
Ele compartilhava fotos de viagens, bons restaurantes, joias e seu carro, uma BMW 2011 avaliada em R$ 75 mil
O policial militar Carlos Eduardo Conceição Dias foi executado no início da tarde de quinta-feira (20) com diversos tiros na cabeça quando estava embaixo de um guarda-sol em uma praia da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Eduardinho, como era conhecido, foi abordado por dois homens que desceram de uma motocicleta, foram até a areia onde o cabo estava sentado, e atiraram.
Carlos Eduardo era ex-genro de Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, chefe da maior milícia do Rio, que está preso. Em uma rede social, o policial militar postou foto no início do ano em que exibe um anel no dedo com o símbolo do Batman.
Nas redes sociais, Eduardinho ostentava uma vida de luxo nas redes sociais. Ele compartilhava fotos de viagens, bons restaurantes, passeios de helicóptero, joias e seu carro, uma BMW 2011 avaliada em R$ 75 mil.
“Curitiba, Belo Horizonte e Angra, semana que vem, o trem vai partir para São Paulo e, depois, Balneário Camboriú para fechar a conta e ver os prejuízos”, postou ao lado de uma montagem de fotos sempre cercado de mulheres e amigos em festas. 
De acordo com o jornal Extra, em janeiro, a remuneração de um cabo da Policial Militar girava em torno de R$ 2,9 mil, com direito a uma gratificação de R$ 500 para efetivo de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Eduardo era lotado na UPP Fazendinha, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte.
O policial também costumava compartilhar fotos na academia e ao lado de famosos. Entre eles, os cantores Belo e Naldo Benny, o comediante Wellington Muniz, o “Ceará”, e os atletas de MMA do Team Nogueira, os irmãos Rogério Minotouro e Rodrigo Minotauro, com quem treinou.
Carlos Eduardo estava na corporação havia sete anos. De acordo com o jornal Extra, ele estava de licença médica para tratamento psiquiátrico, que iria se encerrar neste sábado. O PM estava sendo investigado justamente por suspeita de fraudar documentos para facilitar a obtenção de licenças médicas. Em 2012, ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público militar por ter ficado afastado do trabalho irregularmente, durante um período de 32 dias.
A morte do policial é investigada pela Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro e também pela Corregedoria da Polícia Militar. Segundo testemunhas, ele estava acompanhado de uma mulher na praia. Quando a polícia chegou, ela não estava mais no local do crime. A mulher, que não teve a identidade revelada, deve prestar depoimento tão logo seja liberada do hospital, onde foi internada por conta de alguns ferimentos por estilhaços