Apesar da chuva dos últimos dias, a seca que atinge Itapetinga, considerada uma das piores da história do município, continua preocupando produtores rurais e afetando a economia local. Diante disso e buscando possíveis soluções para diminuir os prejuízos causados pela severa estiagem, a Prefeitura Municipal de Itapetinga realizou, na tarde da última sexta-feira (10), uma audiência pública com a participação de representantes de diferentes municípios do sudoeste baiano e de entidades ligadas ao assunto.
O Poder Legislativo Municipal foi representado pelo seu presidente, vereador Eliomar Barreira/Tarugão (PMDB), no evento que aconteceu no Plenário da Câmara Municipal e contou com a presença do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), do deputado estadual Pedro Paulo Tavares (PMDB) e do coordenador regional do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), Heraldo Rocha.
Os vereadores Anderson da Nova (DEM), Alberto Policial (PP), Diego Rodrigues (PR), Fabiano Bahia (DEM), Gilmar Piritiba (PSD), Jair Saloes (PMDB), Nailton Negreiro (PRB) e Romildo Teixeira (PSL) também compareceram à audiência.
Durante o evento, o prefeito Rodrigo Hagge propôs, entre outras ações, a solicitação de perfuração de poços ao Dnocs, elaboração de documento assinado por todos os representantes dos municípios presentes para fazer gestão junto aos governos estadual e federal e manutenção de diálogo com os bancos para garantir a renegociação de dívidas e oferta de novos créditos para produtores rurais da região.
O professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) Márcio Pedreira apresentou um relatório técnico, destacando os efeitos da seca, principalmente a degradação de mais de 50% da área de pastagem da região e a redução expressiva do rebanho.
Lembrando que essa situação dramática foi destaque no noticiário nacional em julho do ano passado, Heraldo Rocha apresentou um vídeo do Globo Rural, programa exibido pela Rede Globo. Naquele período, a seca já havia matado mais de 30 mil animais em 14 municípios da região de Itapetinga.
Já o deputado Lúcio Vieira Lima afirmou que a seca chegou para ficar e alertou que o importante agora é que os municípios se preparem para conviver com os períodos de longa estiagem. Ele ressaltou a responsabilidade que o prefeito Rodrigo Hagge tem nesse momento de criar um plano para combater a seca.
O coordenador regional da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Adab de Itapetinga, Paulo Ferraz, apresentou um relatório sobre o impacto econômico da seca na microrregião de Itapetinga. De acordo com os dados apresentados, a cidade, conhecida como “capital da pecuária”, caiu da segunda para a quarta posição entre os municípios com o maior rebanho bovino do estado. Houve significativa queda no número de bovinos vendidos para abate e na captação de leite. Paulo Ferraz alertou que, se a situação não for resolvida, certamente a população do campo deverá migrar para as cidades.
No final do evento, o prefeito Rodrigo Hagge formou uma comissão, composta de cinco pessoas, para buscar soluções para a convivência com a seca. Além do prefeito, entre os participantes da comissão estão um produtor rural, o professor da Uesb e representantes do Sindicato Rural e das cooperativas.
O ex-ministro do Governo Dilma e atual secretário do Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), Jaques Wagner (PT), e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, estão entre as testemunhas que devem ser ouvidas pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, nesta segunda-feira (13).
Eles são testemunhas de defesa no processo penal da Lava Jato que tem como um dos réus o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O processo penal envolve o caso do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.
As audiências serão realizadas em três horários – às 9h30, 14h e às 16h. Os interrogatórios serão realizados via videoconferência por Salvador, na Bahia; em Barueri e Osasco, em São Paulo.
Além do ex-presidente, outras seis pessoas também são rés na mesma ação. A esposa de Lula, Marisa Letícia, que morreu na sexta-feira (3), também era ré nesta ação penal.
A chuva tão esperada depois de um longo período de seca chegou, mas com ela vieram alguns transtornos para a população.
No bairro Otávio Camões, parte do muro de uma escola desabou. Algumas casas tiveram suas estruturas abaladas por causa da força das águas, e oferecem perigo aos moradores.
A prefeitura de Itapetinga, através das secretarias de Infraestrutura e de Desenvolvimento Social, trabalha, desde o fim de semana, para amenizar os estragos e prejuízos para a população.
Certa de que o bem estar dos itapetinguenses é o maior objetivo desta gestão, a prefeitura não medirá esforços para socorrer aqueles que direta ou indiretamente se tornaram vítimas das fortes chuvas. //Ascom Prefeitura
Desde o início do surto de febre amarela em cidades do interior do Espírito Santo, a procura pela vacina em postos de saúde este ano vem aumentando. Com a confirmação de casos da doença em pelo menos três estados, a corrida em busca da imunização tem provocado filas em diversos municípios. É importante destacar, entretanto, que nem todas as pessoas precisam receber uma nova dose – grávidas e idosos, por exemplo, estão entre os grupos onde há contraindicação.
Desde o início do ano, o ministério tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que registram casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 9,9 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (4,5 milhões), Espírito Santo (2,5 milhões), São Paulo (1,2 milhão), Bahia (900 mil) e Rio de Janeiro (850 mil). O quantitativo é um adicional às doses de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, enviadas mensalmente aos estados.
Até a última sexta-feira (10), foram confirmados 230, casos de febre amarela. Dos 1.170 casos registrados como suspeitos, 847 permanecem em investigação e 93 foram descartados. Entre os 186 óbitos notificados, 79 foram confirmados, 104 são investigados e três foram descartados. Os estados de Minas Gerais, do Espírito Santo, de São Paulo, da Bahia e do Tocantins continuam com casos investigados e/ou confirmados.
Atualmente, a vacinação de rotina é ofertada em 19 estados onde há recomendação para imunização. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.
Confira abaixo mitos e verdades sobre a vacina contra a febre amarela, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:
Preciso tomar a vacina a cada dez anos.
MITO. O esquema vacinal da febre amarela é duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos 9 meses e aos 4 anos. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira.
A greve da Polícia Militar no Espírito Santo começou a findar neste fim de semana após oito dias de caos no Estado. No Rio de Janeiro também houve protestos dos familiares dos PMs.
A reivindicação comum é por melhores condições salariais. Diante disso, um levantamento feito pela Folha de S. Paulo mostrou que, embora a categoria tenha recebido aumento salarial nos últimos cinco anos, ao menos oito estados receberam reajuste abaixo da inflação.
Isso inclui, além de Rio de Janeiro e Espírito Santo, a Bahia – que teve o menor reajuste dentre os 19 estados que responderam a pesquisa. Com o salário base de um soldado em início de carreira em R$ 2.637, a Bahia teve apenas 8% de reajuste. No extremo oposto do ranking, o Rio Grande do Sul teve 166%.