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero em 2024 em nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a: Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Os dados apontaram um total de 531 v\u00edtimas de feminic\u00eddios no ano passado.<\/h3>\n<h3>Em 75,3% dos casos, os crimes foram cometidos por pessoas pr\u00f3ximas. Se considerados somente parceiros e ex-parceiros, o \u00edndice \u00e9 de 70%.<\/h3>\n<h3>O novo boletim Elas Vivem: um caminho de luta, divulgado nesta quinta-feira (13), foi produzido pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, uma iniciativa do Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESeC) dedicada a acompanhar pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a, fen\u00f4menos de viol\u00eancia e criminalidade em nove estados.<\/h3>\n<h3>Segundo o estudo, a cada 24 horas ao menos 13 mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia em 2024 nos nove estados. Ao todo, foram registradas 4.181 mulheres vitimadas, representando um aumento de 12,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando o estado do Amazonas ainda n\u00e3o fazia parte deste monitoramento. O estado juntou-se \u00e0 Rede em janeiro do ano seguinte.<\/h3>\n<h3>\u201cContinuamos chamando aten\u00e7\u00e3o, ano ap\u00f3s ano, para um fen\u00f4meno muito maior do que essa amostragem, que foi normalizado pela sociedade e pelo poder p\u00fablico como apenas mais uma pauta social. E por isso os n\u00fameros seguem aumentando, enquanto as pol\u00edticas de assist\u00eancia est\u00e3o sendo fragilizadas\u201d, observa a organiza\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3><a name=\"more\"><\/a>\u201cApesar de importantes avan\u00e7os ao longo dos anos com a institucionaliza\u00e7\u00e3o dos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, como as Delegacias Especializadas de Atendimento \u00e0 Mulher (DEAMs), a Lei Maria da Penha e a tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio como crime \u2013 que deveriam estar mais consolidados e dotados de melhores condi\u00e7\u00f5es de funcionamento \u2013, a viol\u00eancia contra mulheres e o feminic\u00eddio continuam sendo uma realidade alarmante em nosso pa\u00eds\u201d, disse a pesquisadora Edna Jatob\u00e1, que assina o principal texto desta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3>Confira o n\u00famero de v\u00edtimas de viol\u00eancia e de feminic\u00eddios em cada estado em 2024:<\/h3>\n<h3>Bras\u00edlia (DF) 11\/02\/2025 \u2013 O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) assinou, nesta ter\u00e7a-feira (11), acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a plataforma de entregas iFood para combater a viol\u00eancia contra a mulher.Foto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/h3>\n<h3>Bras\u00edlia (DF) 11\/02\/2025 \u2013\u00a0 Foto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil &#8211; Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/h3>\n<h3>Veja a situa\u00e7\u00e3o em cada estado monitorado, segundo o boletim Elas Vivem<\/h3>\n<h3><b>Amazonas<\/b><\/h3>\n<h3>O estado aparece pela primeira vez no monitoramento da Rede de Observat\u00f3rios. Com 604 casos, fica atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro em n\u00fameros de viol\u00eancia, superando estados mais populosos, como Bahia e Pernambuco. Foram registrados 33 feminic\u00eddios no estado, 15 deles por parceiros ou ex-parceiros.<\/h3>\n<h3>No Amazonas, 84,2% das v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual em 2024 tinha de 0 a 17 anos. Al\u00e9m disso, 97,5% n\u00e3o tiveram identifica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a\/cor. O estado registrou dois casos de transfeminic\u00eddio.