{"id":69501,"date":"2016-10-25T15:54:20","date_gmt":"2016-10-25T18:54:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=69501"},"modified":"2016-10-25T15:54:20","modified_gmt":"2016-10-25T18:54:20","slug":"luto-no-futebol-morre-carlos-alberto-torres-capitao-da-selecao-tricampea-de-1970","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2016\/10\/25\/luto-no-futebol-morre-carlos-alberto-torres-capitao-da-selecao-tricampea-de-1970\/","title":{"rendered":"Luto no Futebol: Morre Carlos Alberto Torres, capit\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o tricampe\u00e3 de 1970"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-69502 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cal1.jpg\" alt=\"cal1\" width=\"585\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cal1.jpg 480w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cal1-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Carlos Alberto foi v\u00edtima de infarto fulminante na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (25). Atualmente trabalhava como comentarista da SporTV.<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A bra\u00e7adeira de capit\u00e3o sempre lhe caiu bem. Porte esguio, olhar penetrante, personalidade marcante. N\u00e3o tinha jogador que n\u00e3o ouvisse com aten\u00e7\u00e3o suas observa\u00e7\u00f5es, seus conselhos ou, na pior das hip\u00f3teses, suas broncas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/7GGIM7h.jpg?1\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"327\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/YbwtrFnYdFoUCVH2OTJ-Tm46ZTc=\/0x0:2000x1333\/690x460\/s.glbimg.com\/es\/ge\/f\/original\/2014\/05\/04\/1732_04.46.2014_62580_ef_20140504_1.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"389\" \/>Nem Pel\u00e9 escapava, e foram muitas as vezes em que precisou at\u00e9 baixar a cabe\u00e7a. E foi esse grande capit\u00e3o que o futebol brasileiro e o mundo perderam nesta ter\u00e7a-feira, aos 72 anos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Morreu no Rio de Janeiro, v\u00edtima de enfarte fulminante, Carlos Alberto Torres, atualmente comentarista do SporTV. Nome e sobrenome de craque. O homem do tricampeonato mundial em 1970, que beijou e levantou a Ta\u00e7a Jules Rimet. Pai de Alexandre Torres, zagueiro que atuou no Fluminense e no Vasco. Seja como lateral-direito, onde come\u00e7ou na base do Fluminense, seja como zagueiro, Carlos Alberto sempre desfilou pelos gramados uma classe com a bola nos p\u00e9s em que n\u00e3o ficava para tr\u00e1s nem para um astro do n\u00edvel de Franz Beckenbauer.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"more-95553\"><\/span>Santos, Botafogo, Flamengo e New York Cosmos tiveram em campo a sua classe. Era reverenciado no mundo todo pelo seu passado. Depois, como treinador, o Capita, como era carinhosamente chamado, teve como pontos altos a conquista do Campeonato Brasileiro de 1983, pelo Flamengo, da Copa Conmebol, em 1993, pelo Botafogo, e do Campeonato Carioca pelo Fluminense, em 1984.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/gazetaminas.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/68958G-carlos-alberto-torres-2.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"389\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Como jogador, Carlos Alberto conquistou uma penca de t\u00edtulos. No Fluminense, clube de cora\u00e7\u00e3o. onde come\u00e7ou a carreira, ganhou o Carioca em 1964, quando estourou, e depois, no seu retorno, os de 1975 e 1976, com a famosa M\u00e1quina montada pelo presidente eterno Francisco Horta. No Santos de Pel\u00e9, onde chegou em 1965, ainda garoto, e viveu o auge, atuando ao lado de craques como o pr\u00f3prio Rei do Futebol, Edu e Clodoaldo, companheiros de tricampeonato mundial, levou a Ta\u00e7a Brasil em 1965 e 1968, o Torneio Rio-S\u00e3o Paulo em 1966, a Recopa Sul-Americana em 1968 e muitos campeonatos paulistas \u2013 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2016\/06\/segurando-a-taca-jules-rimet-ao-lado-do-capitao-carlos-alberto-torres-em-desfile-pela-comemoracao-da-conquista-da-copa-de-1970-original.jpeg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=928&amp;h=585&amp;crop=1\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"367\" \/>Em sua breve passagem pelo Botafogo em 1971, emprestado pelo Santos, Carlos Alberto Torres n\u00e3o conquistou t\u00edtulos mas teve tamb\u00e9m presen\u00e7a marcante, atuando ao lado de craques como Jairzinho, Paulo Cezar Caju e outros. Depois, voltou ao Peixe, ainda no mesmo ano, onde ficou at\u00e9 1974. Retornou ent\u00e3o ao Fluminense, onde viveu outro grande momento em sua carreira, com a M\u00e1quina de Rivellino, Paulo Cezar, Pintinho &amp; Cia.