{"id":64059,"date":"2016-07-02T13:15:21","date_gmt":"2016-07-02T16:15:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=64059"},"modified":"2016-07-02T13:19:02","modified_gmt":"2016-07-02T16:19:02","slug":"a-historia-do-dia-2-de-julho-independencia-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2016\/07\/02\/a-historia-do-dia-2-de-julho-independencia-da-bahia\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria do Dia 2 de Julho \u2013 Independ\u00eancia da Bahia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\"><b><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-64060 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Feriado-2-de-julho.jpg\" alt=\"Feriado-2-de-julho\" width=\"584\" height=\"440\" \/>O Dois de Julho<\/b><\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A comemora\u00e7\u00e3o do dia 2 de Julho \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o \u00e0s tropas do Ex\u00e9rcito e da Marinha Brasileira que, atrav\u00e9s de muitas lutas, conseguiram a separa\u00e7\u00e3o definitiva do Brasil do dom\u00ednio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo ex\u00e9rcito portugu\u00eas, tomando a cidade de volta e consolidando a vit\u00f3ria.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 uma data m\u00e1xima para a Bahia e uma das mais importantes para a na\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, mesmo com a declara\u00e7\u00e3o de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas prov\u00edncias. Ent\u00e3o, pela sua import\u00e2ncia, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Ex\u00e9rcito na cidade e uma s\u00e9rie de homenagens s\u00e3o feitas aos combatentes.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Entre todas as comemora\u00e7\u00f5es, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas, participou do desfile, j\u00e1 bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Independ\u00eancia da Bahia<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">No dia 7 de setembro de 1822, dom Pedro I proclamou a independ\u00eancia em uma viagem de volta de Santos para S\u00e3o Paulo. Esse dia \u00e9 considerado a data da emancipa\u00e7\u00e3o do Brasil como na\u00e7\u00e3o, o dia da Independ\u00eancia. Entretanto, durante algum tempo ocorreram lutas em diversos pontos do territ\u00f3rio brasileiro contra tropas portuguesas, que defendiam a continuidade da domina\u00e7\u00e3o de Portugal sobre o Brasil. Essas lutas pela consolida\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia prolongaram-se do final de 1822 ao final de 1823. Al\u00e9m do Rio de Janeiro, estenderam-se pelas prov\u00edncias da Bahia (at\u00e9 julho de 1823), Par\u00e1 (outubro de 1823), Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Cear\u00e1 (agosto de 1823) e Cisplatina, pois nessas prov\u00edncias o contingente das tropas portuguesas era grande.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A liberta\u00e7\u00e3o de Salvador do dom\u00ednio de tropas portuguesas foi longa e dif\u00edcil. Na realidade, as lutas contra as for\u00e7as portuguesas do brigadeiro Madeira de Melo, a mais alta autoridade militar da prov\u00edncia, come\u00e7aram a crescer desde 1820. Com a independ\u00eancia proclamada por dom Pedro, os conflitos aumentaram.<\/h3>\n<table>\n<colgroup>\n<col \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3>Entrada do ex\u00e9rcito libertador em Salvador, de Presciliano Silva<img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-1.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"327\" name=\"Image1\" align=\"BOTTOM\" border=\"0\" \/><b>No dia 2 de julho de 1823, as tropas brasileiras entram vitoriosas em Salvador.<\/b><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Salvador: foco de resist\u00eancia portuguesa<\/b><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Portugal desejava fazer de Salvador um foco de resist\u00eancia \u00e0 independ\u00eancia da Col\u00f4nia. No in\u00edcio de 1823, tropas portuguesas chegaram a Salvador para refor\u00e7ar os contingentes da Metr\u00f3pole. As tropas brasileiras de Manuel Pedro, que havia sido nomeado por dom Pedro para a mesma fun\u00e7\u00e3o de Madeira de Melo, foram derrotadas. Diante da derrota, recuaram para o <a>Rec\u00f4ncavo Baiano<\/a>, pois os habitantes dessa regi\u00e3o eram os maiores defensores da independ\u00eancia.<span id=\"more-244901\"><\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A partir de ent\u00e3o come\u00e7ou o cerco a Salvador, onde concentravam-se os militares e os comerciantes portugueses. Cercada, a cidade ficou incomunic\u00e1vel, sem alimentos e muni\u00e7\u00e3o. Madeira de Melo pediu ajuda a Portugal e dom Pedro envia o general Labatut para refor\u00e7ar as tropas brasileiras. As entradas de Salvador ficaram praticamente interditadas pelas for\u00e7as que defendiam a independ\u00eancia. Madeira de Melo n\u00e3o tem outra alternativa a n\u00e3o ser ir para o ataque. No dia 8 de novembro de 1822, trava-se em Piraj\u00e1 uma das batalhas mais duras e violentas da liberta\u00e7\u00e3o da Bahia e Madeira de Melo teve de recuar.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros meses de 1823, a situa\u00e7\u00e3o de Salvador deteriorou muito. Sem alimentos, as doen\u00e7as matavam cada vez mais pessoas. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, o chefe portugu\u00eas permite a sa\u00edda dos moradores de Salvador e cerca de 10 mil pessoas deixam a capital da prov\u00edncia. Em fins de maio, uma nova frota brasileira comandada pelo ingl\u00eas lord Cochrane chega a Salvador. Vendo que era in\u00fatil a resist\u00eancia, as tropas portuguesas se rendem.