A dor na casa do Rei Pelé
Edinho é o segundo dos filhos de Pelé de seu primeiro casamento.
Um filho que viveu a infância e a adolescência, em Nova Iorque, longe do pai, cidadão do mundo.
Pelé sempre se queixou de ter sido ausente e Edinho sempre disse que seu sentimento maior em relação ao pai foi o da saudade.
Só, quase maduro, quando veio morar no Brasil, é que Edinho percebeu o tamanho do pai, Rei do futebol.
Edinho era mais chegado aos esportes prediletos dos americanos, mas virou goleiro, dos que davam conta do recado, vice-campeão brasileiro pelo Santos, em 1995, numa decisão repleta de erros de arbitragem, com o Botafogo.
Estive poucas vezes com ele.
Afável, de personalidade forte, uma vez me disse que se preocupava com as pessoas que viviam em torno do pai.
Para mim, ficou patente, também, o quanto ele fazia questão de ser independente em relação a Pelé, custasse o que custasse.
Por dessas coisas do destino, Edinho não se preocupou com as pessoas que viviam em torno dele, como Naldinho, filho de Pitico, que jogou com seu pai no Santos e no Cosmos.
Naldinho, que praticamente cresceu com Edinho, aparentava ser um próspero empresário em Santos, embora, como se descobriu depois, traficasse drogas e lavasse dinheiro.
Esta intimidade, como gravações autorizadas pela Justiça comprovaram,
redundou na condenação de Edinho a mais de 33 anos de prisão.
Hoje, quando Pelé poderia estar comemorando os 45 anos de seu milésimo gol, não há o que festejar na casa do Rei.

























