{"id":20559,"date":"2014-12-14T22:01:38","date_gmt":"2014-12-15T01:01:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=20559"},"modified":"2014-12-14T22:01:38","modified_gmt":"2014-12-15T01:01:38","slug":"bahia-tem-alto-indice-de-pessoas-com-depressao-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/12\/14\/bahia-tem-alto-indice-de-pessoas-com-depressao-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Bahia tem alto \u00edndice de pessoas com depress\u00e3o, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p>Levantamento realizado pelo IBGE mostra que a Bahia \u00e9 um dos estados brasileiros onde a depress\u00e3o mais incapacita. A pesquisa tamb\u00e9m aponta que os homens baianos precisam cuidar mais das quest\u00f5es de sa\u00fade psiqu\u00edca<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A fama de terra da alegria n\u00e3o impediu que 19,7% dos baianos maiores de 18 anos e diagnosticados com depress\u00e3o tenham suas vidas comprometidas em virtude dos efeitos da doen\u00e7a. O \u00edndice \u00e9 um dos maiores do pa\u00eds, s\u00f3 perdendo para a Para\u00edba e empatando com\u00a0 Alagoas. Desse montante de pessoas\u00a0 limitadas nas suas atividades em virtude da depress\u00e3o, 24,2% s\u00e3o homens e 19% s\u00e3o do sexo feminino.<\/p>\n<p>O impacto da enfermidade mental na qualidade de vida dos baianos foi divulgado na \u00faltima semana, durante o lan\u00e7amento dos resultados da primeira edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS).<\/p>\n<table class=\"contenttable\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/w1.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_depressao_01.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"394\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\nEssa foi a primeira vez que um levantamento desse porte foi realizado na \u00e1rea de sa\u00fade e dentro do territ\u00f3rio nacional. A pesquisa incluiu ainda a coleta de amostras de sangue e de urina da popula\u00e7\u00e3o entrevistada, fato que confere mais precis\u00e3o aos resultados. O trabalho foi realizado no segundo semestre de 2013 e foram visitadas 81.767 casas em todos os estados brasileiros, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao question\u00e1rio.<\/p>\n<p>Segundo o representante da Coordena\u00e7\u00e3o de Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es do IBGE na Bahia, Joilson Souza, alguns dados chamam aten\u00e7\u00e3o por possibilitar um vislumbre da sa\u00fade mental. \u201cO primeiro deles diz respeito ao fato de que o diagn\u00f3stico \u00e9 menor nas regi\u00f5es mais empobrecidas, mais remotas ou rurais\u201d, esclarece, pontuando que, geralmente, quando a patologia \u00e9 diagnosticada, j\u00e1 houve um alto grau de comprometimento na vida do indiv\u00edduo. O representante do IBGE tamb\u00e9m ressalta o fato da quest\u00e3o cultural ainda impedir que os homens busquem aux\u00edlio. \u201cO n\u00famero de mulheres que buscam assist\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 praticamente o dobro dos homens\u201d, completa.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Dados brasileiros<\/span><br \/>\nA PNS estimou que 11,2 milh\u00f5es de adultos foram diagnosticados com depress\u00e3o e somente 46,4% deles receberam assist\u00eancia m\u00e9dica. Como era de se imaginar, os maiores \u00edndices da doen\u00e7a est\u00e3o nas \u00e1reas urbanas (8,0%), no Sul (12,6%) e Sudeste (8,4%), nas mulheres (10,9%) e na faixa de 60 a 64 anos de idade (11,1%).\u00a0 Por n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, prevalecem as pessoas com ensino superior completo (8,7%) e as sem instru\u00e7\u00e3o e com fundamental incompleto (8,6%).<\/p>\n<p>Por grupos de cor ou ra\u00e7a, a propor\u00e7\u00e3o de adultos diagnosticados foi maior entre as pessoas brancas (9,0%) do que entre pardas (6,7%) e pretas (5,4%). A pesquisa tamb\u00e9m demonstrou que mais da metade (52,0%) das pessoas com esse diagn\u00f3stico usavam medicamentos para depress\u00e3o e 16,4% delas faziam psicoterapia. Apenas 46,4% dos que informaram terem sido diagnosticados receberam assist\u00eancia m\u00e9dica para depress\u00e3o nos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa.