
Ex-atacante da seleção brasileira e membro do Comitê Organizador Local (COL), Ronaldo disse nesta quinta-feira que as autoridades devem conter a violência em eventuais protestos na Copa do Mundo e defendeu “baixar o cacete” em vândalos.
“Os protestos são sempre válidos… Mas no momento que tem vândalos mascarados, a polícia tem que conter. Acho que o povo brasileiro está em um momento de exigir coisas em diversos setores. Só que parece que acordou todo mundo e tem muitas opiniões soltas e um pega do outro e ninguém sabe para onde ir. Sobre os vândalos, acho que tem de baixar o cacete neles, tirar da rua”, afirmou Ronaldo em sabatina promovida pela Folha de S. Paulo.

Ronaldo rechaçou a possibilidade de um terceiro Mundial sediado no Brasil, futuramente: “Na minha visão, a Fifa não vai querer fazer outra Copa aqui. Ela vai ficar traumatizada. Se houve corrupção nas obras, eu não sei. Caso seja provado os superfaturamentos, a culpa é dos órgãos competentes, que não realizaram o controle necessário. Assim, os responsáveis devem ser punidos”, sintetizou.
Ele voltou a criticar os preparativos do Brasil, como havia feito na semana passada, e reafirmou se sentir envergonhado com os atrasos e os problemas de infraestrutura nas cidades-sede do torneio.
“Como eu disse para a Reuters, a minha vergonha é pela população que esperava realmente esses grandes investimentos, esse grande legado de Copa do Mundo para eles mesmos, para população, reformas de aeroportos, mobilidade urbana. Tudo que foi prometido e não foi entregue.”
Porém, quando questionado sobre a possibilidade de o Brasil chegar ao sexto título mundial, ele mostrou-se esperançoso e traçou um paralelo rápido com o elenco que trouxe a taça há 12 anos: “Temos mais chances de vencer o Mundial do que em 2002. Estamos muito bem e é uma oportunidade de ouro. Temos um plantel equilibrado. O Neymar é um garoto fantástico, uma grande esperança de gols, mas eu poderia ser mais novo e ter uns quilos a menos para ajudar em campo”, completou.
Ainda houve tempo para o maior artilheiro da história das Copas relembrar o atrito envolvendo o atacante Romário, agora deputado federal, que disparou contra a estrutura do evento: “Não tenho nenhum comprometimento com ele. Espero que ele cumpra o papel como político assim como estou fazendo a minha parte. Porém, não votaria nele”, finalizou enfaticamente.
























