{"id":37201,"date":"2015-07-25T21:44:53","date_gmt":"2015-07-26T00:44:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=37201"},"modified":"2015-07-25T21:44:53","modified_gmt":"2015-07-26T00:44:53","slug":"salarios-tem-maior-perda-em-11-anos-e-levam-mais-gente-a-buscar-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2015\/07\/25\/salarios-tem-maior-perda-em-11-anos-e-levam-mais-gente-a-buscar-emprego\/","title":{"rendered":"Sal\u00e1rios t\u00eam maior perda em 11 anos e levam mais gente a buscar emprego"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/trampo.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-37202\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/trampo.jpg\"  alt=\"trampo\" width=\"581\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/trampo.jpg 699w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/trampo-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/a>Na m\u00e9dia entre janeiro e junho, o rendimento real do brasileiro ficou em R$ 2.195,05, de acordo com o IBGE<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A primeira metade de 2015 terminou com um balan\u00e7o amargo para o mercado de trabalho. Na m\u00e9dia entre janeiro e junho, o rendimento real (j\u00e1 descontando a infla\u00e7\u00e3o) do brasileiro ficou em R$ 2.195,05, valor 2,1% menor que o registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado. \u00c9 a maior perda nos ganhos dos trabalhadores desde 2004, quando o recuo do primeiro semestre chegou a 3,09%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. A taxa de desemprego subiu para 6,9% no m\u00eas passado, a mais alta para um m\u00eas de junho desde 2010.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">E as perspectivas para o segundo semestre n\u00e3o s\u00e3o boas. Entre os economistas ouvidos pelo GLOBO, j\u00e1 h\u00e1 quem estime que a renda m\u00e9dia do trabalhador encerre o ano em patamar 4% inferior ao do ano passado. \u00c9 o caso de Rafael Bacciotti, economista do Tend\u00eancias. Segundo ele, o cen\u00e1rio negativo do mercado de trabalho vai persistir no segundo semestre.<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u2014 Esse processo deve continuar ocorrendo. A gente n\u00e3o tem perspectiva de mudan\u00e7a na atividade. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 um consenso de que a recupera\u00e7\u00e3o vai ficar para depois, em 2016 \u2014 afirma o analista, que espera uma taxa m\u00e9dia de desemprego de 6,7% neste ano.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Rodolfo Margato, economista do Santander, prev\u00ea queda de 3% da renda este ano.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u2014 A perda na renda real n\u00e3o era esperada nessa magnitude. A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na queda mais forte da atividade dom\u00e9stica \u2014 destaca.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A alta do desemprego est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 queda da renda. Com m\u00e3o de obra de sobra, a negocia\u00e7\u00e3o salarial de quem est\u00e1 empregado fica mais dif\u00edcil. Al\u00e9m disso, trabalhadores em busca de vagas acabam aceitando sal\u00e1rios menores \u2014 uma tend\u00eancia das empresas, em meio \u00e0 economia mais lenta.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s cinco meses desempregada, a ex-operadora de telemarketing Mariana Vieira Ewald, 30 anos, est\u00e1 disposta a ganhar menos para n\u00e3o ficar sem trabalho. M\u00e3e de dois filhos, de 6 e 13 anos, ela era uma das dezenas de pessoas que buscavam vagas em um posto Secretaria do Trabalho, no Centro do Rio, nesta quinta-feira \u00e0 tarde, e se mostrava bastante apreensiva. Desde que foi demitida, ela n\u00e3o consegue encontrar uma vaga que ofere\u00e7a sal\u00e1rio no mesmo patamar do anterior ou algum tipo de benef\u00edcio, como vale-alimenta\u00e7\u00e3o ou plano de sa\u00fade.