{"id":94785,"date":"2018-02-12T10:58:01","date_gmt":"2018-02-12T13:58:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/?p=94785"},"modified":"2018-02-12T10:58:01","modified_gmt":"2018-02-12T13:58:01","slug":"historia-do-carnaval-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/2018\/02\/12\/historia-do-carnaval-no-brasil\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Carnaval no Brasil"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><span class=\"definicao\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-94786 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/0968.jpg\" alt=\"09\" width=\"585\" height=\"341\" srcset=\"https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/0968.jpg 600w, https:\/\/www.blogdotarugao.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/0968-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/>Com ra\u00edzes hist\u00f3ricas no per\u00edodo colonial, o Carnaval tornou-se uma lucrativa atividade comercial no s\u00e9culo XX.<\/span><\/h3>\n<div class=\"conteudo-materia\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Desenho de Jean Baptiste-Debret (1768-1848) mostrando a brincadeira do entrudo entre os escravos<\/h3>\n<div class=\"Null_Route_x836\"><\/div>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>In\u00edcio da pr\u00e1tica do carnaval no Brasil: o entrudo<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria do\u00a0<strong>carnaval no Brasil\u00a0<\/strong>iniciou-se no\u00a0<a href=\"http:\/\/brasilescola.uol.com.br\/historiab\/brasil-colonia.htm\"><strong>Per\u00edodo Colonial<\/strong><\/a>. Uma das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es carnavalescas foi o\u00a0<strong>entrudo<\/strong>, uma festa de origem portuguesa que, na col\u00f4nia, era praticada pelos escravos. Estes sa\u00edam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de \u00e1gua de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma pr\u00e1tica violenta e ofensiva, em raz\u00e3o dos ataques \u00e0s pessoas, mas era bastante popular.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Isso pode explicar o fato de as fam\u00edlias mais abastadas n\u00e3o comemorarem com os escravos, ficando em suas casas. Por\u00e9m, nesse espa\u00e7o, havia brincadeiras, e as jovens mo\u00e7as das fam\u00edlias de reputa\u00e7\u00e3o ficavam nas janelas jogando \u00e1guas nos transeuntes.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Por volta de meados do s\u00e9culo XIX, no Rio de Janeiro, a pr\u00e1tica do entrudo passou a ser criminalizada, principalmente ap\u00f3s uma campanha contra a manifesta\u00e7\u00e3o popular veiculada pela imprensa. Enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, a elite do Imp\u00e9rio criava os\u00a0<strong>bailes de carnaval\u00a0<\/strong>em clubes e teatros. No entrudo, n\u00e3o havia m\u00fasicas, ao contr\u00e1rio dos bailes da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A elite do Rio de Janeiro criaria ainda as sociedades, cuja primeira foi o\u00a0<em><strong>Congresso das Sumidades Carnavalescas<\/strong><\/em>, que passou a desfilar nas ruas da cidade. Enquanto o entrudo era reprimido, a alta sociedade imperial tentava tomar as ruas.<\/p>\n<p><strong>Cord\u00f5es, ranchos e marchinhas<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Todavia, as camadas populares n\u00e3o desistiram de suas pr\u00e1ticas carnavalescas. No final do s\u00e9culo XIX, buscando adaptarem-se \u00e0s tentativas de disciplinamento policial, foram criados os\u00a0<strong>cord\u00f5es<\/strong>\u00a0<strong>e ranchos.<\/strong>\u00a0Os primeiros inclu\u00edam a utiliza\u00e7\u00e3o da est\u00e9tica das prociss\u00f5es religiosas com manifesta\u00e7\u00f5es populares, como a capoeira e os\u00a0<em>z\u00e9-pereiras<\/em>, tocadores de grandes bumbos. Os ranchos eram cortejos praticados principalmente pelas pessoas de origem rural.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" title=\"Carnaval no s\u00e9culo XIX\" src=\"http:\/\/s5.static.brasilescola.uol.com.br\/img\/2014\/02\/carnaval-seculo-xix.jpg\" alt=\"Desenho de Angelo Agostini (1843-1910) mostrando o carnaval no Rio de Janeiro, publicado na Revista Ilustrada, em 1884.\" width=\"585\" height=\"294\" \/><br \/>\nDesenho de Angelo Agostini (1843-1910) mostrando o carnaval no Rio de Janeiro, publicado na Revista Ilustrada, em 1884<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">As\u00a0<strong>marchinhas de carnaval\u00a0<\/strong>surgiram tamb\u00e9m no s\u00e9culo XIX, e o nome origin\u00e1rio mais conhecido \u00e9 o de\u00a0<strong>Chiquinha Gonzaga<\/strong>, bem como sua m\u00fasica\u00a0<em>O\u00a0<\/em><em><\/em><em>Abre-alas<\/em>. O\u00a0<strong>samba\u00a0<\/strong>somente surgiria por volta da d\u00e9cada de 1910, com a m\u00fasica\u00a0<em><\/em><em>Pelo Telefone<\/em>, de\u00a0<strong>Donga<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Mauro<\/strong>\u00a0<strong>de Almeida<\/strong>, tornando-se ao longo do tempo o leg\u00edtimo representante musical do carnaval.<\/p>\n<p><strong>Afox\u00e9s, frevo e corsos<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, os primeiros\u00a0<strong>afox\u00e9s<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>surgiram na virada do s\u00e9culo XIX para o XX com o objetivo de relembrar as tradi\u00e7\u00f5es culturais africanas. Os primeiros afox\u00e9s foram o\u00a0<em>Embaixada Africana<\/em>\u00a0e os\u00a0<em>P\u00e2ndegos da \u00c1frica<\/em>. Por volta do mesmo per\u00edodo, o\u00a0<strong>frevo<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>passou a ser praticado no Recife, e o\u00a0<strong>maracatu\u00a0<\/strong>ganhou as ruas de Olinda.