Por volta de 00h50, desta segunda-feira (6), foi apresentado no Plantão Regional de Teixeira de Freitas (8ª Coorpin), o indivíduo, identificado como Luan Ribeiro dos Santos. Segundo policiais militares de Posto da Mata, Luan é acusado de ter praticado um homicídio, na companhia de um comparsa, utilizando-se de uma faca, em que desferiu diversos golpes nas costas da vítima, até a morte. A vítima foi identificada como Atila Maria Tiago da Silva, 35 anos. De acordo com os militares, a vítima e seu esposo estavam bebendo mais cedo, por volta das 18h30, no Bar da Zilda, na companhia dos dois autores e eles teriam discutido.
Por volta das 22h30, os dois indivíduos arrombaram a porta e invadiram a casa da vítima, desferindo os golpes na mulher. O esposo correu ao ver a ação dos criminoso. O outro acusado conseguiu fugir, e o Luan foi capturado na BR 101, nas proximidades da quadra de esportes do referido distrito e recebeu voz de prisão. A faca do crime estava no local da ação. O acusado foi conduzido para Teixeira de Freitas, mas, antes de ser apresentado, os militares precisaram passar no Hospital de Teixeira de Freitas, para que o Luan fosse medicado, pois ele estava muito alterado, visivelmente sobre efeitos de álcool ou drogas. Nossa equipe de reportagem flagrou o acusado no xadrez da viatura, e bastante alterado ele confessa o crime. “Matei mesmo porque o marido dela me ameaçou.
Eu mato e bebo o sangue, não vou ficar preso a vida toda. E se eu não morrer na cadeia eu vou matar de novo”, disse. Segundo o esposo da vítima, realmente houve uma discussão e que mais tarde os dois invadiram a sua casa, cada um com uma faca na mão. “Eu não tinha como enfrentar os dois armados com a faca e corri, pulei a cerca de arame e alguns muros”, disse o esposo. Um inquérito policial foi instaurado. A polícia procura o segundo acusado, identificado pelo prenome de Rodrigo. O procedimento será encaminhado ao delegado de Nova Viçosa, Maderson Souza.
Bandidos fortemente armados explodiram caixas eletrônicos em duas agências bancárias do município de Remanso, região norte da Bahia, na madrugada desta terça-feira (7). Segundo informações da Polícia Militar, os criminosos atiraram contra a delegacia e o pelotão de PM. Na fuga, dois reféns foram levados e liberados fora da cidade. Ainda de acordo com a polícia, os bandidos se dividiram em pelo menos três grupos durante o ataque. Enquanto parte deles explodiam as agências, outros atacaram as unidades policiais de Remanso.
Houve troca de tiros, e uma viatura foi atingida. Não houve feridos. As agências ficaram destruídas, e parte do teto de uma delas chegou a desabar após as explosões. Por volta das 7h50 desta terça-feira, os estabelecimentos estavam interditados, e a PM aguardava a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Na cidade ainda há outro banco, que não foi atacado pelos bandidos.
Os reféns foram liberados na BR-235, a cerca de 5 km da saída da cidade. Durante a fuga os bandidos queimaram um dos carros usados no crime, e espalharam “miguelitos”, espécie de cruz formada por pregos, para impedir que fossem seguidos por policiais. Na manhã desta terça-feira, a PM segue realizando rondas pela região, mas por volta das 7h50, ninguém havia sido preso. A polícia não divulgou a quantia levada pelos suspeitos.
A onda de violência que atingiu a Grande Vitória, no Espírito Santo, nos últimos dias provocou superlotação do DML (Departamento de Medicina Legal), que não tem lugar apropriado para armazenar todos os corpos de vítimas de homicídios.
Desde sábado (4), foram registrados 52 homicídios no Estado, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, mas o DML da capital tem apenas 12 geladeiras para corpos em funcionamento. Questionado, o Estado não confirma o total de mortos.
A greve de policiais militares no Estado, deflagrada na sexta (3), tirou policiais das ruas e causou uma onda de violência que resultou em mortes, saques, interrupção de aulas nas escolas, paralisação do transporte coletivo e fechamento de shopping centers.
Além das 12 geladeiras ocupadas no DML, na tarde desta segunda-feira (6) outros 16 corpos permaneciam no chão do departamento, à espera de liberação, sem local adequado para serem guardados.