Corpo de vítima de desabamento de viaduto é retirado de ferragens de carro em BH
Charlys Frederico M. do Nascimento, 2ª vítima do acidente, estava preso às ferragens de um carro esmagado pela queda da estrutura
Equipes de resgate retiraram na madrugada desta sexta-feira (1) o corpo da segunda vítima do desabamento de um viaduto sobre a Avenida Pedro I, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Charlys Frederico M. do Nascimento estava preso às ferragens de um carro esmagado pela queda da estrutura. A outra vítima foi a motorista do ônibus, Hanna Cristina Santos, de 25 anos. Outras 22 pessoas ficaram feridas.
Os bombeiros trabalhavam com a morte presumida do motorista do carro, já que os escombros impossibilitaram os bombeiros de chegar até a vítima. Por volta das 19h, o prefeito da cidade, Márcio Lacerda (PSB), confirmou a morte de Charlys Frederico. A família do dono do carro já foi localizada e informada.
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| Corpo de vítima de desabamento de viaduto é retirado de ferragens de carro em BH (Foto: Leo Fontes/Estadão Conteúdo) |
Obra
O viaduto faz parte de um pacote de obras de mobilidade para a Copa e integra uma das linha do Move-BRT (via rápida de ônibus), financiada pelo governo federal. A responsabilidade pela obra é da construtora Cowan, mas quem venceu o contrato foi o Consórcio Integração, formado pela Cowan e pela Delta, empresa investigada pela Polícia Federal por desvio de verba pública. O valor original da obra é de R$ 171 milhões.
Ao jornal Folha de S.Paulo, o secretário de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Régis Souto, afirmou que a Cowan é “qualificada e experiente nesse tipo de obra”. A construtora disse que “lamenta profundamente o ocorrido”, e esclarece “que já foram deslocadas equipes ao local para a remoção da estrutura, providenciando os suportes necessários à realização dos trabalhos, que devem se estender pelos próximos dias”. O viaduto fica próximo ao estádio do Mineirão, que na próxima terça-feira recebe um dos jogos da semifinal da Copa do Mundo.
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| Duas pessoas morreram e outras 22 ficam feridas (Foto: Estadão Conteúdo) |
Risco
Em fevereiro deste ano, a prefeitura de Belo Horizonte negou risco de desabamento do viaduto. Técnicos da Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital) vistoriaram a construção e encontraram um desnível de 30 centímetros na cabeceira da pista que poderia levar ao desabamento, após uma série reconstruções provocadas por instalações incorretas na plataforma. A obra ficou interditada por quatro dias.
Vítimas
A filha de Hanna estava dentro do ônibus no momento do desabamento. Segundo informações do site G1, a menina, 5 anos, faz aniversário na próxima semana. A cunhada de Hanna trabalha como cobradora e também estava no veículo. Ela foi atendida em hospital e passa bem. Casas e construções próximas ao local do acidente devem passar por uma vistoria para garantir a segurança dos trabalhos no local.
Pelo Twitter, a presidente Dilma Rousseff lamentou o acidente. “Foi com tristeza que soube do desabamento do viaduto em Belo Horizonte. Neste momento de dor, presto minha solidariedade às famílias das vítimas”. O prefeito de Belo Horizonte acompanha o resgate e decretou três dias de luto.


























