{"id":3042,"date":"2014-01-25T16:14:10","date_gmt":"2014-01-25T19:14:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=3042"},"modified":"2014-01-25T16:14:10","modified_gmt":"2014-01-25T19:14:10","slug":"animais-de-estimacao-e-bebes-podem-conviver-sem-riscos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/01\/25\/animais-de-estimacao-e-bebes-podem-conviver-sem-riscos\/","title":{"rendered":"Animais de estima\u00e7\u00e3o e beb\u00eas podem conviver sem riscos?"},"content":{"rendered":"<h2 id=\"noticia-olho\">A resposta \u00e9 sim, e crian\u00e7as em contato com bichinhos s\u00f3 saem ganhando. Cabe aos pais ter bom senso e tomar alguns cuidados para evitar contratempos<\/h2>\n<p>Um beb\u00ea de um ano de idade e um doberman brincando em total harmonia. A cena, impens\u00e1vel para muitos pais, fez sucesso na internet.\u00a0O v\u00eddeo postado no Youtube mostra a crian\u00e7a feliz da vida, tentando se aproximar do cachorro e rindo muito toda vez que o bicho late ou rosna. A m\u00e3e incentiva a intera\u00e7\u00e3o entre os dois.<\/p>\n<p><strong>Assista no v\u00eddeo abaixo a crian\u00e7a que brinca com o doberman e outros pequenos se divertindo com seus bichos de estima\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" id=\"51b87c472892a83a8b00001b\" name=\"51b87c472892a83a8b00001b\" src=\"http:\/\/tvig.ig.com.br\/_static\/player\/?v=51b87c472892a83a8b00001b\" height=\"364\" width=\"640\" allowfullscreen=\"true\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>As imagens levantam uma quest\u00e3o importante: como deve ser a rela\u00e7\u00e3o dos bichos de estima\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia com o beb\u00ea que chega? Algumas pessoas decidem se distanciar do assunto e se desfazer do animal. Outras agem como se n\u00e3o fosse haver uma mudan\u00e7a na casa e n\u00e3o chegam a se preocupar com a divis\u00e3o do espa\u00e7o entre animal e crian\u00e7a e com os cuidados que a rela\u00e7\u00e3o exigir\u00e1. S\u00e3o extremos, e o melhor caminho \u00e9 o do meio, segundo especialistas.<\/p>\n<p>\u201cO animal dever\u00e1 ser acostumado com a futura rotina, com os limites que ter\u00e1 com a chegada do beb\u00ea. Sem preparo, ele poder\u00e1 ficar ansioso e, dependendo do temperamento, traduzir esse sentimento em agressividade contra a fam\u00edlia e a crian\u00e7a. Sofrer\u00e1 e correr\u00e1 um risco enorme de ser doado ou abandonado\u201d, alerta Alessandra Caprara, veterin\u00e1ria e consultora comportamental.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da profiss\u00e3o, ela tem bagagem para falar sobre o assunto: seus filhos, Ian, de 6 anos, e Ana Catarina, de 4, cresceram cercados por cachorros (o vira-lata Wilber, o pastor su\u00ed\u00e7o Luke, a bich\u00f3n frise-yorkshire Babi \u2013 os tr\u00eas j\u00e1 falecidos \u2013 e a poodle Linda). Foi no dia a dia que a fam\u00edlia encontrou a medida ideal de contato. \u201cEles levaram v\u00e1rias mordidinhas, justamente por explorar e perseguir os bichos, e eu tinha que afast\u00e1-los para eles entenderem que estavam machucando. Um dia o Ian foi mordido, olhou para mim e disse: \u2018Ela n\u00e3o queria que eu mexesse nela, n\u00e9?\u2019. As crian\u00e7as aprendem limites, a se desculparem, percebem que o medo pode ser bom e que os seres vivos deixam saudades porque nos fizeram felizes.\u201d<\/p>\n<div id=\"galleria\" data-render-gallery=\"nulltrue\">\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><img alt=\"\" src=\"http:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/4y\/kh\/e1\/4ykhe13k9leycrgpzik9zx3yw.jpg\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>O conv\u00edvio entre crian\u00e7as e animais de estima\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Especialistas d\u00e3o dicas para facilitar essa tarefa. Foto: Thinkstock\/Getty Images<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>O equil\u00edbrio, afirma Daniela Ramos, veterin\u00e1ria da cl\u00ednica Vetmasters e doutora em comportamento animal pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), traz benef\u00edcios para todos. \u201cPara o c\u00e3o ou o gato, um beb\u00ea \u00e9 mais uma fonte de carinho. A crian\u00e7a, por sua vez, entende melhor conceitos como a rotina, j\u00e1 que o animal tem hora para comer e passear, e fica mais soci\u00e1vel, pois gosta de falar sobre o bichinho\u201d, exemplifica.