:: ago/2015
Homem se entrega e confessa ter queimado namorada viva
Camila Castro de Novais chegou a ser socorrida pelo Samu para um hospital, mas não resistiu
A polícia prendeu na noite desta terça-feira (4) Elton Santos Costa, 28 anos. Ele confessou ter esfaqueado a namorada Camila Castro de Novais e depois queimado ela viva no último domingo (2), em Cajazeiras X.
Camila, que trabalhava como revendedora de cosméticos, foi encontrada bastante ferida nas imediações do Pistão, atrás de um condomínio residencial. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital Eládio Lasserre, mas já chegou à unidade sem sinais vitais.
A motivação do crime ainda não foi divulgada. O crime está sendo investigado pela delegada Jamila Cidade, titular da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
“Meu marido engravidou de mim e foi parto normal…”; Saiba mais
Helena é mulher, mas nasceu no corpo de um homem. E seu marido, Anderson, é homem, mas nasceu no corpo de uma mulher. Agora que os dois tem um filho, são pai e mãe ao mesmo tempo!
Você leu certo: eu, Helena, engravidei meu marido, Anderson. Parece impossível, mas não é. Explico: sou uma mulher transexual, o que significa que nasci no corpo de homem, mas me sentindo mulher. Tanto que quero fazer cirurgia de mudança de sexo. Já o Anderson é cross dresser. Ele nasceu no corpo de mulher, mas sempre se sentiu masculino e se veste como homem. Ambos ainda temos nossos órgãos reprodutores originais. Por isso, quando começamos a namorar e a ter relações sexuais, o improvável aconteceu. Assim nasceu o Gregório, nosso filho. Complicado, né? Mas ler a história toda pode te ajudar a entender…
Precisei sair de dois armários e abandonei o meu nome de batismo!
A gente diz que sai do armário quando assume que é gay. Fiz isso aos 17 anos, quando contei para a minha mãe que já tinha beijado meninos. Só que, mesmo homossexual assumido, não tinha me encontrado. Continuei num segundo armário. Foi só aos 19, quando saí para trabalhar com saia, blusinha e megahair, que me assumi como mulher transexual. Só porque me assumi transexual depois não significa que “virei” mulher nessa idade. Sempre soube que era diferente, mas isso não era tão óbvio quanto minha atração por homens. Eu admirava minha mãe por ela poder usar vestidos, mas até aí muitos homens gays são curiosos sobre o universo feminino na infância. E, como fui muito reprimido nessa época da minha vida, demorei pra entrar em contato com esse lado.Acho que eu mesma me reprimia porque meu pai me batia sempre que me via com uma boneca. Só que isso não me impediu de experimentar. Aos 15 anos, saí com um rapaz e dei meu primeiro beijo. Não parei mais. Perdi minha virgindade aos 17 e comecei a frequentar boates gays. Foi numa dessas festas que vi vários meninos vestidos como meninas, com vestido e maquiagem. Foi uma revelação. Soube na hora que era aquilo que queria ser. E, quando o fi z, vi que as coisas começavam a fazer sentido. Me olhei no espelho e me senti mais bonita, poderosa e confiante. Era como se eu tivesse mentido pra mim até então e, agora, era mais eu. Não sei se dá pra entender, mas foi isso. E é claro que eu sabia que as pessoas estranhavam, mas, como sempre tive um corpo feminino, muita gente não notava diferença. Quando resolvi revelar meu eu da noite para o dia, minha mãe disse que eu estava ridícula e meu pai não olhou na minha cara. Meus chefes se recusavam a me chamar de Helena, nome com o qual eu mesma me batizei. Me demiti, fui a um cartório pegar uma carteirinha com meu nome social e mudei para uma empresa que respeitava minha escolha. Hoje, são quatro anos tomando hormônios femininos e fazendo acompanhamento psicológico para um dia realizar a operação de mudança de sexo.
Nosso romance era de quebrar qualquer cabeça
Conheci o Anderson em 2013, numa balada. Estava montada como mulher e fui ao banheiro feminino. Quando entrei, vi aquele homem lá dentro e gritei “Ai! O que você está fazendo no banheiro errado?”. Ele chegou pertinho e disse: “Não se preocupa. Sou mulher também”. Mesmo passando por algo parecido, não entendi direito. Só sei que me senti atraída por aquele cara… que não era um cara. Começamos a conversar, disse que eu não era mulher tradicional e viramos amigos. Nossa amizade cresceu e se transformou em algo a mais dois meses depois do primeiro encontro. Isso me assustava. Eu estava gostando de uma mulher? Isso fazia de mim uma transexual lésbica? O Anderson sentia a mesma coisa. Com tantas mulheres no mundo, ele foi gostar logo da que vinha com um bônus? Mesmo com dúvidas, não resistimos e nos beijamos. O sexo veio na sequência e foi uma loucura. Achei que não conseguiria lidar com uma vagina e o Anderson não sabia o que fazer com um pênis. Eu, como mulher, o penetrei. Foi ótimo! A gente rodou e rodou e, no final, transamos mais ou menos como um casal hétero. Somos uma caixinha de surpresas!
Temi que a gravidez afetasse a masculinidade dele. Mas que nada!
Eu e o Anderson fomos morar juntos no começo de 2014. Viver com os meus pais estava complicado, porque eles não lidavam bem com nossas identidades sexuais. A gente não os julga. É difícil entender mesmo. Sempre transamos com camisinha. Só que, em outubro passado, esquecemos a proteção. Uma única vez bastou. Um mês depois, a menstruação do Anderson atrasou e fizemos um teste de farmácia. Deu positivo. Minha nossa! A gente não tinha planejado aquilo e, pra falar a verdade, nenhum dos dois sonhava com um fi lho. Eu achava que acabaria adotando em algum momento da vida, mas era um pensamento distante. Na época, tive medo de que a gravidez afetasse a masculinidade do Anderson. Afinal, barrigão, pré-natal e parto são coisas tipicamente femininas. Mas logo vi que era bobagem. Ele lidou muito bem com a gravidez e seguiu as orientações médicas direitinho. Fomos muito bem tratados no hospital e até minha mãe mudou de atitude. Ela ficou tão feliz com a ideia de um neto que me acompanhou nos exames, deu roupinhas, foi na maternidade… O Gregório nasceu em julho deste ano, saudável e de parto normal. O único problema é a certidão de nascimento dele. Meu nome de batismo consta como o do pai e o do Anderson como o da mãe. Mas a gente ainda vai alterar isso. Agora, nosso objetivo é criar uma criança tolerante e que respeite a diversidade! – HELENA FREITAS, 26 anos, atendente de telemarketing, Porto Alegre, RS




































