:: 16/dez/2025 . 11:10
BAIANO DENUNCIA TRABALHO NA GUERRA DA UCRÂNIA E FAZ ALERTA: “UM INFERNO”
Por meses, o baiano ‘Rafael’ – nome fictício -, de 38 anos, viveu o que descreve como “um inferno”. Em conversa exclusiva com o Portal A TARDE, já em solo brasileiro, o ex-combatente na guerra da Ucrânia contra a Rússia, disse ter aceitado um convite feito ainda no Brasil, motivado pelo sonho de seguir a carreira militar, por dificuldades financeiras e pela promessa de altos salários. No entanto, o que encontrou ao chegar lá foi um sistema marcado por desinformação, precariedade e risco extremo.
Rafael trabalhava no setor administrativo e enfrentava problemas financeiros quando foi abordado por um recrutador brasileiro que atua como intermediário de um batalhão ucraniano. A proposta parecia irrecusável. “Eu estava apertado. O recrutador me passou que o salário seria 45 mil mensal e 120 mil se fosse para missão no front [combate na linha e frente]”, lembrou.
Mas, o que ele não sabia ao aceitar a oferta era que os valores não eram em reais, tampouco em dólares, mas sim, em grívnias – a moeda oficial da Ucrânia. Ele só tomou conhecimento de que, na prática, a promessa financeira se mostrava muito menor do que parecia, ao assinar o contrato, que tinha validade de três anos. “Eles não falam que é grívnia”, afirmou.
Atualmente, uma grívnia equivale a cerca de R$ 0,13. Com isso, o salário mensal de 45 mil grívnias, valor prometido no batalhão em que Rafael atuou, equivale a aproximadamente R$ 6.065 mil. Em outros batalhões, segundo ele, o pagamento mensal cai para 25 mil grívnias, o que representa cerca de R$ 3.369 mil. “Tem batalhão que paga 25 mil grívnias. Tem batalhão que paga 45 mil grívnias. Eles não falam que é grívnia”, reforçou.
Além do salário mensal, havia a promessa de um pagamento extra por missão no front. “120 mil grívnias por missão, de 30 dias no front”, relatou. Convertido para a moeda brasileira, o valor corresponde a cerca de R$ 15,6 mil.
No entanto, segundo o ex-combatente, esse pagamento raramente é feito de forma integral, quando é feito. “Aqui [120 mil grívnias] é só por missão, que dura 30 dias no front. Se fosse tudo como combinado estaria até legal. Mas nada foi cumprido”, desabafou ele.
RK
CÂMARA MUNICIPAL DE ITAPETINGA APROVA PROJETO DE LEI QUE CONCEDE ABONO POR DOAÇÃO DE SANGUE A SERVIDORES PÚBLICOS
A Câmara Municipal de Itapetinga aprovou, por unanimidade, em segundo turno de votação, durante a sessão realizada no dia 03, o Projeto de Lei nº 014/2025, que concede dias de abono aos servidores públicos municipais em caso de doação voluntária de sangue, devidamente comprovada.
De autoria do vereador Eliomar Barreira (MDB), o projeto tem como objetivo incentivar a doação de sangue no município, contribuindo para o fortalecimento dos estoques dos bancos de sangue e, consequentemente, para a preservação de vidas. A proposta autoriza a liberação do servidor do comparecimento ao trabalho, sem prejuízo salarial, por até dois dias a cada 12 meses, mediante comprovação da doação.
Na justificativa apresentada, o autor do projeto destacou a importância da doação de sangue diante da crescente demanda enfrentada pelos hemocentros, especialmente em casos de acidentes, cirurgias, queimaduras e no tratamento de pacientes com doenças que dependem regularmente de transfusões. O parlamentar ressaltou ainda que o sangue não possui substituto, tornando a doação voluntária e periódica um ato essencial de solidariedade e cidadania.
Com a aprovação em segundo turno, o Projeto de Lei segue para sansão do Poder Executivo, reafirmando o compromisso do Poder Legislativo Municipal com a promoção da saúde pública e o incentivo a ações que salvam vidas.
O Projeto de Lei pode ser consultado no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) da Câmara Municipal de Itapetinga.
RK
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