<\/p>\n<p>Os maiores percentuais de atendimento est\u00e3o nos consult\u00f3rios particulares ou cl\u00ednicas privadas (42,3%) e em unidade b\u00e1sica de sa\u00fade (33,2%). Quanto ao motivo para n\u00e3o receber assist\u00eancia m\u00e9dica, apesar do diagn\u00f3stico de depress\u00e3o, 73,4% alegaram n\u00e3o estar mais deprimidos, 6,6% que n\u00e3o tinham \u00e2nimo, 4,6% disseram que o tempo de espera no servi\u00e7o de sa\u00fade era muito grande, 2,4% que tinham dificuldades financeiras, 2,1% que o hor\u00e1rio de funcionamento do servi\u00e7o de sa\u00fade era incompat\u00edvel com suas atividades de trabalho ou dom\u00e9sticas e 10,9% relataram outros motivos.<\/p>\n<p>Joilson Souza reconhece, no entanto, que esses n\u00fameros podem n\u00e3o fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do quadro real porque ainda h\u00e1 muitas pessoas que n\u00e3o s\u00e3o diagnosticadas e sequer reconhecem o problema de sa\u00fade.<\/p>\n<table class=\"contenttable\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/w2.c24hsttc.net\/uploads\/RTEmagicC_depressao_02.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"651\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\n<span style=\"font-weight: bold;\">Sa\u00fade p\u00fablica<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><!--more--><br \/>\nDe acordo com a psiquiatra Rosa Garcia, a depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a caracterizada por um conjunto de sintomas psicol\u00f3gicos e f\u00edsicos, associada a altos \u00edndices de comorbidades m\u00e9dicas, incapacita\u00e7\u00e3o e mortalidade prematura. \u201cNo dia a dia no consult\u00f3rio \u00e9 poss\u00edvel observar que o diagn\u00f3stico da depress\u00e3o supera as demais enfermidades mentais\u201d, pontua a m\u00e9dica. Ela chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a depress\u00e3o geralmente surge associada a outras doen\u00e7as, as chamadas comorbidades, como o alcoolismo e doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis e o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Com uma postura parecida, o psiquiatra da Secretaria Municipal de Sa\u00fade Ivan Ara\u00fajo ressalta que a depress\u00e3o \u00e9 uma das doen\u00e7as mais incapacitantes que existe e o grande desafio da sa\u00fade \u00e9 conseguir identific\u00e1-la diante de uma s\u00e9rie de sinais que n\u00e3o s\u00e3o muito espec\u00edficos.<\/p>\n<p>\u201cGeralmente, o problema come\u00e7a leve, com a pessoa apresentando queixas de altera\u00e7\u00e3o no sono, na mem\u00f3ria, dores, perda de prazer em realizar tarefas que antes gostava, falta de interesse, pensamentos de ru\u00edna e pesar\u201d, esclarece o m\u00e9dico, destacando que, quando n\u00e3o tratado, o quadro pode evoluir inclusive para o suic\u00eddio. \u201cGeralmente, nos casos mais<br \/>\ngraves, a dor, a ang\u00fastia e a tristeza s\u00e3o t\u00e3o grandes que a pessoa prefere n\u00e3o mais viver\u201d, diz, ressaltando que a depress\u00e3o acomete mais os adultos jovens, embora tamb\u00e9m possa ocorrer em crian\u00e7as e idosos.<\/p>\n<p>Em Salvador, o tratamento para depress\u00e3o pode ser feito em um das 18 unidades do Centro de Apoio Psicossocial (Caps). Para verificar os endere\u00e7os, acesse:<span style=\"font-weight: bold;\"><a class=\"external-link-new-window\" style=\"color: #0085b2;\" title=\"Opens external link in new window\" href=\"http:\/\/www.saude.ba.gov.br\/hjm\/images\/documentos\/caps_bahia_salvador.pdf\" target=\"_blank\">www.saude.ba.gov.br\/hjm\/images\/documentos\/caps_bahia_salvador.pdf<\/a><\/span>.<!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento realizado pelo IBGE mostra que a Bahia \u00e9 um dos estados brasileiros onde a depress\u00e3o mais incapacita. 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