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ITAPETINGA: PARQUE DA MATINHA FAZ PARCERIAS PARA PESQUISA E MELHORIA DO MEIO AMBIENTE
Parcerias sérias e responsáveis são capazes de gerar bons frutos para a sociedade. A parceria entre prefeitura municipal e universidades, por exemplo, tem sido capaz de trazer maior expertise ao Parque Municipal da Matinha e, consequentemente, gerar conhecimento e maior melhoria ao meio ambiente.
Na última semana, por exemplo, um grupo de professores da UFBA esteve no Parque para, junto com a equipe do município, realizar a sexagem e outros exames nas aves do plantel. “Essa avaliação vai ajudar muito na manutenção das espécies e nesse manejo da reprodução. Além disso, através da avaliação sanguínea, nós conseguimos identificar a presença de alguns parasitas que podem ser tratadas”, disse o professor doutor da UFBA, Ricardo Fraga.
“A gente está inserido em um novo contexto de zoológico, que além de exibir, promove preservação e conservação da espécie”, disse o veterinário Robert Lemos ao explicar que, após a readequação do da Matinha, o parque ganhou um novo setor clínico, com sala de ambulatório e sala de cirurgia, capaz de oferecer maior qualidade ao trabalho dos profissionais e maior conforto para os animais.
“Quando chego hoje aqui e consigo me deparar com essas estruturas físicas que foram construídas e reorganizadas para a manutenção e para o trabalho é lindo de ver. Que a gente possa promover esse encontro com a comunidade cada vez mais e ampliar essa visão do zoológico não apenas para exibição, mas também para esse grande movimento de conservação que precisamos tanto”, falou Fraga, ao elogiar a nova estrutura da Matinha, o cuidado dedicado aos animais e as iniciativas de firmar novas parcerias pelo Meio Ambiente.
“Que a gente possa fazer deste espaço, uma grande sala de aula onde os estudantes possam estar aqui presentes e pensando em como auxiliar a matinha nesse processo de educação ambiental para a população”, concluiu o professor.
PARA PAGAR PROMESSA PELA VIDA DOS NETOS, ELA LEVOU CRUZ DE 42 KG POR 90 KM
“Meus netos Davi e Samuel são gêmeos e nasceram prematuramente aos cinco meses e 15 dias de gestação, em 6 de junho de 2015. Se eu conto essa história para você hoje é porque estão vivos.
É que prometi que, se eles sobrevivessem e completassem cinco anos, iria percorrer a pé 96 quilômetros de Mandaguari, até o Santuário de Santa Rita de Cássia, em Lunardeli, no Paraná. Consegui cumprir essa promessa, em 17 de julho.
Quando os dois nasceram, ficaram por 90 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Maringá, onde tinha atendimento especializado, e os médicos sempre falavam que ambos não aguentariam porque não vieram ao mundo com a formação completa.
Só que sempre fui confiante de que conseguiriam superar isso e acreditei em um milagre a ser intercedido pela Nossa Senhora Aparecida e, principalmente, por Santa Rita de Cássia. Prometi que, se os dois sobrevivessem, eu iria a pé até Lunardeli, com uma cruz de madeira.
Depois de mais de 100 dias entre UTI e enfermaria, meus netos receberam alta e completaram cinco anos em 2020, mas devido a pandemia, não pude pagar a minha promessa no ano passado. Fiquei com isso na cabeça, sempre pedindo a Deus que me proporcionasse saúde para poder cumprir o que havia prometido pela vida deles.
Eles fizeram seis anos em 6 de junho deste ano, mas infelizmente tive que adiar em mais de um mês o percurso porque fui acometida com a covid-19. Fiquei muito ruim de saúde. Os médicos me monitoravam pelo celular e até orientaram para que eu procurasse atendimento mais especializado, porém decidi me cuidar em casa.
Eu me perguntava como iria cumprir essa promessa, já que estava doente. Não queria morrer sem realizar o que havia me comprometido. Consegui me recuperar e o dia chegou. Foi em 17 de julho, quando dei início à peregrinação e nada mais faria adiar.
O dia foi castigado com uma chuva muito forte. Algumas amigas da igreja até me questionaram se daria para ir. Para mim, não era problema porque tinha que fazer o percurso e precisava cumprir minha promessa.
Iniciei e logo no início, na estrada, fiquei toda molhada, dos pés à cabeça, mas não senti nenhum cansaço. A cruz parecia que tinha o peso de uma laranja.