<\/p>\n<figure><img alt=\"\" src=\"http:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/d2\/io\/wn\/d2iownp2b3hu5qs79yrgt8vo5.jpg\" \/><figcaption><cite>Arquivo pessoal<\/cite><\/p>\n<div>Ian, ainda beb\u00ea, e o pastor su\u00ed\u00e7o Luke: crian\u00e7as da fam\u00edlia cresceram cercadas por cachorros<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 assim com Bruno, 3 anos, filho da administradora de empresas Paula Iavelberg. \u201cQuando viajamos, ele diz que est\u00e1 com saudades do Cacau\u201d, conta Paula. Cacau \u00e9 o poodle toy da fam\u00edlia, dois anos mais velho que o menino. A rela\u00e7\u00e3o entre eles foi constru\u00edda naturalmente, com o cuidado inicial de n\u00e3o deixar o c\u00e3o pular no beb\u00ea ou lamber seus brinquedos e a aten\u00e7\u00e3o atual com as brincadeiras de rolar no ch\u00e3o e fazer lutinhas. \u201cDamos muito valor ao espa\u00e7o de cada um no conv\u00edvio. O Bruno aprende a respeitar, a cuidar, a expressar carinho.\u201d<\/p>\n<p>A publicit\u00e1ria Mariana Glomb tamb\u00e9m festeja os benef\u00edcios no crescimento de Ana J\u00falia, 3 anos, ao lado da lhasa apso Aika, hoje com 5: chama as duas de filhas e revela que a menina considera a cadelinha uma irm\u00e3. \u201cNo come\u00e7o, evit\u00e1vamos que elas deitassem no mesmo cobertor, por exemplo, por medo de bact\u00e9rias. Hoje elas ficam nos mesmos espa\u00e7os, sem problemas. Algumas passagens beiraram o susto, como uma vez em que a Aika puxou a Ju, ainda beb\u00ea, do carrinho para brincar\u201d, lembra. Atualmente, a garota tem mais um bichinho para chamar de seu: um peixe beta. \u201cEla \u00e9 respons\u00e1vel por aliment\u00e1-lo, ajuda a lavar o aqu\u00e1rio. Acho v\u00e1lido a crian\u00e7a entender como o mundo funciona, que os outros t\u00eam necessidades tamb\u00e9m. Ela vai precisar disso no futuro. Que aprenda j\u00e1!\u201d.<\/p>\n<p><strong>Transmiss\u00e3o de doen\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Diferentemente do que muitos acreditam, um bicho de estima\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um potencial vetor de doen\u00e7as para beb\u00eas e crian\u00e7as. \u201cCom as vacinas em dia, ele n\u00e3o representa risco para os moradores da casa\u201d, diz Daniela.<\/p>\n<p>Alessandra ressalta que muitas fam\u00edlias temem doen\u00e7as que os animais dificilmente transmitem, como a toxoplasmose. \u201cO c\u00e3o n\u00e3o faz parte da cadeia de transmiss\u00e3o e o gato \u00e9 bem injusti\u00e7ado. Garanto que \u00e9 mais f\u00e1cil pegar toxoplasmose em uma folha de alface mal lavada do que pelo gato.\u201d<\/p>\n<p>Medo de alergias e doen\u00e7as respirat\u00f3rias tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 desculpa para se desfazer do animal. \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma contraindica\u00e7\u00e3o absoluta nesse sentido. Existem estudos que mostram que o contato com c\u00e3es e gatos desde cedo diminui o surgimento de alergias no futuro e que at\u00e9 a asma tende a diminuir, por causa do ganho emocional desse relacionamento\u201d, explica o pediatra F\u00e1bio Picchi Martins. \u201cHavendo higiene e o bom senso de n\u00e3o expor as crian\u00e7as a animais n\u00e3o treinados, que possam morder ou arranhar, todos s\u00f3 t\u00eam a ganhar.