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Saiu da M\u00e1quina em 1977 para atuar no Flamengo de Zico, onde tamb\u00e9m passou em branco mas viu come\u00e7ar ali aquela que seria a maior equipe rubro-negra da hist\u00f3ria. Depois, reviu Zico, Junior, Leandro e Ad\u00edlio quando os comandou na conquista do Brasileiro de 1983. O pouco tempo no Flamengo como jogador teve explica\u00e7\u00e3o. O New York Cosmos o queria. J\u00e1 como zagueiro, Carlos Alberto foi para a equipe americana rec\u00e9m-montada para atuar com supercraques. O Cosmos ficou conhecido por reunir uma verdadeira sele\u00e7\u00e3o mundial, de Pel\u00e9 a Franz Beckenbauer. E o Capita, por l\u00e1, foi campe\u00e3o por quatro temporadas \u2013 1977, 1978, 1980 e 1982. Levantar ta\u00e7a era com ele mesmo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">E quando levantou a Jules Rimet, a maior que conquistou, no tricampeonato de 1970, Carlos Alberto eternizou n\u00e3o s\u00f3 o gesto, mas tamb\u00e9m uma gera\u00e7\u00e3o fora de s\u00e9rie. Zagallo sempre dizia que fora de campo era o comandante, mas, no gramado, era o seu capit\u00e3o o porta-voz. O gol marcado pelo lateral-direito, o \u00faltimo na goleada por 4 a 1 sobre a It\u00e1lia na grande final, sintetizou o que o ent\u00e3o camisa 4 e toda aquela Sele\u00e7\u00e3o tinham de melhor. A jogada, que iniciou da intermedi\u00e1ria com s\u00e9rie de dribles de Clodoaldo, foi de p\u00e9 em p\u00e9 at\u00e9 Pel\u00e9 dar um simples toque para o lateral, que vinha de tr\u00e1s. A bola ainda deu uma pequena subida antes de o jogador desferir o potente chute que estufou a rede.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/imguol.com\/2012\/08\/24\/clodoaldo-e-carlos-alberto-torres-c-e-felix-campeoes-de-1970-com-a-selecao-brasileira-posam-com-a-taca-da-copa-do-mundo-durante-apresentacao-do-trofeu-em-sap-paulo-08022010-1345818481899_1920x1080.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"329\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Carlos Alberto era um jogador moderno no seu tempo. Tinha forte poder de marca\u00e7\u00e3o, a ponto de poder ter atuado, j\u00e1 como veterano, na zaga. Era tamb\u00e9m dono de uma rara habilidade e tinha f\u00f4lego e capacidade para subir ao ataque como elemento surpresa.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Lideran\u00e7a como jogador e t\u00e9cnico<\/strong><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Como jogador, Carlos Alberto Torres ainda teve uma breve passagem pelo California Surf, at\u00e9 retornar ao Cosmos e encerrar a carreira em 1982. N\u00e3o demorou muito, no entanto, para o Capit\u00e3o voltar a frequentar o mundo do futebol, mas como treinador. Numa decis\u00e3o ousada na \u00e9poca, o Flamengo, em crise na tabela do Brasileir\u00e3o, convidou Carlos Alberto para ser o t\u00e9cnico. O time tinha sido campe\u00e3o em 1982, mas passava por mau momento naquele per\u00edodo. O Capita assumiu a equipe e a levou a uma rea\u00e7\u00e3o na tabela rumo ao tricampeonato brasileiro, na final sobre o Santos, vencida por 3 a 0, num Maracan\u00e3 com mais de 150 mil pessoas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ali era o come\u00e7o de uma carreira como treinador com altos e baixos. Sim, Carlos Alberto n\u00e3o foi como t\u00e9cnico t\u00e3o brilhante como era no gramado com a bola nos p\u00e9s. Mas teve momentos importantes. No Botafogo, comandou uma equipe limitada tecnicamente rumo \u00e0 conquista de uma competi\u00e7\u00e3o internacional, a Copa Conmebol, conquistada em 1993. A final foi contra o Pe\u00f1arol. Depois do 1 a 1 em Montevid\u00e9u, os dois times voltaram a empatar, mas por 2 a 2, no Maracan\u00e3. A disputa foi para os p\u00eanaltis, com vit\u00f3ria alvinegra por 3 a 1.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/AY0RZTq.jpg\" alt=\"\" width=\"521\" height=\"647\" \/><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Alberto foi v\u00edtima de infarto fulminante na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (25). Atualmente trabalhava como comentarista da SporTV. A bra\u00e7adeira de capit\u00e3o sempre lhe caiu bem. Porte esguio, olhar penetrante, personalidade marcante. N\u00e3o tinha jogador que n\u00e3o ouvisse com aten\u00e7\u00e3o suas observa\u00e7\u00f5es, seus conselhos ou, na pior das hip\u00f3teses, suas broncas. 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