<\/h3>\n<h3>Bahia<\/h3>\n<h3>O estado apresentou redu\u00e7\u00e3o de 30,2% nos eventos de viol\u00eancia em um ano (de 368 para 257). Em 73,9% dos casos as v\u00edtimas n\u00e3o tiveram ra\u00e7a ou cor identificada. Entre os 46 feminic\u00eddios, 34 n\u00e3o tiveram essa informa\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3>A capital baiana, Salvador, foi a que mais registrou eventos, com 68 no total. A Bahia tamb\u00e9m teve 96 mortes de mulheres (feminic\u00eddio e homic\u00eddio). Nenhum transfeminic\u00eddio foi registrado.<\/h3>\n<h3>Cear\u00e1<\/h3>\n<h3>Os 207 casos registrados fizeram de 2024 o pior per\u00edodo em sete anos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres no Cear\u00e1. Em compara\u00e7\u00e3o com 2023, o aumento foi de 21,1%. Os feminic\u00eddios tamb\u00e9m aumentaram: de 42 para 45.<\/h3>\n<h3>A maioria dos casos ocorreu com mulheres entre 18 a 39 anos. Parceiros e ex-parceiros cometeram 56 das viol\u00eancias. O estado tamb\u00e9m registrou um caso de transfeminic\u00eddio.<\/h3>\n<h3>Maranh\u00e3o<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>O Maranh\u00e3o cresceu quase 90% na viol\u00eancia de g\u00eanero. O estado passou de 195 para 365 eventos violentos, sendo 151 cometidos por parceiros e ex-parceiros. Foram 54 assassinatos, sendo que 31 delas tinham entre 18 e 39 anos.<\/h3>\n<h3>Quase 100% dos crimes n\u00e3o tiveram identificadas ra\u00e7a e cor (93,7% das ocorr\u00eancias).<\/h3>\n<h3>Par\u00e1<\/h3>\n<h3>O Par\u00e1 tamb\u00e9m registrou um crescimento alarmante sobre os eventos de viol\u00eancia: alta de 73,2% (de 224 para 388). A motiva\u00e7\u00e3o dos casos majoritariamente n\u00e3o teve registro (81,3%), mas 63,4% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros.<\/h3>\n<h3>As agress\u00f5es registradas com uso de arma de fogo somaram 96 e com facas e objetos cortantes foram 95.<\/h3>\n<h3>Pernambuco<\/h3>\n<h3>O estado teve uma redu\u00e7\u00e3o de 2,2% (de 319 para 312) nos casos de viol\u00eancia contra as mulheres. No entanto, Pernambuco ficou atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo nas mortes de mulheres (feminic\u00eddio, transfeminic\u00eddio e homic\u00eddio), com 167 eventos.<\/h3>\n<h3>Foi o segundo estado, entre os nove, com mais casos de feminic\u00eddio: 69 casos.<\/h3>\n<h3>Piau\u00ed<\/h3>\n<h3>O estado registrou crescimento de 17,8% nos crimes ligados a g\u00eanero (de 202 casos para 237). Teresina teve, disparadamente, o maior n\u00famero de casos (101), seguida por Parna\u00edba (14). Foram 57 tentativas de feminic\u00eddios e 36 feminic\u00eddios.<\/h3>\n<h3>A exemplo de outras regi\u00f5es, o Piau\u00ed tamb\u00e9m teve problemas de transpar\u00eancia dos dados:\u00a0 52,7% dos casos ficaram sem registro de motiva\u00e7\u00f5es e 97,2% sem os marcadores social e \u00e9tnico-racial, informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 compreens\u00e3o do fen\u00f4meno e para o direcionamento de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/h3>\n<h3>Rio de Janeiro<\/h3>\n<h3>No Rio, os casos de viol\u00eancia de g\u00eanero cresceram de 621 para 633 em um ano \u2013 aumento de 1,9%. Do total, 197 crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Feminic\u00eddios e tentativas tamb\u00e9m registraram altos n\u00fameros: 63 e 261, respectivamente.