{"id":72077,"date":"2016-12-05T06:58:11","date_gmt":"2016-12-05T09:58:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=72077"},"modified":"2016-12-05T06:58:11","modified_gmt":"2016-12-05T09:58:11","slug":"elize-e-condenada-a-19-anos-e-11-meses-de-prisao-pela-morte-do-marido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2016\/12\/05\/elize-e-condenada-a-19-anos-e-11-meses-de-prisao-pela-morte-do-marido\/","title":{"rendered":"Elize \u00e9 condenada a 19 anos e 11 meses de pris\u00e3o pela morte do marido"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-72078 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/MATISUNAGA.jpg\" alt=\"matisunaga\" width=\"585\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/MATISUNAGA.jpg 800w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/MATISUNAGA-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/>A bacharel em direito e ex-garota de programa, Elize Matsunaga, 35, foi condenada na madrugada desta segunda (5) a 19 anos e 11 meses de pris\u00e3o pela morte e esquartejamento do marido, o empres\u00e1rio Marcos Matsunaga, em maio de 2012, um dos crimes mais emblem\u00e1ticos de S\u00e3o Paulo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Foram sete sess\u00f5es de julgamento em um dos j\u00faris mais longos do judici\u00e1rio paulista, superando at\u00e9 mesmo outros casos midi\u00e1ticos como o Nardoni, em 2010, que durou cinco dias.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O crime foi considerado hediondo porque, segundo entenderam os jurados, ela utilizou meio que impossibilitou a defesa da v\u00edtima. Isso impediu que a agora condenada sa\u00edsse do f\u00f3rum da Barra Funda de S\u00e3o Paulo (zona oeste) com a possibilidade de deixar a pris\u00e3o nos pr\u00f3ximos dias.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Isso poderia acontecer se o crime tivesse considerado um homic\u00eddio intencional simples, com pena m\u00ednima de seis anos (e m\u00e1ximo de 20) e possibilidade de progress\u00e3o ap\u00f3s o cumprimento de um sexto da pena. Como Elize j\u00e1 est\u00e1 presa h\u00e1 mais quatro anos, tem, assim, tempo suficiente para pedir o benef\u00edcio.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Considerado hediondo, a progress\u00e3o s\u00f3 pode ser requisitada ap\u00f3s dois quintos da pena, porque n\u00e3o tem outros antecedentes criminais e tem bom comportamento na pris\u00e3o onde est\u00e1, em Trememb\u00e9 (no interior do Estado). O hediondo tem pena m\u00ednima de 12 anos e tempo m\u00e1ximo de pris\u00e3o de 30 anos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Dessa condena\u00e7\u00e3o, um ano e dois meses foram pela destrui\u00e7\u00e3o e oculta\u00e7\u00e3o do cad\u00e1ver. Crime que tanto a acusa\u00e7\u00e3o quanto a defesa pediram a condena\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Sobre as outras qualificadoras, os jurados entenderam que ela n\u00e3o utilizou meio cruel para cometer o crime e n\u00e3o foi motivado por motivo torpe, como queria a acusa\u00e7\u00e3o. Todos os placares, segundo os advogados, foram apertados: sempre 4 a 3 para a tese vencedora.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Pesou na decis\u00e3o dos jurados os argumentos do promotor Jos\u00e9 Carlos Cosenzo de que uma condena\u00e7\u00e3o por homic\u00eddio simples seria muito ben\u00e9fica a r\u00e9. &#8220;Se voc\u00eas condenarem pelo homic\u00eddio estar\u00e3o a absolvendo. Ela sair\u00e1 daqui do f\u00f3rum na frente dos senhores&#8221;, disse ele aos jurados. &#8220;Todo o Brasil est\u00e1 aguardando a decis\u00e3o de voc\u00eas&#8221;, disse o promotor.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Depois da decis\u00e3o dos jurados, ele disse que vai analisar se vai recorrer. &#8220;N\u00e3o ficamos satisfeitos&#8221;, disse que queria uma condena\u00e7\u00e3o de ao menos 25 anos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A defesa disse que vai recorrer porque, segundo eles, a pena aplicada pelo juiz Adilson Simoni foi excessivamente, ao contr\u00e1rio do desejo dos jurados. &#8220;Ganhamos, mas n\u00e3o levamos. Essa \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Luciano Santoro, um dos defensores.