<img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/ads.globo.com\/RealMedia\/ads\/adstream_lx.ads\/ogcoglobo8\/economia\/materia\/L27\/1612289880\/x21\/ocg\/7012-1_petrobras_150723_podium_OGlobo_Mundo_Ret_1363\/tag_ret_mundo_petrobras_podium.html\/73327047416c56703678634142316b49?_RM_EMPTY_&amp;entidade=Secretaria%20do%20Trabalho-ibge-LCA%20Consultores-Fabio%20Romao-Fipe-globo-Universidade%20de%20Sao%20Paulo-Pesquisa%20Nacional-Adriana%20Beringuy-Rafael%20Bacciotti-Helio%20Zylberstajn-FEA-USP-Santander-Pesquisa%20Mensal%20de%20Emprego-Instituto%20de%20Economia%20da%20Unicamp-Salvador-Claudio%20Dedecca-Rodolfo%20Margato-Centro%20do%20Rio-Departamento%20de%20Economia%20da%20Faculdade%20de%20Economia%20e%20Administracao%20e%20Contabilidade-PME-Mariana%20Vieira%20Ewald&amp;idArtigo=16932024&amp;gender=1&amp;age=3&amp;education=2&amp;interest=137&amp;interest=130&amp;interest=61&amp;interest=10&amp;interest=66&amp;interest=3&amp;interest=8&amp;interest=122&amp;interest=96&amp;interest=101&amp;interest=18&amp;interest=15&amp;interest=19&amp;product=19&amp;product=143&amp;income=1&amp;marital=2&amp;brand=11&amp;cluster=42\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u2014 Est\u00e1 muito dif\u00edcil. Tenho conseguido me manter por conta da ajuda da fam\u00edlia. Daqui para frente, estou aceitando o que vier, porque est\u00e1 muito dif\u00edcil. Trabalhei por cinco anos em uma empresa, sa\u00ed para ganhar mais em uma outra e, tr\u00eas meses depois, fui demitida. Nem seguro-desemprego pude usar. Fiz uma p\u00e9ssima troca \u2014 lamenta Mariana.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Na an\u00e1lise de H\u00e9lio Zylberstajn, professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-USP) e coordenador do site Sal\u00e1rios.org.br, da Fipe, se a taxa de desemprego divulgada refletisse a realidade de hoje, ela j\u00e1 teria passado dos 7%, e a tend\u00eancia \u00e9 continuar nessa escalada. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, tamb\u00e9m do IBGE e que analisa o mercado de trabalho em todo o pa\u00eds, a taxa de desemprego do per\u00edodo de mar\u00e7o a maio foi de 8,1%.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">&#8211; O rendimento real est\u00e1 sendo corro\u00eddo pela infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o maior inimigo do consumidor. E o poder de barganha do trabalhador para negociar sal\u00e1rios est\u00e1 cada vez mais fraco &#8211; avalia. &#8211; At\u00e9 janeiro deste ano, os sindicatos de classes trabalhadoras conseguiam repor a infla\u00e7\u00e3o e ainda ter um ganho real nas negocia\u00e7\u00f5es salariais. Depois disso, com o aumento da infla\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 gira em torno de 9% (no acumulado de 12 meses), as empresas n\u00e3o t\u00eam nem reposto a infla\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O processo funciona como em um c\u00edrculo vicioso: a queda na renda provoca o aumento da desocupa\u00e7\u00e3o, e vice-versa. Para F\u00e1bio Rom\u00e3o, economista da LCA Consultores, um dos fatores que permitiu que a taxa de desemprego se mantivesse baixa no ano passado foi a baixa press\u00e3o sobre o mercado, reflexo do maior n\u00famero de pessoas que optavam por n\u00e3o trabalhar. Isso s\u00f3 era poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 alta na renda, um movimento que j\u00e1 come\u00e7ou a se reverter.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">&#8211; Houve um per\u00edodo bastante importante de crescimento real da renda, e isso permitiu que principalmente os mais jovens postergassem a entrada no mercado de trabalho. Agora, \u00e9 o contr\u00e1rio &#8211; analisa F\u00e1bio Rom\u00e3o.