Meu filho me ajudou, me acompanhando no percurso em um carro, com os mantimentos. Saí apenas com um travesseiro, cobertor, dois galões pequenos com água de coco, maçã e banana.
Saí umas 10h20 de Mandaguari e andei 32 quilômetros no primeiro dia até chegar em Bom Sucesso, já no período da noite.
Ao chegar à primeira parada, na cidade, me surpreendi porque muitas pessoas estavam me esperando, apesar de eu não ter contato isso para quase ninguém, com exceção dos amigos. Só que acabou se espalhando e muitos começaram me abraçar, me dando força. Aquilo meu deu um gás.
A minha intenção era de dormir em um posto de combustível e tomar um banho lá mesmo, mas arrumaram uma pousada de graça e até fizeram uma janta. Só não aceitei a comida porque o meu percurso deveria ocorrer em jejum. Comia apenas as maçãs e bananas.
No sábado, sai umas 10h. O percurso programado era de 28 quilômetros e com o passar da caminhada, já tinha repórter me seguindo, gente dos municípios à beira da estrada me dando apoio, fiéis pedindo para colocar fotos dos parentes na cruz e até um pai solicitando que o filho tocasse nela.
Parei nesse dia somente umas 22h porque tive que parar bastante ao longo da estrada para atender quem queria colocar imagem na cruz. Teve uma pessoa até que colou dois cigarros para ajuda-la a parar de fumar.
Só não andei mais porque parei num posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e não permitiram mais que continuasse. Os agentes avaliaram que a estrada estava perigosa à noite.
Estava muito cansada no segundo dia. Me desidratei tanto que emagreci sete quilos nessas 30 horas de caminhada ao longo dos três dias.
No domingo, dia 19, estava programado para que eu encerrasse o percurso. Para isso, precisava sair ainda de madrugada de São João do Ivaí, onde passei a noite. Fiquei com medo de não conseguir cumprir, mas levantei às 4h15 da manhã, peguei minha cruz no posto da PRF e segui.
No trecho desse dia, encontrei cobra atravessando o asfalto, cachorros e outros animais na estrada. Não poderia parar. As calças estavam caindo e as pernas bambas. Pedi força a Deus.
Por volta de 10h40, cheguei a Lunardeli, sem aguentar mais porque estava muito cansada. Fiquei sem palavras quando cheguei. Foi como se tivesse pagado a última parcela de uma dívida grande. Estava muito feliz porque pagava pelo que pedi com a minha fé, que era a vida dos meus netos.
Não aguentei ficar em pé quando cheguei. Literalmente, tirei um peso das costas, carregava sempre no ombro esquerdo porque não poderia colocar no direito por ter problemas nele.
Meu ombro ficou inflamado, feriu um pouco, mas não foi nada demais. Nada que pudesse ser maior que minha vontade de concluir o percurso.
Eu quis mostrar que não devemos perder a fé. Precisamos acreditar porque hoje, mesmo toda a dificuldade que passo com meus netos, estou tocando a vida.
Meus netos são órfãos de pai desde os dois meses, após meu ex-genro falecer em um acidente de trânsito. Vivemos de uma pensão-morte de R$ 1.300 por mês. O Davi tem problemas da paralisia devido à hidrocefalia e usa cadeira de rodas. Já o Samuel é autista e toma remédio. Ainda assim, acordados felizes de manhã cedo para assistir TV e não perdemos a fé que dias melhores virão ao longo desse tempo.
A próxima promessa a ser paga é caminhar até a cidade de Aparecida, em São Paulo, se o Davi conseguir falar. É importante para o próprio bem dele dizer algumas palavras, quando está com fome, sede e falar o que sente.
Minha ideia é levar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em uma mochila e seguir caminhando de Mandaguari até Aparecida. São 780 km, mas nada impossível para uma avó que luta pelos netos.
Neide Aparecida da Silva, 52 anos, dona de casa. (UOL)
MARIA AUGUSTA COMPLETA MAIS UM ANO DE VIDA E RECEBE FELICITAÇÕES DO ESPOSO DEY, DOS FILHOS DANYLO E DANIELA DAS NETAS SOPHIA, EMANUELLE E ANA CLARA
Queremos no dia que lhe pertence, lhe dizer que a vida só vale a pena ser vivida quando somos lembrados pelo que somos, pelo que representamos na vida das pessoas que nos cercam, e hoje nós nos lembramos de você.
