{"id":70803,"date":"2016-11-16T15:15:15","date_gmt":"2016-11-16T18:15:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=70803"},"modified":"2016-11-16T15:15:15","modified_gmt":"2016-11-16T18:15:15","slug":"nivel-de-escolaridade-dos-pais-influencia-rendimento-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2016\/11\/16\/nivel-de-escolaridade-dos-pais-influencia-rendimento-dos-filhos\/","title":{"rendered":"N\u00edvel de escolaridade dos pais influencia rendimento dos filhos"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-70804 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/estudo.jpg\" alt=\"estudo\" width=\"584\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/estudo.jpg 640w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/estudo-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/>O n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o dos pais influencia na forma\u00e7\u00e3o profissional e nos rendimentos dos filhos. \u00c9 o que apontam os dados suplementares da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) de 2014 divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\">IBGE<\/a>).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O levantamento considerou diversos indicadores relacionados ao grau de instru\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o profissional e renda dos pais para analisar a mobilidade s\u00f3cio-ocupacional dos filhos. \u201cA estrutura familiar parece ter uma import\u00e2ncia muito grande em rela\u00e7\u00e3o tanto ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o dos filhos quanto aos \u00edndices de alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d, disse a gerente da pesquisa, Fl\u00e1via Vinhaes.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O levantamento abrange entrevistas realizadas em 2014 com 58 mil pessoas de 16 anos ou mais. Foram consideradas as posicionais s\u00f3cio-ocupacionais dos pais e m\u00e3es quando os entrevistados tinham 15 anos de idade.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisa, o rendimento dos filhos est\u00e1 associado ao grau de escolaridade dos pais. Em 2014, a m\u00e9dia de rendimentos do trabalho de pessoas com n\u00edvel superior completo cujas m\u00e3es n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o era de R$ 3.078, chegando a R$ 5.826 para aquelas com m\u00e3es com ensino superior completo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao pai, o rendimento m\u00e9dio do trabalho de pessoas com n\u00edvel superior era de R$ 2.603 quando o pai n\u00e3o tinha instru\u00e7\u00e3o, chegando a R$ 6.739, no caso de pessoa cujo pai tinha n\u00edvel superior.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Para pessoas com ensino m\u00e9dio completo, o rendimento m\u00e9dio variava de R$ 1.431, quando a m\u00e3e n\u00e3o tinha instru\u00e7\u00e3o, a R$ 2.209, para aquelas cuja m\u00e3e tinha n\u00edvel superior; e de R$ 1.367, para aquelas cujo pai n\u00e3o tinha instru\u00e7\u00e3o, a R$ 2.884,00 no caso de o pai ter n\u00edvel superior.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Presen\u00e7a familiar<\/b><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostrou tamb\u00e9m que a presen\u00e7a do pai ou da m\u00e3e no ambiente dom\u00e9stico influencia diretamente na escolaridade dos filhos. \u201cO fato dos filhos morarem com a m\u00e3e ou com o pai e a m\u00e3e teve uma forte influ\u00eancia no \u00edndice de forma\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Fl\u00e1via Vinhaes.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisa, o \u00edndice de alfabetiza\u00e7\u00e3o foi menor entre aquelas pessoas que n\u00e3o moravam com a m\u00e3e. A taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o daqueles que moravam com a m\u00e3e quando tinham 15 anos de idade chegou a 92,2%, enquanto entre aqueles que n\u00e3o moraram com a m\u00e3e na mesma idade foi de 88,1%.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao grau de instru\u00e7\u00e3o, a pesquisa mostrou que foi maior a taxa dos filhos se instru\u00e7\u00e3o que moravam somente com o pai aos 15 anos de idade (16,2%). Os menores percentuais das pessoas sem instru\u00e7\u00e3o foi observado entre aqueles que moravam com ambos os pais ou somente com a m\u00e3e (10,8% e 10,3%, respectivamente.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo a pesquisa, mais da metade dos filhos (51,4%) tiveram ascens\u00e3o s\u00f3cio-ocupacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e, enquanto 47,4% tiveram ascens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao pai.