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Os debates entre defesa e acusa\u00e7\u00e3o foram marcados pelas trocas de farpas entre Cosenzo e a advogada Roselle Soglio. O promotor chegou a cham\u00e1-la de louca, que pediria a interdi\u00e7\u00e3o dela, enquanto a defensora de Elize respondeu chamando de machistas e que fazia muitos gracejos, para as pessoas rirem, a exemplo de um palha\u00e7o.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O julgamento foi marcado em seu \u00faltimo dia pelo interrogat\u00f3rio da r\u00e9 que, em cerca de quatro horas, contou como matou o marido e porque o esquartejou. Alegou a bacharel de direito que n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de matar o marido, mas, ap\u00f3s discutir com ele sobre a descoberta da amante, acabou sendo humilhada e levando um tapa no rosto.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Disse que decidiu esquartejar o marido ao tentar se livrar do corpo. &#8220;Infelizmente, a \u00fanica forma que encontrei foi cort\u00e1-lo&#8221;, disse. &#8220;Eu n\u00e3o podia ligar para minha sogra, pessoa que sempre me tratou com respeito: eu dei um tiro no filho&#8221;, disse ela.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Elize chorou muito ao recontar detalhes do crime e ao falar de sua fam\u00edlia.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A disposi\u00e7\u00e3o dos jurados com a r\u00e9 p\u00f4de ser medida ainda na tarde de domingo (4) quando um deles ao perguntar, por meio do juiz, baseada no depoimento dela. &#8220;A senhora disse que est\u00e1 sendo crucificada [por falar da dist\u00e2ncia do tiro]. Mas ser\u00e1 que seu marido merecia ser esquartejado?&#8221;, disse.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nem ele nem ningu\u00e9m&#8221;, respondeu ela. &#8220;Infelizmente, eu n\u00e3o posso voltar no tempo. Se pudesse, voltaria&#8221;, completou em outra quest\u00e3o.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">DEPOIMENTOS<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Dezesseis testemunhas foram ouvidas, tanto da defesa quanto da acusa\u00e7\u00e3o. O julgamento teve in\u00edcio na segunda-feira (28 de novembro). E terminou na madrugada desta segunda (5).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Um dos depoimentos mais importantes para o convencimento dos jurados sobre o meio que impossibilitou a defesa da v\u00edtima foi o depoimento do delegado Mauro Gomes Dias, ent\u00e3o do DHPP, que, para ele, Elize atirou no marido t\u00e3o logo ele deixou o elevador carregando uma caixa de pizza.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Nem mesmo o argumento da defesa de haver um espelho na frente do elevador, informa\u00e7\u00e3o apresentada nos debates, conseguiu demover a certeza do jurado sobre a tocaia.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A maioria dos jurados entendeu que Elize n\u00e3o esquartejou o marido ainda em vida, como queria a Promotoria. A assassina confessa disse em seu interrogat\u00f3rio que come\u00e7ou a cortar partes do corpo do marido pela manh\u00e3 de domingo, dia 20 de maio, cerca de 10 horas ap\u00f3s atirar contra sua cabe\u00e7a. Na tarde de domingo (4) voltou a afirmar que fez isso logo ap\u00f3s a chegada da bab\u00e1, por volta das 6h.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Pesou nessa decis\u00e3o o depoimento do perito e legista Sami El Jundi, ocorrido na sexta (2), que disse que a morte de Marcos foi instant\u00e2nea e, assim, n\u00e3o houve sofrimento -um dos pressupostos do motivo cruel. &#8220;Ele morreu com o tiro&#8221;, disse.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A terceira qualificadora apontada pela Promotoria era a motiva\u00e7\u00e3o por motivo torpe, um crime considerado repugnante. O Minist\u00e9rio P\u00fablico sustentou que Elize matou o marido por causa do dinheiro e por vingan\u00e7a por conta da descoberta da amante. Isso, para o jurados, n\u00e3o ficou provado.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bacharel em direito e ex-garota de programa, Elize Matsunaga, 35, foi condenada na madrugada desta segunda (5) a 19 anos e 11 meses de pris\u00e3o pela morte e esquartejamento do marido, o empres\u00e1rio Marcos Matsunaga, em maio de 2012, um dos crimes mais emblem\u00e1ticos de S\u00e3o Paulo. 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