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ao longo do s\u00e9culo XX, o carnaval popularizou-se ainda mais no Brasil e conheceu uma diversidade de formas de realiza\u00e7\u00e3o, tanto entre a classe dominante como entre as classes populares. Por volta da d\u00e9cada de 1910, os\u00a0<strong>corsos<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>surgiram, com os carros convers\u00edveis da elite carioca desfilando pela avenida Central, atual avenida Rio Branco. Tal pr\u00e1tica durou at\u00e9 por volta da d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p><strong>Escolas de samba e trio el\u00e9trico<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Entre as classes populares, surgiram as\u00a0<strong>escolas de samba<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>na d\u00e9cada de 1920. As primeiras escolas teriam sido a\u00a0<em><\/em><em>Deixa Falar<\/em>, que daria origem \u00e0 escola\u00a0<em>Est\u00e1cio de S\u00e1<\/em>, e a\u00a0<em><\/em><em>Vai como Pode<\/em>, futura Portela. As escolas de samba eram o desenvolvimento dos cord\u00f5es e ranchos. A primeira disputa entre as escolas ocorreu em 1929.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">As marchinhas conviveram em notoriedade com o samba a partir da d\u00e9cada de 1930. Uma das mais famosas marchinhas foi\u00a0<em><\/em><em>Os cabelos da mulata<\/em>, de\u00a0<em>Lamartine Babo\u00a0<\/em>e os\u00a0<em>Irm\u00e3os Valen\u00e7a.<\/em>\u00a0Essa d\u00e9cada ficou conhecida como a era das marchinhas. Os\u00a0<strong>desfiles<\/strong>\u00a0das escolas de samba desenvolveram-se e foram obrigados a se enquadrar nas diretrizes do autoritarismo da\u00a0<a href=\"http:\/\/brasilescola.uol.com.br\/historiab\/era-vargas.htm\"><strong>Era Vargas<\/strong><\/a>. Os alvar\u00e1s de funcionamento das escolas apareceram nessa d\u00e9cada.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Em 1950, na cidade de Salvador, o\u00a0<strong>trio el\u00e9trico\u00a0<\/strong>surgiu ap\u00f3s\u00a0<strong>Dod\u00f4<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Osmar<\/strong>\u00a0utilizarem um antigo caminh\u00e3o para colocar em sua ca\u00e7amba instrumentos musicais por eles tocados e amplificados por alto-falante, desfilando pelas ruas da cidade. Eles fizeram um enorme sucesso. Todavia, o nome \u201ctrio el\u00e9trico\u201d somente foi utilizado um ano depois, quando\u00a0<strong>Temist\u00f3cles<\/strong>\u00a0<strong>Arag\u00e3o<\/strong>\u00a0foi convidado pelos dois.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O trio el\u00e9trico conheceria transforma\u00e7\u00e3o em 1979, quando\u00a0<strong>Morais<\/strong>\u00a0<strong>Moreira<\/strong>\u00a0adicionou o batuque dos afox\u00e9s \u00e0 composi\u00e7\u00e3o. Novo sucesso foi dado aos trios el\u00e9tricos, que passaram a ser adotados em v\u00e1rias partes do Brasil.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/s5.static.brasilescola.uol.com.br\/img\/2014\/02\/carnaval-em-olinda.jpg\" alt=\"Cena do carnaval em Olinda, Pernambuco.*\" width=\"585\" height=\"391\" \/>Cena do carnaval em Olinda, Pernambuco *<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>O Samb\u00f3dromo carioca e os desfiles<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">As escolas de samba e o carnaval carioca passaram a se tornar uma importante\u00a0<strong>atividade comercial\u00a0<\/strong>a partir da d\u00e9cada de 1960. Empres\u00e1rios do\u00a0<strong>jogo do bicho<\/strong>\u00a0e de outras atividades empresariais legais come\u00e7aram a investir na tradi\u00e7\u00e3o cultural. A Prefeitura do Rio de Janeiro passou a colocar arquibancadas na avenida Rio Branco e a cobrar ingresso para ver o desfile. Em S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m houve o desenvolvimento do desfile de escolas de samba a partir desse per\u00edodo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Em 1984, foi criada no Rio de Janeiro a\u00a0<strong>Passarela do Samba<\/strong>, ou\u00a0<strong>Samb\u00f3dromo<\/strong>, sob o mandato do ex-governador\u00a0<strong>Leonel Brizola<\/strong>. Com um desenho arquitet\u00f4nico realizado por\u00a0<strong>Oscar Niemeyer<\/strong>, a edifica\u00e7\u00e3o passou a ser um dos principais s\u00edmbolos do carnaval brasileiro.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O carnaval, al\u00e9m de ser uma tradi\u00e7\u00e3o cultural brasileira, passou a ser um lucrativo neg\u00f3cio do ramo tur\u00edstico e do entretenimento. Milh\u00f5es de turistas dirigem-se ao pa\u00eds na \u00e9poca de realiza\u00e7\u00e3o dessa festa, e bilh\u00f5es de reais s\u00e3o movimentados na produ\u00e7\u00e3o e consumo dessa mercadoria cultural.<\/h3>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com ra\u00edzes hist\u00f3ricas no per\u00edodo colonial, o Carnaval tornou-se uma lucrativa atividade comercial no s\u00e9culo XX. Desenho de Jean Baptiste-Debret (1768-1848) mostrando a brincadeira do entrudo entre os escravos In\u00edcio da pr\u00e1tica do carnaval no Brasil: o entrudo A hist\u00f3ria do\u00a0carnaval no Brasil\u00a0iniciou-se no\u00a0Per\u00edodo Colonial. 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