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O m\u00eas de julho come\u00e7a com o embarque dos portugueses. No dia <b>2<\/b>, o Ex\u00e9rcito brasileiro entra vitorioso em Salvador.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">As guerras de independ\u00eancia, em especial a que se travou na Bahia, revelam um aspecto importante no processo da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil, muitas vezes pouco valorizado em nossos estudos hist\u00f3ricos: a independ\u00eancia enfrentou uma quest\u00e3o militar. E como o Brasil n\u00e3o tinha uma estrutura militar adequada \u00e0s necessidades de seu imenso territ\u00f3rio, precisou lan\u00e7ar m\u00e3o de tropas mercen\u00e1rias, comandadas por oficiais estrangeiros.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Rec\u00f4ncavo Baiano<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Rec\u00f4ncavo Baiano \u00e9 a \u00e1rea situada em torno da ba\u00eda de Todos os Santos. Era uma regi\u00e3o rica, com muitos engenhos de a\u00e7\u00facar, povoados e vilas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Os habitantes das vilas e povoados do Rec\u00f4ncavo Baiano eram na maioria defensores da Independ\u00eancia. Propriet\u00e1rios ricos logo come\u00e7aram a organizar batalh\u00f5es patri\u00f3ticos de mulatos e negros para lutar contra os portugueses. E muitas C\u00e2maras Municipais decidiram desafiar as ordens de Madeira de Melo, aclamando oficialmente dom Pedro como imperador e Defensor Perp\u00e9tuo do Brasil.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Da uni\u00e3o entre os soldados da capital e do interior nasceu o Ex\u00e9rcito Patri\u00f3tico, forte e combativo. Sua combatividade ficaria ainda maior com os refor\u00e7os enviados de outras prov\u00edncias, principalmente Pernambuco.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A 22 de setembro de 1822, anuciou-se a ruptura definitiva: a C\u00e2mara de Cachoeira instalou na cidade um governo paralelo, o Conselho Interino do governo da prov\u00edncia da Bahia. A situa\u00e7\u00e3o se invertia. Agora era o interior que governava, preparando-se para retomar a capital.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Para chegar a este dia, muita luta foi travada\u2026<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O Brasil do in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independ\u00eancia. As prov\u00edncias n\u00e3o suportavam mais a situa\u00e7\u00e3o e, percebendo os privil\u00e9gios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Recife deu in\u00edcio a uma revolu\u00e7\u00e3o anti-colonial em 6 de mar\u00e7o de 1817. Esta revolu\u00e7\u00e3o tinha uma liga\u00e7\u00e3o com a Bahia, j\u00e1 que havia grupos conspiradores compostos por militares, propriet\u00e1rios de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimenta\u00e7\u00e3o, o ent\u00e3o governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O governo estava em cima dos conspiradores e, devido \u00e0 violenta s\u00e9rie de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repress\u00e3o, a revolu\u00e7\u00e3o de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da P\u00f3lvora ou presos na pris\u00e3o de Aljube, onde grande personagens baianos tamb\u00e9m estavam presos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Movimenta\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia:<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Diante das insatisfa\u00e7\u00f5es, come\u00e7aram as guerras pela independ\u00eancia. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provis\u00f3ria do Governo da Bahia, que ditava as ordens na \u00e9poca, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifesta\u00e7\u00e3o de 3 de Novembro de 1821.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Esta manifesta\u00e7\u00e3o exigia o fim da Junta Provis\u00f3ria, mas foi impedida pela \u201cLegi\u00e3o Constitucional Lusitana\u201d, ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.<b><\/b><b><\/b><b>For\u00e7a portuguesa:<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provis\u00f3ria foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro portugu\u00eas, Ign\u00e1cio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Os oficias brasileiros n\u00e3o aceitavam esta imposi\u00e7\u00e3o, pois este decreto teria que passar primeiro pela C\u00e2mara Municipal. Houve, ent\u00e3o, forte resist\u00eancia que envolveu muitos civis e militares.<\/h3>\n<table>\n<colgroup>\n<col \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-2.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"362\" name=\"graphics2\" align=\"BOTTOM\" border=\"0\" \/><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Madeira de Mello n\u00e3o perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontid\u00e3o, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses come\u00e7aram a invadir quart\u00e9is, o forte S\u00e3o Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste epis\u00f3dio, a abadessa S\u00f3nor Joana Ang\u00e9lica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Conclu\u00edda a ocupa\u00e7\u00e3o militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as liga\u00e7\u00f5es entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas fam\u00edlias baianas fugiram para as cidades do rec\u00f4ncavo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Contra-ataque brasileiro:<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">No rec\u00f4ncavo, houve outras lutas para a independ\u00eancia das cidades e o fortalecimento do ex\u00e9rcito brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Labatut organizou todo seu ex\u00e9rcito em duas brigadas e iniciou uma s\u00e9rie de provid\u00eancias. Aos poucos o ex\u00e9rcito brasileiro veio conquistando novos territ\u00f3rios at\u00e9 chegar pr\u00f3ximo a cidade de Salvador.