Câmara aprova licença sem remuneração por 60 dias de Marco Prisco
Ela foi solicitada pelo próprio vereador no dia 2 de maio e foi deferida de forma unânime na casa
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador aprovou na manhã desta quinta-feira (8) a licença sem remuneração por 60 dias de Marco Prisco. Ela foi solicitada pelo próprio vereador no dia 2 de maio e foi deferida de forma unânime na casa. A reunião que deferiu a licença para o vereador teve a participação do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Câmara, além de outros dez vereadores.
Prisco está preso desde o dia 18 de abril quando a Polícia Federal o deteve, após o fim da última greve da PM. No último domingo (4), ele passou mal no Presídio da Papuda e permanece internado desde então no Hospital de Base de Brasília. A Secretaria da Saúde de Brasília descartou que ele tenha sofrido um princípio de infarto na ocasião, como chegou a informar a defesa do político.
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| Prisco está internado desde o último domingo (Foto: Divulgação) |
Em boletim médico divulgado nesta quinta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal informa que Prisco tem estado de saúde estável. Ele permanece “consciente, medicado e em observação”, informa a nota. Um novo boletim deve ser divulgado no final da tarde de hoje.
Prisco liderou um movimento grevista dos policiais militares da Bahia, que foi encerrado no dia 17 de abril. A prisão dele, no entanto, foi motivada por outra greve, também encabeçada pelo vereador, em 2012. No ano passado, o Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou Prisco e mais seis pessoas por crimes praticados contra a segurança nacional durante essa paralisação.
O advogado Leonardo Mascarenhas disse que a defesa do vereador aguarda a resposta de vários pedidos, incluindo o de prisão domiciliar e o julgamento do mérito do habeas corpus, e estão otimistas. “Houve o desbloqueio das contas de todas as entidades (ligadas a policiais militares) e isso reforça que não haveria problema nenhum na liberdade de Prisco”, defende Mascarenhas. No dia 23, o ministro Ricardo Lewandowski , do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido liminar de liberdade para o vereador.

























