Um “flerte” nas redes sociais, um bate-papo “interessante” e um encontro marcado com a morte. Assim poderíamos resumir uma história marcada pela tragédia, que revela os perigos escondidos na internet. Rogério Paiva da Silva, de 25 anos, era ajudante de pedreiro e trabalhava na Construção Civil, em Itabuna, onde morava. O rapaz era casado, mas recentemente conheceu, pelo facebook, uma jovem chamada Amanda, que mora em Coaraci.
Depois de algumas conversas, a moça o convidou para conhecê-la pessoalmente. A curiosidade falou mais alto. Rogério chamou um amigo e viajaram para o município vizinho, na noite de sexta-feira (13). Chegando lá, Amanda apresentou uma amiga e dois casais foram para um bar. Beberam, jogaram sinuca e se divertiram.
Rogério não sabia, mas aquele seria sua última aventura. O grupo foi para casa de Amanda. O homem se acomodou no sofá da pequena sala e… morreu, ali mesmo sentado. Rogério foi friamente executado pelo ex-namorado da amiga virtual. O acusado, identificado apenas como “Gerson Siri”, de 19 anos, chegou a cumprimentar a vítima, momentos antes, no bar.
Crime passional
A polícia informou que “Siri” já foi preso várias vezes. Na segunda-feira (09), inclusive, ele foi detido, sob a acusação de ter roubado materiais de construção numa obra. “Siri” prestou depoimento e foi liberado, porque não havia flagrante.
O acusado está foragido. Testemunhas relataram que ele estava com outros dois comparsas, quando invadiu a casa da ex-namorada e matou o servente. No palco do homicídio, a residência de número 28, na Rua Porto Alegre, no bairro Berimbau 2, ficaram as marcas de sangue e o trauma de quem presenciou a violência, promovida pelos assassinos.
“Siri” teria dito, ao matar a vítima, que pensou o seguinte: Rogério pertenceria a um “raio” de Itabuna e teria ido até Coaraci para matá-lo. E porque, então, o amigo do itabunense, foi poupado? Crime passional deve ser uma das linhas de investigação adotada pela polícia.
O servente, segundo a família, não tinha envolvimento com o mundo do crime. Era trabalhador. Ele deixou órfã uma menina de seis anos. O corpo de Rogério foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna. Está sendo velado na casa de familiares, na Baixa Fria, do bairro Fonseca. O sepultamento está previsto para a manhã deste domingo (15), no Japu, distrito de Ilhéus.
A partir da próxima segunda-feira (16), a polícia deve começar a ouvir as testemunhas.