<\/h3>\n<h3>Foram registrados 103 casos de viol\u00eancia sexual\/estupro. Do total de 64 eventos violentos, 13 foram cometidos por agentes da seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/h3>\n<h3>S\u00e3o Paulo<\/h3>\n<h3>S\u00e3o Paulo \u00e9 a \u00fanica regi\u00e3o monitorada com mais de 1 mil eventos violentos contra mulheres em 2024. Foram 1.177 casos, um aumento de 12,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/h3>\n<h3>A capital do estado teve os maiores n\u00fameros de casos: foram 149, seguida de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, com 66, e Sorocaba, com 42.<\/h3>\n<h3>Entre as v\u00edtimas de viol\u00eancia com registro et\u00e1rio, 378 mulheres tinham de 18 a 39 anos \u2013 422 n\u00e3o tiveram essa informa\u00e7\u00e3o disponibilizada.<\/h3>\n<h3>Foram registrados 144 feminic\u00eddios no estado, sendo 125 cometidos por parceiros ou ex-parceiros.<\/h3>\n<h3>A cada 17 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero em 2024 em nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a: Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Os dados apontaram um total de 531 v\u00edtimas de feminic\u00eddios no ano passado.<\/h3>\n<h3>Em 75,3% dos casos, os crimes foram cometidos por pessoas pr\u00f3ximas. Se considerados somente parceiros e ex-parceiros, o \u00edndice \u00e9 de 70%.<\/h3>\n<h3>O novo boletim Elas Vivem: um caminho de luta, divulgado nesta quinta-feira (13), foi produzido pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, uma iniciativa do Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESeC) dedicada a acompanhar pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a, fen\u00f4menos de viol\u00eancia e criminalidade em nove estados.<\/h3>\n<h3>Segundo o estudo, a cada 24 horas ao menos 13 mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia em 2024 nos nove estados. Ao todo, foram registradas 4.181 mulheres vitimadas, representando um aumento de 12,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando o estado do Amazonas ainda n\u00e3o fazia parte deste monitoramento. O estado juntou-se \u00e0 Rede em janeiro do ano seguinte.<\/h3>\n<h3>\u201cContinuamos chamando aten\u00e7\u00e3o, ano ap\u00f3s ano, para um fen\u00f4meno muito maior do que essa amostragem, que foi normalizado pela sociedade e pelo poder p\u00fablico como apenas mais uma pauta social. E por isso os n\u00fameros seguem aumentando, enquanto as pol\u00edticas de assist\u00eancia est\u00e3o sendo fragilizadas\u201d, observa a organiza\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3>\u201cApesar de importantes avan\u00e7os ao longo dos anos com a institucionaliza\u00e7\u00e3o dos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, como as Delegacias Especializadas de Atendimento \u00e0 Mulher (DEAMs), a Lei Maria da Penha e a tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio como crime \u2013 que deveriam estar mais consolidados e dotados de melhores condi\u00e7\u00f5es de funcionamento \u2013, a viol\u00eancia contra mulheres e o feminic\u00eddio continuam sendo uma realidade alarmante em nosso pa\u00eds\u201d, disse a pesquisadora Edna Jatob\u00e1, que assina o principal texto desta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/h3>\n<h3>Confira o n\u00famero de v\u00edtimas de viol\u00eancia e de feminic\u00eddios em cada estado em 2024:<\/h3>\n<h3>Veja a situa\u00e7\u00e3o em cada estado monitorado, segundo o boletim Elas Vivem<\/h3>\n<h3>O estado aparece pela primeira vez no monitoramento da Rede de Observat\u00f3rios. Com 604 casos, fica atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro em n\u00fameros de viol\u00eancia, superando estados mais populosos, como Bahia e Pernambuco. Foram registrados 33 feminic\u00eddios no estado, 15 deles por parceiros ou ex-parceiros.