{"id":44753,"date":"2015-11-05T14:11:55","date_gmt":"2015-11-05T17:11:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=44753"},"modified":"2015-11-05T14:12:53","modified_gmt":"2015-11-05T17:12:53","slug":"numero-de-mulheres-presas-cresceu-mais-de-500-no-brasil-nos-ultimos-15-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2015\/11\/05\/numero-de-mulheres-presas-cresceu-mais-de-500-no-brasil-nos-ultimos-15-anos\/","title":{"rendered":"N\u00famero de mulheres presas cresceu mais de 500% no Brasil nos \u00faltimos 15 anos"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-44755 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/presas1.jpg\" alt=\"presas1\" width=\"585\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/presas1.jpg 640w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/presas1-300x219.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><br \/>\nA popula\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria feminina no Brasil apresentou crescimento de 567,4% entre 2000 e 2014, enquanto a dos homens, no mesmo per\u00edodo, foi 220,20%. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no primeiro relat\u00f3rio nacional sobre a popula\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria feminina do pa\u00eds, divulgado hoje (5) pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. O estudo Infopen Mulheres \u00e9 baseado nos dados do \u00faltimo Levantamento Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias (Infopen) e cont\u00e9m dados de 1.424 unidades prisionais em todo o sistema penitenci\u00e1rio estadual e federal relativos ao m\u00eas de junho de 2014.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Segundo o Infopen, a popula\u00e7\u00e3o prisional brasileira no Sistema Penitenci\u00e1rio em 2014 era 579.781 pessoas, levando em considera\u00e7\u00e3o as pris\u00f5es estaduais e federais. Desse total, 37.380 s\u00e3o mulheres e 542.401, homens. O estudo mostra que, em n\u00fameros absolutos, o Brasil est\u00e1 em quinto lugar na lista dos 20 pa\u00edses com maior popula\u00e7\u00e3o prisional feminina do mundo em 2014, atr\u00e1s dos Estados Unidos (205.400 detentas), da China (103.766) R\u00fassia (53.304) e Tail\u00e2ndia (44.751).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tra\u00e7a um perfil da popula\u00e7\u00e3o feminina presa no Brasil e mostra que cerca de 50% t\u00eam de 18 a 29 anos. A maioria, duas em cada tr\u00eas presas, \u00e9 negra. Outro ponto analisado pelo levantamento \u00e9 o motivo da pris\u00e3o. \u201cO encarceramento feminino obedece a padr\u00f5es de criminalidade muito distintos, se comparados aos do p\u00fablico masculino. Enquanto 25% dos crimes pelos quais os homens respondem est\u00e3o relacionados ao tr\u00e1fico, para as mulheres essa propor\u00e7\u00e3o chega a 68%. Por outro lado, o n\u00famero de crimes de roubo registrados para homens \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que para mulheres\u201d, diz o texto.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, as mulheres apresentam condi\u00e7\u00f5es melhores que a dos homens presos. Entre elas, 50% n\u00e3o conclu\u00edram o ensino fundamental, sendo que a taxa entre os homens \u00e9 53%. O \u00edndice de analfabetismo tamb\u00e9m \u00e9 menor. \u201cApenas 4% das mulheres encarceradas s\u00e3o analfabetas, contra 5% dos homens; 11% conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio, contra 7% dos homens\u201d, acrescenta o relat\u00f3rio.<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo tem a maior popula\u00e7\u00e3o absoluta de mulheres encarceradas, representando 39% do total registrado em 2014. Em seguida est\u00e1 o Rio de Janeiro, com 11%, e em terceiro lugar, Minas Gerais, com 8,2%. No per\u00edodo de 2007 a 2014, o estado de Alagoas teve o maior crescimento da popula\u00e7\u00e3o feminina encarcerada: 444%, enquanto a masculina cresceu 250% no mesmo espa\u00e7o de tempo. Nos estados do Paran\u00e1 e de Mato Grosso, o n\u00famero de mulheres presas apresentou queda no per\u00edodo. No Paran\u00e1, a redu\u00e7\u00e3o foi 43%, enquanto em Mato Grosso a queda foi 29%.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Em junho de 2014, em todo o pa\u00eds, 30% das mulheres presas n\u00e3o tinham condena\u00e7\u00e3o. Sergipe \u00e9 o estado com o maior percentual (99%), seguido pela Bahia (66%). Entre os estados com menores \u00edndices est\u00e3o Rond\u00f4nia, com 15%, e S\u00e3o Paulo, com 9%.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">c. Das 1.420 unidades do sistema penitenci\u00e1rio estadual existentes no Brasil em junho de 2014, 7% eram voltadas para as mulheres e 17% s\u00e3o consideradas mistas, j\u00e1 que podem \u201cter uma sala ou ala espec\u00edfica para mulheres dentro de um estabelecimento anteriormente masculino\u201d. Entre os estados com maior n\u00famero absoluto de estabelecimentos femininos est\u00e3o S\u00e3o Paulo, com 18 unidades, seguido de Minas Gerais, com 13, e Mato Grosso do Sul, com 12.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrutura, o estudo mostra tamb\u00e9m que nos estabelecimentos voltados para as mulheres, menos da metade tem estrutura adequada para gestantes. \u201cNo que toca \u00e0 infraestrutura das unidades que custodiam mulheres, menos da metade dos estabelecimentos femininos disp\u00f5e de cela ou dormit\u00f3rio adequado para gestantes (34%). Nos estabelecimentos mistos, apenas 6% das unidades dispunham de espa\u00e7o espec\u00edfico para a cust\u00f3dia de gestantes\u201d, diz o texto. Quanto ao n\u00famero de ber\u00e7\u00e1rios ou centros de refer\u00eancia materno-infantil, apenas 32% das unidades femininas tinham esses espa\u00e7os e 5% tinham creches. Entre as unidades mistas apenas 3% tinham ber\u00e7\u00e1rios ou centros de refer\u00eancia e nenhuma delas tem creche.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria feminina n\u00e3o \u00e9 formada apenas por brasileiras \u2013 \u201c53% das mulheres estrangeiras no sistema prisional vieram da Am\u00e9rica, 27% da \u00c1frica e 13% da Europa. Os quatro principais pa\u00edses de proced\u00eancia das mulheres estrangeiras encarceradas em junho de 2014 no Brasil s\u00e3o a Bol\u00edvia (99 mulheres), o Paraguai (83), a \u00c1frica do Sul (47), o Peru (35) e Angola (29)\u201d, registra o relat\u00f3rio.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mortes dentro do sistema prisional, foram registradas 566 no primeiro semestre de 2014. \u201cCerca de metade pode ser considerada morte violenta intencional &#8211; 96% das v\u00edtimas foram homens e 3%, mulheres\u201d diz o texto.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Segundo o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, o lan\u00e7amento do Infopen Mulheres est\u00e1 ligado \u00e0 primeira meta da Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s Mulheres em Situa\u00e7\u00e3o de Priva\u00e7\u00e3o de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional (Pnampe). A pol\u00edtica foi institu\u00edda pela Portaria Interministerial n\u00ba 210\/14, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres. A cria\u00e7\u00e3o e a reformula\u00e7\u00e3o de bancos de dados em \u00e2mbito estadual e nacional sobre o sistema prisional \u00e9 meta do Pnampe.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria feminina no Brasil apresentou crescimento de 567,4% entre 2000 e 2014, enquanto a dos homens, no mesmo per\u00edodo, foi 220,20%. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no primeiro relat\u00f3rio nacional sobre a popula\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria feminina do pa\u00eds, divulgado hoje (5) pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. 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