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Segundo a gerente da pesquisa, Fl\u00e1via Vinhaes, n\u00e3o h\u00e1 pesquisa anterior para se poder comparar os dados. Ela destacou, no entanto, ser poss\u00edvel afirmar que a ascens\u00e3o a ascens\u00e3o tanto no n\u00edvel de escolaridade quanto de renda est\u00e1 relacionada com a estrutura dom\u00e9stica.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 com a estrutura ocupacional ou n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o dos pais, mas com o ambiente dom\u00e9stico, com os est\u00edmulos que os filhos recebem. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma depend\u00eancia de renda, n\u00e3o \u00e9 o capital econ\u00f4mico s\u00f3 que influencia econ\u00f4mico social cultural pessoal. Uma crian\u00e7a que recebe atendimento dos pais, um<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Questionada sobre por que filhos que moraram s\u00f3 com a m\u00e3e tiveram maior ascens\u00e3o quanto ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, Fl\u00e1via Vinhaes esclareceu que a pesquisa n\u00e3o tem base de apoio para fazer esta an\u00e1lise. Todavia, ela sugeriu que os cuidados maternos podem ter maior peso na forma\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-cultural dos filhos que os paternos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u201cUma crian\u00e7a que recebe atendimento dos pais, que \u00e9 estimulada pelos pais atrav\u00e9s de um ambiente familiar que propicie isso, que gere algum desenvolvimento cognitivo, ela vai ter uma posi\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e uma posi\u00e7\u00e3o social melhor do que uma crian\u00e7a que n\u00e3o teve esses est\u00edmulos, esses cuidados. Eu imagino que seja por isso que a import\u00e2ncia [da presen\u00e7a da m\u00e3e] \u00e9 t\u00e3o fundamental\u201d, ponderou.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Primeiro emprego<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostrou ainda que o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o formal e a ocupa\u00e7\u00e3o profissional dos pais refletiu o ingresso dos filhos no mercado de trabalho. Considerando aqueles que moravam com o pai, 73,9% dos filhos come\u00e7aram a trabalhar antes dos 17 anos de idade.<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Quanto menos instru\u00e7\u00e3o demandava a ocupa\u00e7\u00e3o profissional do pai, mais cedo o filho come\u00e7ou a trabalhar. A maioria dos filhos (59,6%) cujo pai era trabalhador agr\u00edcola, por exemplo, ingressou no mercado de trabalho antes dos 13 anos de idade. Entre os filhos de pais que trabalhavam por conta pr\u00f3pria ou que n\u00e3o tinham carteira assinada, 46,6% come\u00e7aram a trabalhar tamb\u00e9m antes dos 13 anos de idade.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Entre aqueles que moravam apenas com a m\u00e3e, a pesquisa n\u00e3o identificou diferen\u00e7as relevantes quanto ao ingresso no mercado de trabalho. A maioria (76,6%) dos que moravam apenas com a m\u00e3e come\u00e7ou a trabalhar tamb\u00e9m at\u00e9 os 17 anos. A grande maioria cuja m\u00e3e era trabalhadora agr\u00edcola (65,9%) tamb\u00e9m come\u00e7ou a trabalhar antes dos 13 anos de idade.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Outro dado apontado pela pesquisa \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o aos filhos que reproduziram as ocupa\u00e7\u00f5es profissionais dos pais. Do total de entrevistados, 33,4% seguiu no mesmo ramo dos pais.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A ocupa\u00e7\u00e3o que teve maior ingresso dos filhos seguindo a dos pais foi na \u00e1rea das ci\u00eancias e das artes (46,1%), seguidas pelas \u00e1reas dos trabalhadores agr\u00edcolas (34,9%), da produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os e de repara\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o (31,4%), e de servi\u00e7os (26,2%). A \u00e1rea de dirigentes em geral foi seguida por 19,4% dos filhos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo a pesquisa, 47,4% dos filhos melhoraram suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho em rela\u00e7\u00e3o aos pais, enquanto 17,2% ocuparam postos de trabalho com rendimento menor e vulnerabilidade maior.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o dos pais influencia na forma\u00e7\u00e3o profissional e nos rendimentos dos filhos. \u00c9 o que apontam os dados suplementares da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) de 2014 divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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