Doze dias após os terremotos que atingiram a Venezuela, o governo do país atualizou para 3.342 o número de mortos provocados pelo desastre. Segundo o balanço divulgado neste domingo (5), também foram contabilizados 16.470 feridos, enquanto as equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas atingidas.

Em relação ao boletim anterior, divulgado no sábado (4), o novo levantamento representa um aumento de 388 mortes e um decréscimo de 122 feridos. As autoridades também afirmaram que 17.345 pessoas perderam suas casas.

Os terremotos do dia 24 de junho, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram como principal área de impacto o estado de La Guaira, no norte do país. O balneário localizado a cerca de 40 quilômetros de Caracas concentra os maiores danos, com edifícios destruídos e milhares de moradores vivendo em abrigos improvisados instalados em parques e outras áreas públicas.

Embora em menor escala, Caracas também sofreu danos provocados pelos tremores. A região de Chacao foi a mais atingida na capital, especialmente os bairros de Los Palos Grandes e Altamira.

Mais de 150 corpos sem identificação foram enterrados na Venezuela neste domingo, segundo a agência de notícias AFP.

Em uma área afastada do cemitério La Esperanza, no estado de La Guaira, o mais afetado pelo duplo terremoto, coveiros começaram a cavar valas individuais no dia seguinte dos tremores, disse à AFP Eli Zavala, morador da região, que participa dos trabalhos.

Cada enterro é marcado por um pequeno buquê de flores aos pés de um austera cruz branca, com uma placa com a inscrição “Identificação especial” e a data do falecimento, 24 de junho de 2026.

Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já afetava o país. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos necessitavam de algum tipo de assistência humanitária.

Segundo a organização, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar na busca por sobreviventes entre os escombros.

RK