Afinal você sabe conquistar o bem querer de todos que convivem com você, e aniversário é uma comemoração que não pode e nem deve passar em branco; devemos pedir a Deus toda paz, serenidade e tranquilidade, para viver cada instante com alegria e vigor.
Desejamos a você tantas e tantas coisas boas, que expressar através de simples palavras fica até difícil, mas o que importa hoje é que é o seu dia e devemos agradecer ao Pai Celeste pela sua vida, pelas suas conquistas e pelas vitórias, que tenho certeza que ainda irá conseguir
Sorria e acredite que chegará ao final de sua caminhada com a certeza do dever cumprido.
Feliz aniversário e muitas felicidades, Maria Augusta!
BRASIL ULTRAPASSA 200 MILHÕES DE DOSES DA VACINA CONTRA COVID-19 DISTRIBUÍDAS
O Brasil ultrapassou os 200 milhões de doses distribuídas de vacinas a estados e municípios para o combate à covid-19. O anúncio foi feito neste sábado (14) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, através do seu perfil no Twitter.
Queiroga disse que o número ressalta que o país tem uma das maiores campanhas de vacinação do mundo. “Alcançamos a marca de 200 milhões de doses distribuídas para todo o país. Isso é resultado de muito trabalho e esforço incansável do governo do presidente Jair Bolsonaro para garantir a proteção da nossa população”, comemorou o ministro.
Até agora, segundo o painel, 113.498.601 pessoas receberam a primeira dose do imunizante, o que equivale a 71,8% da população com mais de 18 anos. Um total de 49.240.466 pessoas (31,1% da população adulta) receberam as duas doses ou dose única, no caso de quem se vacinou com a Janssen.
EMPRESAS PODERÃO EXIGIR VACINAÇÃO NO RETORNO ÀS ATIVIDADES PRESENCIAIS
Escritórios, agências e repartições devem seguir protocolos sanitários. Para especialistas, retomada deve ser gradual e faseada
Em São Paulo, o governo do estado determinou o retorno ao trabalho presencial de todos os servidores da administração pública direta e autárquica – um total de 572 mil pessoas. Estão fora da regra os profissionais que apresentarem fatores de risco ou que ainda não tenham sido imunizados contra a covid.
Os servidores paulistas enquadrados nas exceções, segundo o governo, estão sendo mantidos em jornada remota de trabalho, ou à disposição da administração pública até que tenham tomado a segunda dose da vacina.
Universidades públicas
A determinação vai valer também para as três universidades estaduais paulistas (Universidade de São Paulo/USP, Universidade Estadual de Campinas/Unicamp e Universidade Estadual Paulista/Unesp), que já anunciaram que vão exigir a vacinação completa de seus professores, alunos e funcionários para a volta presencial neste segundo semestre.
Na USP, as aulas presenciais serão retomadas em 4 de outubro apenas para estudantes imunizados contra a covid-19 com as duas doses. As condições serão as mesmas na Unicamp e na Unesp, onde a previsão é voltar aos campi a partir de setembro.
Já a Prefeitura de São Paulo informou que os servidores do grupo de risco já vacinados (14 dias após as doses preconizadas para a vacina) não serão mais submetidos de forma obrigatória ao home office pelas chefias imediatas. No entanto, a Secretaria Municipal de Gestão esclareceu que a decisão sobre permanecer em teletrabalho ou voltar ao presencial cabe a cada órgão ou secretaria.
Na semana passada, a Prefeitura tornou obrigatória a vacinação contra covid-19 para todos os servidores e funcionários públicos municipais da administração direta, indireta, autarquias e fundações de São Paulo. Segundo a Prefeitura, a recusa, sem justa causa médica, será considerada falta grave e poderá resultar em punições.
Iniciativa privada
No setor privado, muitos segmentos também ensaiam o retorno. Um dos mais importantes bancos do país, o Bradesco informou que se prepara para uma “retomada segura e de forma planejada”, sempre respeitando os protocolos sanitários e as diretrizes do governo. De olho na evolução da vacinação no Brasil, o banco prevê um retorno gradual entre a segunda quinzena de setembro e a primeira de outubro.
Segundo o Bradesco, embora o retorno esteja planejado para ocorrer de forma faseada, “o modelo de trabalho híbrido é uma realidade”. O banco destaca o cuidado com a saúde do seu quadro de funcionários, colaboradores e familiares, mas não esclareceu se a volta ao trabalho presencial será condicionada à vacinação contra a covid. “Isso ainda está sendo definido”, informou a assessoria do Bradesco.
