:: jun/2026
Cinco clubes faturam mais de R$ 1 bilhão em 2025; veja rankings de receitas e déficits
Clubes dominantes no futebol brasileiro nos últimos 10 anos, somando sete títulos do Campeonato Brasileiro e cinco Libertadores, Flamengo e Palmeiras vêm se sobressaindo no que diz respeito ao aspecto financeiro. E os balanços de 2025 ratificam isso, com dois clubes apresentando as maiores receitas brutas e superávit na temporada passada.
O ge analisou e comparou os demonstrativos contábeis dos 20 clubes que disputaram a Série A do ano passado, além dos quatro que conseguiram o acesso na Série B. O Remo foi o último a apresentar, fora do prazo previsto em Lei Geral do Esporte, na última sexta-feira.
No ano em que conquistou o Brasileiro e a Libertadores, pela primeira vez o Flamengo ultrapassou a barreira dos R$ 2 bilhões de receitas. A maior do País. Além disso, o Rubro-negro também contou com o maior superávit da temporada, com R$ 336 milhões.
O Palmeiras apresentou uma receita total, também recorde, de R$ 1,78 bilhão, com um saldo superavitário ao final do ano de R$ 292,4 milhões. Números bem superiores em comparação aos rivais.
Para se ter uma ideia, o terceiro maior superávit do ano foi do Vasco, com R$ 81 milhões.
— O sucesso recente de Flamengo e Palmeiras passa muito pela saúde financeira construída nos últimos anos. Os dois clubes conseguiram criar um ciclo muito forte de geração de receita, previsibilidade de caixa e capacidade de investimento contínuo no futebol. Isso permite errar menos, manter elencos competitivos por mais tempo e trabalhar com planejamento de médio e longo prazo. No futebol brasileiro, onde muitos clubes ainda vivem pressionados pelo curto prazo, essa estabilidade acaba fazendo muita diferença dentro de campo — destaca Pedro Weber, sócio da Chenus, empresa especializada em investimentos no esporte..
RK
EUA concluem que Brasil tem práticas ‘irrazoáveis’ e propõem tarifa de 25% sobre mercadorias nacionais
Os Estados Unidos concluíram uma investigação nesta segunda-feira (1º) que acusa o governo brasileiro de cometer uma série de práticas que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano, como o PIX, desmatamento ilegal, além de problemas na aplicação de leis anticorrupção.
O documento propõe como resposta uma aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceção de algumas, como carne, frutas, café, aeronaves, terrras raras, entre outras.
A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma determinação do presidente Donald Trump. O processo é respaldado pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, ainda não se pronunciou.
Antes da aplicação de qualquer sanção contra o Brasil, o governo dos EUA estabeleceu um cronograma de audiências e consultas públicas para coletar depoimentos de interessados:
- Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.
- Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.
- 6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.
- 15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.
Durante a fase inicial da investigação, os EUA já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.
De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências entre as duas partes.
RK

























