Compra de Pasadena teve avaliações, reitera Cerveró
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou nesta quinta-feira, 22, que a compra de metade da refinaria de Pasadena (EUA) passou por “várias avaliações entre 2005 e 2006”. De acordo com ele, que presta depoimento neste momento a uma esvaziada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, a aquisição visava adaptar a refinaria texana para processar óleo pesado brasileiro. “A aquisição de ativos foi aprovada no conselho com o objetivo primordial de levar o refino brasileiro ao exterior e agregar valor ao petróleo pesado”, disse. “Fechamos também a aquisição da comercializadora, ideia que não fazia parte do objetivo inicial. Mas ficou evidente a conveniência de termos uma comercializadora que conhecesse o mercado americano”, declarou o ex-diretor. De acordo com Cerveró, a sócia da petroleira brasileira, a Astra Oil, começou a sinalizar em 2007 que não estava disposta em investir o necessário para duplicar Pasadena. “A Astra não colocava como prioridade colocar mais de US$ 3 bilhões na refinaria”, disse. A presidente da República Dilma Rousseff comandava, quando ministra da Casa Civil em 2006, o conselho de administração da Petrobras. Ela sustentou que só apoiou a compra de 50% da refinaria porque não tinha conhecimento das cláusulas Put Option, que obrigava a Petrobras a comprar a outra metade da refinaria em caso de desentendimento com a sócia Astra Oil, e Marlim, que garantia lucro mínimo aos belgas mesmo que o negócio não desse lucro. Dilma também sustentou que o resumo técnico, elaborado pela diretoria internacional da Petrobras e encaminhado ao conselho, não citava as duas cláusulas.
