Pesquisas internas
Para os especialistas, o retorno gradual e faseado, modelo escolhido pelo Bradesco, é o mais seguro neste momento, uma vez que ainda vivemos numa pandemia. “Antes da volta, é importante ouvir as pessoas. Pesquisas internas podem revelar quem está no grupo de risco, quem tem medo de abandonar o home office e quem quer voltar ao trabalho presencial” explica Mariane Guerra, vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina.
Os resultados da pesquisa, segundo Mariane, vão ajudar a nortear as primeiras ações da empresa, apontando, por exemplo, quais grupos devem voltar primeiro. “Uma transição suave, com a volta gradativa dos funcionários, é mais indicada”, diz. Evidentemente, o espaço físico da organização precisa estar preparado para receber os trabalhadores. “Todos os protocolos sanitários precisam ser seguidos. Outra conduta recomendada é realizar testagens por amostra regularmente.”
A obrigatoriedade da vacinação entre os funcionários é um fator que deve ser avaliado com cuidado por cada empresa. “Num primeiro momento, o ideal é sensibilizar o trabalhador, explicar os riscos à própria saúde, dos colegas e familiares”, afirma a executiva de RH. “Afinal, se o empresário permite o retorno de um funcionário não imunizado, coloca em risco todos os demais. E não se pode esquecer que ele tem uma responsabilidade sobre a coletividade”, argumenta.
Interesse coletivo
O advogado Luiz Eduardo Amaral de Mendonça, especialista em direito do trabalho e sócio do FAS Advogados, concorda com Mariane. Ele lembra que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu em plenário, em dezembro, que o Estado pode impor, àqueles que se recusam a ser imunizados, medidas restritivas previstas em lei. “O ministro (Luís Roberto) Barroso deixou claro, em seu voto, que o interesse individual, ao esbarrar no interesse de terceiros, perde poder em benefício da coletividade”, afirma.
Baseado nas decisões restritivas autorizadas pelo Supremo, projeto de lei apresentado à Assembleia Legislativa do Paraná prevê que cidadãos não imunizados contra a covid sejam proibidos de se matricular em escolas públicas ou particulares, participar de concursos públicos e até embarcar em ônibus, trens e aeronaves. Proposta semelhante tramita no Senado Federal e torna obrigatória a vacinação para aqueles que precisem de atendimento presencial em estabelecimentos públicos e privados passíveis de aglomeração.
Demissão por justa causa
Nesse sentido, a conduta não poderia ser diferente na iniciativa privada. “A empresa que vai retomar o trabalho presencial pode e deve exigir a vacinação de seus funcionários para garantir um ambiente saudável e seguro para todos”, explica Mendonça. Prevalece, nesse caso, a orientação do Ministério Público do Trabalho, que prevê a possibilidade de demissão por justa causa nos casos de recusa à imunização, após esgotadas todas as tentativas de conscientização. A única exceção é se houver motivo clínico para a recusa, com razões médicas documentadas.
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MORTES POR COVID-19 DE PESSOAS VACINADAS SÃO RARAS, DIZ ESPECIALISTA
A morte do ator Tarcísio Meira na última quinta-feira (12), por complicações da covid-19, reacendeu o debate sobre a eficácia da vacinação para controlar a pandemia.
Aos 85 anos, o ator estava completamente imunizado desde abril, quando tomou a segunda dose da CoronaVac. O episódio gerou nova onda de desinformação nas redes sociais, com falsas narrativas de que “não adianta tomar vacina”.
A reportagem conversou com especialistas que foram taxativas na defesa da imunização em massa como a principal estratégia para que o país saia da crise sanitária.
“Nenhuma vacina disponível no Brasil, a da Pfizer, a Janssen, AstraZeneca ou a CoronaVac asseguram 100% de proteção. As pessoas continuam precisando de cuidados, como uso de máscara e distanciamento social. Mas a efetividade das vacinas é indiscutível.,Basta ver que nos países com vacinação avançada, como Israel e Inglaterra, mesmo com aumento de casos por causa da variante Delta, o número de internações e mortes são proporcionalmente muito menores, resultado direto da imunização”, diz a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
Um estudo recente da Universidade de São Paulo e da Unesp (Universidade Estadual Paulista) avaliou o efeito das vacinas contra o novo coronavírus na população brasileira e concluiu que 91,49% das pessoas que morreram pela infecção, entre maio e julho deste ano, não tinham tomado vacina ou não estavam totalmente vacinadas com as duas doses ou dose única, no caso do imunizante da Janssen.