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Hoje, s\u00e3o justamente os jovens que mais sofrem com a falta de trabalho. O desemprego da popula\u00e7\u00e3o entre 18 e 24 anos avan\u00e7ou para 17,1% em junho, ap\u00f3s ter ficado em 12,3% no mesmo m\u00eas do ano passado. \u00c9 a maior para essa faixa et\u00e1ria desde agosto de 2009, quando chegou a 17,4%, porque a economia ainda se ressentia dos efeitos da crise econ\u00f4mica global.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Tradicionalmente, a desocupa\u00e7\u00e3o entre os mais jovens \u00e9 mais elevada. Mas o IBGE chama aten\u00e7\u00e3o para intensidade da alta registrada na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado. O aumento de 4,8 pontos percentuais foi o maior entre as tr\u00eas principais faixas et\u00e1rias acompanhadas pelo pesquisa do instituto. No grupo entre 25 a 49 anos, a taxa passou de 3,6% para 5,8% (diferen\u00e7a de 2,2 pontos percentuais) e, entre os com 50 anos ou mais, foi de 2% para 2,9% (alta de 0,9 ponto percentual). Na m\u00e9dia geral, a taxa passou de 4,8% para 6,9% (diferen\u00e7a de 2,1 pontos percentuais).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Considerando todas as faixas de idade, o n\u00famero de brasileiros que ingressou na chamada popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (pessoas que est\u00e3o trabalhando ou procurando emprego) m\u00eas passado aumentou 0,9% em rela\u00e7\u00e3o a junho de 2014. O percentual \u00e9 considerado estatisticamente irrelevante pelo IBGE, mas representa 224 mil a mais na for\u00e7a de trabalho, que chegou a 24,4 milh\u00f5es nas seis maiores regi\u00f5es.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">No mesmo per\u00edodo, o n\u00famero de pessoas ocupadas diminuiu 1,3%, refletindo a onda de demiss\u00f5es observada nos \u00faltimos meses. Com isso, a fatia dos desempregados cresceu nada menos de 44,9% em um ano e chegou a 1,7 milh\u00e3o de pessoas nas seis regi\u00f5es metropolitanas acompanhadas pela pesquisa. A menor taxa de desemprego foi registrada na regi\u00e3o metropolitana do Rio (5,2%), e a maior, em Salvador (11,4%).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u2014 O crescimento da desocupa\u00e7\u00e3o pode estar sendo provocado tanto por aqueles que perderam o emprego, quanto por aqueles que est\u00e3o tentando entrar no mercado de trabalho e j\u00e1 entram na condi\u00e7\u00e3o de desocupados \u2014 explica Adriana Beringuy, t\u00e9cnica do IBGE respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da queda da renda, os dados indicam cria\u00e7\u00e3o menor de vagas em cada vez mais setores. No m\u00eas passado, a maior queda na popula\u00e7\u00e3o ocupada foi registrada no constru\u00e7\u00e3o civil, que perdeu 5,1% de sua for\u00e7a de trabalho entre junho de 2014 e junho de 2015.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Apesar de concordar com o quadro negativo, Claudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp e especialista em mercado de trabalho, destaca que o emprego ainda tem mostrado sinais de resist\u00eancia e que, diante da perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o no ano que vem, \u00e9 poss\u00edvel que empres\u00e1rios decidam evitar as demiss\u00f5es.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u2014 N\u00e3o h\u00e1 um sentimento de que o mergulho na recess\u00e3o durar\u00e1 dois, tr\u00eas, quatro anos. H\u00e1 uma grande expectativa de que o sinal de melhora ocorrer\u00e1 no primeiro semestre do ano que vem. Se eu sou empres\u00e1rio, vou demitir somente aquilo que preciso \u2014 afirma Dedecca.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na m\u00e9dia entre janeiro e junho, o rendimento real do brasileiro ficou em R$ 2.195,05, de acordo com o IBGE A primeira metade de 2015 terminou com um balan\u00e7o amargo para o mercado de trabalho. 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