\u201d<\/p>\n<p>Os especialistas que falaram \u00e0 mat\u00e9ria d\u00e3o dicas para facilitar o conv\u00edvio entre animal e beb\u00ea. Confira:<\/p>\n<figure><img alt=\"\" src=\"http:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/7q\/v4\/04\/7qv404dobfkxofet3e9whfusp.jpg\" \/><figcaption><cite>Arquivo pessoal<\/cite><\/p>\n<div>Mesmo com alguns sustos pelo caminho, Ana J\u00falia e a lhasa apso Aika dividem espa\u00e7o e brincadeiras<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Antes do nascimento do beb\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>1. Impe\u00e7a a entrada do animal no quarto do beb\u00ea &#8211; Assim, ele n\u00e3o associar\u00e1 a restri\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o pela casa \u00e0 chegada do novo membro da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>2. Habitue o c\u00e3o a passear com v\u00e1rias pessoas \u2013 Nos primeiros meses de vida do beb\u00ea, a m\u00e3e dificilmente consegue sair com o c\u00e3o. Acostumando-se com outras pessoas, o animal n\u00e3o se sentir\u00e1 deixado de lado por causa da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>3. Consulte um adestrador ou um especialista em comportamento animal \u2013 Se o c\u00e3o ou o gato for agressivo, suas atitudes devem ser controladas para se adequarem ao lar com uma crian\u00e7a pequena. Como o treinamento pode levar alguns meses, providencie-o o quanto antes.<\/p>\n<p><strong>Do nascimento at\u00e9 os seis meses do beb\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>1. Pe\u00e7a para tirarem o animal da casa quando voc\u00ea for voltar da maternidade com o beb\u00ea \u2013 O cachorro e o gato sentem que seu territ\u00f3rio est\u00e1 sendo invadido se os pais surgem com um novo ser humano a quem d\u00e3o muita aten\u00e7\u00e3o. O ideal \u00e9 chegar, acomodar o beb\u00ea e s\u00f3 ent\u00e3o trazer o animal de volta da casa de parentes, de amigos ou de um hotelzinho.<\/p>\n<p>2. Mantenha o ch\u00e3o de todos os c\u00f4modos bem limpo \u2013 C\u00e3es e gatos soltam pelos (\u00e0s vezes impercept\u00edveis) diariamente. Para que o beb\u00ea n\u00e3o os aspire e fique livre de alergias, \u00e9 preciso passar um pano \u00famido no ch\u00e3o de toda a casa pelo menos uma vez ao dia.<\/p>\n<p>3. Permita que o animal se aproxime aos poucos do beb\u00ea \u2013 E de prefer\u00eancia depois do terceiro m\u00eas. Deixe o c\u00e3o ou o gato cheirar os p\u00e9s do beb\u00ea, as m\u00e3os, a cabe\u00e7a. Impe\u00e7a as lambidas nesse come\u00e7o, j\u00e1 que o boca do animal \u00e9 repleta de bact\u00e9rias.<\/p>\n<p><strong>A partir dos seis meses do beb\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>1. Oriente a crian\u00e7a quanto aos excessos \u2013 Explique que c\u00e3o e gato n\u00e3o s\u00e3o brinquedos e que n\u00e3o \u00e9 legal puxar pelo rabo ou enfiar os dedos nos olhos e nas orelhas deles, pois eles podem sentir dor e atacar para se defender. Al\u00e9m disso, o comportamento com o bichinho de casa moldar\u00e1 como ela ser\u00e1 com animais de outras pessoas, com os quais \u00e9 essencial ter limites.<\/p>\n<p>2. Incentive a crian\u00e7a a se aproximar do animal \u2013 Ensine-a a dar petiscos para o cachorro e a brincar com varetas ou cordas com o gato. Todos v\u00e3o se divertir!<\/p>\n<p>3. Inclua o animal nas brincadeiras com o beb\u00ea \u2013 Jogar um brinquedo alternadamente para o beb\u00ea e para o c\u00e3o ou o gato \u00e9 uma forma simples de mostrar que todos t\u00eam aten\u00e7\u00e3o na casa.<\/p>\n<p>4. Mantenha os potes de comida e de \u00e1gua do animal fora do alcance da crian\u00e7a \u2013 Se ela alcan\u00e7ar os recipientes, vai querer comer a ra\u00e7\u00e3o e beber a \u00e1gua, o que n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel.<\/p>\n<p>5. O animal \u00e9 de toda a fam\u00edlia \u2013 Vendo o carinho e os cuidados dos pais com o c\u00e3o ou o gato, a crian\u00e7a agir\u00e1 da mesma maneira. O exemplo \u00e9 um \u00f3timo professor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resposta \u00e9 sim, e crian\u00e7as em contato com bichinhos s\u00f3 saem ganhando. 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