<\/h3>\n<h3>No Amazonas, 84,2% das v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual em 2024 tinha de 0 a 17 anos. Al\u00e9m disso, 97,5% n\u00e3o tiveram identifica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a\/cor. O estado registrou dois casos de transfeminic\u00eddio.<\/h3>\n<h3>O estado apresentou redu\u00e7\u00e3o de 30,2% nos eventos de viol\u00eancia em um ano (de 368 para 257). Em 73,9% dos casos as v\u00edtimas n\u00e3o tiveram ra\u00e7a ou cor identificada. Entre os 46 feminic\u00eddios, 34 n\u00e3o tiveram essa informa\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3>A capital baiana, Salvador, foi a que mais registrou eventos, com 68 no total. A Bahia tamb\u00e9m teve 96 mortes de mulheres (feminic\u00eddio e homic\u00eddio). Nenhum transfeminic\u00eddio foi registrado.<\/h3>\n<h3>Os 207 casos registrados fizeram de 2024 o pior per\u00edodo em sete anos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres no Cear\u00e1. Em compara\u00e7\u00e3o com 2023, o aumento foi de 21,1%. Os feminic\u00eddios tamb\u00e9m aumentaram: de 42 para 45.<\/h3>\n<h3>A maioria dos casos ocorreu com mulheres entre 18 a 39 anos. Parceiros e ex-parceiros cometeram 56 das viol\u00eancias. O estado tamb\u00e9m registrou um caso de transfeminic\u00eddio.<\/h3>\n<h3>O Maranh\u00e3o cresceu quase 90% na viol\u00eancia de g\u00eanero. O estado passou de 195 para 365 eventos violentos, sendo 151 cometidos por parceiros e ex-parceiros. Foram 54 assassinatos, sendo que 31 delas tinham entre 18 e 39 anos.<\/h3>\n<h3>Quase 100% dos crimes n\u00e3o tiveram identificadas ra\u00e7a e cor (93,7% das ocorr\u00eancias).<\/h3>\n<h3>O Par\u00e1 tamb\u00e9m registrou um crescimento alarmante sobre os eventos de viol\u00eancia: alta de 73,2% (de 224 para 388). A motiva\u00e7\u00e3o dos casos majoritariamente n\u00e3o teve registro (81,3%), mas 63,4% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros.<\/h3>\n<h3>As agress\u00f5es registradas com uso de arma de fogo somaram 96 e com facas e objetos cortantes foram 95.<\/h3>\n<h3>O estado teve uma redu\u00e7\u00e3o de 2,2% (de 319 para 312) nos casos de viol\u00eancia contra as mulheres. No entanto, Pernambuco ficou atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo nas mortes de mulheres (feminic\u00eddio, transfeminic\u00eddio e homic\u00eddio), com 167 eventos.<\/h3>\n<h3>Foi o segundo estado, entre os nove, com mais casos de feminic\u00eddio: 69 casos.<\/h3>\n<h3>O estado registrou crescimento de 17,8% nos crimes ligados a g\u00eanero (de 202 casos para 237). Teresina teve, disparadamente, o maior n\u00famero de casos (101), seguida por Parna\u00edba (14). Foram 57 tentativas de feminic\u00eddios e 36 feminic\u00eddios.<\/h3>\n<h3>A exemplo de outras regi\u00f5es, o Piau\u00ed tamb\u00e9m teve problemas de transpar\u00eancia dos dados:\u00a0 52,7% dos casos ficaram sem registro de motiva\u00e7\u00f5es e 97,2% sem os marcadores social e \u00e9tnico-racial, informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 compreens\u00e3o do fen\u00f4meno e para o direcionamento de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/h3>\n<h3>No Rio, os casos de viol\u00eancia de g\u00eanero cresceram de 621 para 633 em um ano \u2013 aumento de 1,9%. Do total, 197 crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Feminic\u00eddios e tentativas tamb\u00e9m registraram altos n\u00fameros: 63 e 261, respectivamente.<\/h3>\n<h3>Foram registrados 103 casos de viol\u00eancia sexual\/estupro. Do total de 64 eventos violentos, 13 foram cometidos por agentes da seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/h3>\n<h3>S\u00e3o Paulo \u00e9 a \u00fanica regi\u00e3o monitorada com mais de 1 mil eventos violentos contra mulheres em 2024. 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