A mesma pesquisa demonstrou que 84,9% das pessoas imunizadas que morreram no país tinham algum fator de risco para a covid-19 e 87,6% tinham 70 anos ou mais. (R7)
RK
MAIS DE 15 MUNICÍPIOS BAIANOS ESTÃO HÁ PELO MENOS DUAS SEMANAS SEM NOVOS CASOS DE COVID

O número de cidades baianas com tempo significativo sem novos casos da Covid-19 aumentou no último mês. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) no sábado (14), 18 municípios do estado estão há pelo menos duas semanas sem novos registros da doença.
Entre as cidades, uma delas já está há mais de um mês sem registros. É o caso de Pintadas, na região de Jacuípe, que completou 34 dias sem novos casos de infecção por coronavírus. Já outros quatro municípios estão há mais de 3 semanas sem novos registros: Lajedão, Buritirama, Arataça e Nova Itarana.
No dia 18 de julho, apenas três municípios da Bahia estavam há mais de 15 dias sem registrar casos da Covid-19. Brejolândia, localizada no oeste do estado, era a cidade que estava há mais tempo sem novos casos da doença, com 17 dias sem novas notificações.
Confira todas as cidades que estão há pelo menos 14 dias sem notificações:
PINTADAS 34
TERRA NOVA 16
ICHU 18
LAJEDINHO 16
IBIPEGA 16
CENTRAL 16
JUCURUÇU 15
LAJEDÃO 22
PEDRÃO 15
PILÃO ARCADO 15
MACURERÊ 14
BURITIRAMA 20
CATOLÂNDIA 17
ITAGI 16
ARATAÇA 21
NOVA ITARANA 22
ITAQUARADA 14 M1)
RK
GOVERNO LIBERA 2ª DOSE DA PFIZER EM QUEM TOMOU ASTRAZENECA; ISSO É SEGURO?
Neste sábado (14), o Ministério da Saúde liberou os municípios a aplicarem a vacina da Pfizer como substituta para a segunda dose que deveria ser da AstraZeneca. Isso ocorre por causa da escassez do fornecimento de novas doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford.
Em uma nota técnica, o órgão afirma que a troca desses imunizantes é recomendada “em situações de exceção, onde não for possível administrar a segunda dose da vacina com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país”.
O ministério citou alguns estudos na nota técnica. Um deles foi realizado no Reino Unido, que comparou esquemas de vacinação com a aplicação das duas doses da mesma vacina e a mistura entre AstraZeneca e Pfizer com um intervalo de quatro semanas entre as doses.
Publicado no periódico Lancet em 9 de janeiro deste ano, o estudo contou com 830 adultos com mais de 50 anos, escolhidos aleatoriamente. Eles receberam ou a vacina Pfizer ou a da AstraZeneca, primeiro uma e depois a outra.
Os cientistas notaram que as pessoas que receberam doses mistas apresentaram maior probabilidade de desenvolver sintomas leves a moderados com a segunda dose da vacina, incluindo calafrios, fadiga, febre, dor de cabeça, dores nas articulações, mal-estar, dores musculares e no local da injeção, em comparação com aqueles que receberam vacinas da mesma empresa.
No entanto, essas reações foram de curta duração e não foram registrados outros problemas de segurança.
Medida é segura?
O estudo citado acima é um dos exemplos que mostra que, na prática, não há relatos de riscos graves à saúde. Recentemente, um estudo dinamarquês mostrou que combinar a vacina da AstraZeneca com uma segunda dose do imunizante da Pfizer-BioNTech (ou da Moderna) proporciona uma “boa proteção”.
Segundo Marcello Bossois, imunologista responsável pelo projeto Brasil sem Alergia, a medida não é a ideal, mas é a opção disponível neste cenário de pandemia.
Na visão do médico, o ideal mesmo seria misturar vacinas com tecnologias iguais. No caso da AstraZeneca, seria a da Janssen, que é dose única —ambas utilizam um “vírus vivo”, como um adenovírus (que causa o resfriado comum), que não tem capacidade de se replicar no organismo humano ou prejudicar a saúde. (UOL)
RK























“Paciente apresenta bom estado geral, com sintomas leves, sem necessidade de suporte de oxigênio”, diz boletim médico