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paragua\u00e7u. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do territ\u00f3rio cresciam. E foi na defesa da Barra do Paragua\u00e7u que Maria Quit\u00e9ria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalh\u00e3o de \u201cVolunt\u00e1rios do Pr\u00edncipe\u201d e lutou em defesa do Brasil.<\/h3>\n<table>\n<colgroup>\n<col \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-3.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"362\" name=\"graphics3\" align=\"BOTTOM\" border=\"0\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-3.jpg\" \/><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Em maio de 1823, Labatut, em uma demostra\u00e7\u00e3o de autoridade, ordenou pris\u00f5es de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel Jos\u00e9 Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Ex\u00e9rcito e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a for\u00e7a da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob dom\u00ednio portugu\u00eas, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vit\u00f3ria, o Ex\u00e9rcito Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa no Brasil.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Personagens Princ\u00edpais:<\/b><\/h3>\n<table>\n<colgroup>\n<col \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-4.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"585\" name=\"graphics4\" align=\"BOTTOM\" border=\"0\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-4.jpg\" \/><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Caboclo e Cabocla:<\/b>Estas figuras simb\u00f3licas foram criadas para homenagear os batalh\u00f5es e os her\u00f3is de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A hist\u00f3ria conta que o povo resolveu fazer sua pr\u00f3pria comemora\u00e7\u00e3o e, em 1826, levou uma escultura de um \u00edndio para representar as tropas, j\u00e1 que n\u00e3o poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na \u00e9poca, n\u00e3o eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi inclu\u00edda nas comemora\u00e7\u00f5es.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"2\" align=\"BOTTOM\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" \/><\/h3>\n<table>\n<colgroup>\n<col \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-6.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"584\" name=\"graphics5\" align=\"BOTTOM\" border=\"0\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-6.jpg\" \/><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Maria Quit\u00e9ria:<\/b>A maior hero\u00edna nas lutas pela independ\u00eancia do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimenta\u00e7\u00f5es sobre as lutas da independ\u00eancia, conseguiu uma farda do ex\u00e9rcito e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do ex\u00e9rcito \u00e0 Salvador. <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"2\" align=\"BOTTOM\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" \/><\/h3>\n<table>\n<colgroup>\n<col \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-8.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" name=\"graphics6\" align=\"BOTTOM\" border=\"0\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-8.jpg\" \/><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Joana Ang\u00e9lica:<\/b>Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invas\u00e3o do convento, mas acabou sendo morta.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"2\" align=\"BOTTOM\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Brigadeiro Ign\u00e1cio Luiz Madeira de Mello:<\/b>Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposi\u00e7\u00e3o portuguesa. Tomou posse utilizando a for\u00e7a bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a rela\u00e7\u00e3o entre Portugal e Bahia. Lutou contra o ex\u00e9rcito brasileiro.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"2\" align=\"BOTTOM\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>General Pedro Labatut:<\/b>Foi quem assumiu o ex\u00e9rcito brasileiro das m\u00e3os do coronel Joaquim Pires de Carvalho e come\u00e7ou a enfrentar o ex\u00e9rcito portugu\u00eas. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"2\" align=\"BOTTOM\" data-original=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/magoo\/ABAAAgni4AG-5.jpg\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Coronel Jos\u00e9 Joaquim de Lima e Silva:<\/b>Assumiu o comando geral do ex\u00e9rcito brasileiro depois da pris\u00e3o do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva \u00e0s tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo a guerra.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Bibliografia consultada<\/b>:<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><i>Brasil, Hist\u00f3ria e Sociedade<\/i>, de Francisco M. P. Teixeira. S\u00e3o Paulo, \u00c1tica, 2000.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><i>As guerras da independ\u00eancia<\/i>, de Arlenice Almeida da Silva. S\u00e3o Paulo, \u00c1tica, 1995.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><i>Historia da Bahia, <\/i>de Luis Henrique Dias Tavares. Bahia, Correio da Bahia,2000.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dois de Julho A comemora\u00e7\u00e3o do dia 2 de Julho \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o \u00e0s tropas do Ex\u00e9rcito e da Marinha Brasileira que, atrav\u00e9s de muitas lutas, conseguiram a separa\u00e7\u00e3o definitiva do Brasil do dom\u00ednio de Portugal, em 1823. 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