{"id":3575,"date":"2014-02-04T12:21:13","date_gmt":"2014-02-04T15:21:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=3575"},"modified":"2014-02-04T12:21:13","modified_gmt":"2014-02-04T15:21:13","slug":"corrida-ao-ouro-transforma-municipio-baiano-em-uma-mini-serra-pelada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2014\/02\/04\/corrida-ao-ouro-transforma-municipio-baiano-em-uma-mini-serra-pelada\/","title":{"rendered":"Corrida ao ouro transforma munic\u00edpio baiano em uma &#8220;mini Serra Pelada&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2>O garimpo conta com in\u00fameros motores equipados com moinhos para a tritura\u00e7\u00e3o de pedra e cascalho<\/h2>\n<div>\n<div><img title=\"As terras da maior mina de diamantes do mundo, no munic\u00edpio de Nordestina, na Bahia, s\u00e3o ricas, tamb\u00e9m, na produ\u00e7\u00e3o de ouro\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tribunadabahia.com.br\/upload\/images\/20140204074607_nordestinamateria.jpg\" \/><\/div>\n<div>Foto: Pedro Oliveira\/Tribuna da Bahia<\/div>\n<div>As terras da maior mina de diamantes do mundo, no munic\u00edpio de Nordestina, na Bahia, s\u00e3o ricas, tamb\u00e9m, na produ\u00e7\u00e3o de ouro<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>As terras da maior mina de diamantes do mundo, no munic\u00edpio de Nordestina, na Bahia, s\u00e3o ricas, tamb\u00e9m, na produ\u00e7\u00e3o de ouro. A fazenda Baixinha, a 23 quil\u00f4metros da sede do munic\u00edpio, vem se transformando em uma mini Serra Pelada. Nessa regi\u00e3o, existem cerca de 4 mil garimpeiros trabalhando em jazidas a c\u00e9u aberto e subterr\u00e2neas. O garimpo localizado em uma \u00e1rea de trabalhadores sem terras, conta com in\u00fameros motores equipados com moinhos para a tritura\u00e7\u00e3o de pedra e cascalho na busca pelo ouro.<\/p>\n<p>O jacobinense Gen\u00e9sio Balor, que h\u00e1 nove anos trabalha em garimpos, disse que a maior quantidade de ouro conseguida em um dia de trabalho foram 22 gramas. \u201cDurante toda a manh\u00e3 desta quinta-feira (30\/1), s\u00f3 consegui nove d\u00e9cimos de grama de ouro. Trabalho em mina aqui porque n\u00e3o tenho outra op\u00e7\u00e3o de ganhar dinheiro para sustentar a fam\u00edlia. O grama de ouro custa R$ 70 e o m\u00e1ximo que j\u00e1 consegui obter em uma semana de trabalho foram 50 gramas, e isso ocorre quando damos sorte com material retirado do subsolo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Balor disse que s\u00e3o v\u00e1rios pais de fam\u00edlia que dependem do ouro da Fazenda Baixinha para sobreviver e explica que em Jacobina, o material adquirido (cascalho) depois de utilizado n\u00e3o tem repasse, o que n\u00e3o ocorre em Nordestina. \u201cAqui, na Baixinha, o material para ser triturado no moinho \u00e9 adquirido e depois do trabalho de tritura\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o a ca\u00e7amba de cascalho \u00e9 revendida, custando de R$ 500 a R$ 600. Mas n\u00f3s n\u00e3o sabemos a quantidade de ouro que fica no res\u00edduo e muito menos o produto usado por outros garimpeiros no rebeneficiamento do material\u201d, explica Gen\u00e9sio Balor. Ele acredita que em muitos casos quem compra a ca\u00e7amba de material triturado termina encontrando mais ouro do que eles.<\/p>\n<p><strong>Garimpeiros negam preju\u00edzos ambientais<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a preju\u00edzos que os garimpos trariam para a natureza, como muitas pessoas reclamam, Gen\u00e9sio Balor nega que isso seja verdadeiro. \u201cAlgumas pessoas dizem que n\u00f3s, garimpeiros, somos destruidores da natureza, como se quis\u00e9ssemos acabar com a terra e a natureza, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. N\u00f3s n\u00e3o acabamos com nada, fazemos nosso trabalho preservando tudo. Veja as barragens de capacita\u00e7\u00e3o de repasse do material, como elas s\u00e3o bem feitas, para que os res\u00edduos n\u00e3o corram para o leito do rio e muito menos cheguem \u00e0s suas margens. Tudo aqui \u00e9 preservado\u201d explica.<\/p>\n<p><img alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tribunadabahia.com.br\/upload\/20140204074830_maoouromateria.jpg\" \/><\/p>\n<p>O garimpeiro N\u00e9lio Ferreira do munic\u00edpio de Araci, disse que trabalha no garimpo h\u00e1 um ano e chega a conseguir de 3 a 20 gramas de ouro\/dia. \u201cMoramos aqui em barracos de taipa, sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura\u201d relata, informando que 10% da produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o repassadas para uma associa\u00e7\u00e3o de sem-terra que \u00e9 a detentora da \u00e1rea. As escava\u00e7\u00f5es no local s\u00e3o feitas por m\u00e3os de homens e atrav\u00e9s de m\u00e1quinas com a utiliza\u00e7\u00e3o de compressor com rompedor. J\u00e1 Manoel Costa, que veio de Caem, informou que a maior quantidade de ouro retirado em um dia de trabalho foram 50 gramas.<\/p>\n<p>As pessoas que trabalham nas minas subterr\u00e2neas na Fazenda Baixinha usam capacete, bota, cinto de seguran\u00e7a, m\u00e1scara e recebem\u00a0 o ar atrav\u00e9s de uma mangueira. Eles garantem que nenhum garimpeiro usa produtos qu\u00edmicos e fizeram quest\u00e3o que a reportagem do Di\u00e1rio do Sisal e Tribuna da Bahia vissem como \u00e9 feito o trabalho de moagem do cascalho e pedras pelas maquinas que ficam a aproximadamente 150 metros do leito do Rio Itapicuru, sem que a natureza nesta \u00e1rea seja prejudicada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O garimpo conta com in\u00fameros motores equipados com moinhos para a tritura\u00e7\u00e3o de pedra e cascalho Foto: Pedro Oliveira\/Tribuna da Bahia As terras da maior mina de diamantes do mundo, no munic\u00edpio de Nordestina, na Bahia, s\u00e3o ricas, tamb\u00e9m, na produ\u00e7\u00e3o de ouro As terras da maior mina de diamantes do mundo, no munic\u00edpio de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3575"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3575"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3576,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3575\/revisions\/3576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}