9 perguntas que os pais devem fazer todo dia para os filhos
Perguntas corriqueiras sobre o dia a dia melhoram a autoestima da criança e dão mais abertura à relação familiar
Disponibilidade de tempo tem se tornado algo cada vez mais raro no cotidiano das famílias modernas. Enquanto os pais trabalham, as crianças gastam a energia na escola – à noite, poucos têm disposição para conversar sobre os pontos altos do dia. Esse distanciamento e a falta do diálogo, porém, criam um afastamento emocional entre pais e filhos.

“O que você aprendeu hoje?” – essa pergunta também demonstra interesse pelo cotidiano da criança e faz com que ela se sinta estimulada a dividir com os pais coisas novas que aprendeu na escola.

“O que você mais gostou de fazer?” – o melhor jeito de conhecer os filhos é fazendo perguntas como essa, sobre as atividades e brincadeiras favoritas deles no dia. A criança se sente querida pelos pais quando pode compartilhar informações como essas.

“Como estão seus amigos?” – não saber quem são os amiguinhos dos seus filhos é um erro comum. Com cuidado de não interrogar a criança, a dica é perguntar como estão os amigos e o que eles fizeram de legal no dia

“Como foi o seu dia?” – não precisa interrogar a criança ou exigir detalhes sobre tudo o que ela fez no dia. Mas é importante demonstrar interesse pelos eventos marcantes, para ficar por dentro do dia a dia dos filhos.

“Aconteceu alguma coisa que te chateou?” – é normal que os pequenos cheguem emburradinhos em casa. Com delicadeza, vale perguntar se algo aconteceu, deixando a criança à vontade para dividir as angústias com os pais.

“Seus professores falaram algo interessante hoje?” – ter conhecimento da vida escolar dos filhos é uma maneira de estimulá-los. Por isso, os pais precisam saber quem são os professores da criança e o que ela pensa a respeito deles

“O que você pensa sobre isso?” – é um hábito comum dos pais dar opinião sobre tudo que diz respeito à vida dos filhos, sem perguntar como eles se sentem em primeiro lugar. Por que não inverter essa ordem e saber o posicionamento das crianças?

“Fez algum amigo novo hoje?” – outra maneira de demonstrar interesse pelas amizades da criança. Quanto mais à vontade ela se sentir para falar sobre esses temas cotidianos com os pais, melhor.

“O que você quer fazer amanhã?” – aqui, não se trata de criar uma agenda com todos os passos das crianças, e sim de demonstrar interesse pelos desejos e vontades dos filhos, fazendo parte dos planos deles.
“O que você aprendeu hoje?” – essa pergunta também demonstra interesse pelo cotidiano da criança e faz com que ela se sinta estimulada a dividir com os pais coisas novas que aprendeu na escola.
Os efeitos dessa postura têm um impacto ainda maior nos pequenos. Eles se sentem desprezados e poucos estimados pelos próprios pais, como não fizessem nada suficientemente interessante para chamar a atenção dos adultos. Em longo prazo, esses sentimentos acabam estimulando uma maior insegurança e a dificuldade para se relacionar com outras pessoas. A criança prefere ficar isolada a compartilhar qualquer informação com os pais.
Criar laços verdadeiramente afetivos com os filhos não é algo tão impossível assim, mesmo com a correria do dia a dia. Um pouco de empenho, atenção e disponibilidade são suficientes para fazer a diferença no cotidiano dos pequenos. Não é preciso transformar tudo em uma grande discussão do relacionamento; perguntinhas simples, sobre a escola e os amigos, por exemplo, dão conta do recado.
“Sempre falo que o importante é a qualidade do diálogo entre pais e filhos. Mesmo que naquele dia só sejam alguns minutos, é mais interessante que eles sejam intensos e dedicados. Claro que quanto mais tempo conversamos com os filhos, melhor. Mas dá para separar alguns minutos e perguntar sobre o dia da criança, o que ela fez de legal e outras coisas importantes para ela. Sempre reforçando o amor incondicional da família”, aconselha Bibianna Teodori, coach e autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” (Matrix).
À primeira vista, essas conversas podem até parecer banais, mas são fundamentais para o desenvolvimento dos filhos, em diversos aspectos. O diálogo é a oportunidade de ensinar valores e crenças importantes para os pequenos, que são de total responsabilidade dos pais. Além disso, é o caminho para estabelecer uma relação mais sincera e aberta com as crianças, que deixam de sentir medo dos próprios cuidadores. Para isso, vale evitar qualquer tipo de frase que tenha uma conotação negativa, como broncas, julgamentos e críticas.
“Quando os filhos percebem que têm um relacionamento saudável com os pais, a vida fica mais fácil. Isso porque eles sabem que sempre podem contar com o amor dos adultos. Eles entendem que, mesmo que tirem uma nota baixa na escola, os pais vão amá-los incondicionalmente. Muitas vezes, os adultos só criticam e brigam com as crianças. Por isso é importante reforçar as atitudes positivas dos pequenos, sem condenar as negativas. Assim, é possível desenvolver os talentos da criança de um jeito mais assertivo e satisfatório”, acredita Bibianna Teodori.
Respeitando o silêncio
























