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O ex-chefe de Fiscalização da Receita Federal Marcelo Fisch teve um aumento patrimonial de R$ 14 milhões de 2009 a 2013, período em que vigorou um contrato entre a fisco e a Casa da Moeda que estásob suspeita de desvios milionários.

Fisch é o principal alvo da operação que investiga o contrato. O auditor era homem de confiança de Jorge Rachid em sua primeira passagem como secretário do fisco, encerrada em 2008. Quando Rachid reassumiu o cargo, em janeiro deste ano, promoveu Fisch a chefe de divisão justamente na área onde a PF e o Ministério Público Federal suspeitam ter havido fraude.

De acordo com relatórios da PF e do MPF obtidos pela Folha, de 2009 a 2013, uma pequena empresa registrada no nome da mulher de Fisch, Mariangela Defeo Menezes, recebeu R$ 15 milhões.

Nesse intervalo, a empresa suíça Sicpa foi contratada pela Casa da Moeda, numa parceria com a Receita, para implantar e operar o sistema Sicobe, de medição de produção de bebidas frias, como refrigerantes e cervejas.

A Sicpa foi contratada sem licitação, por cerca de R$ 1 bilhão por ano. Para a PF, Fisch direcionou a concorrência para que a firma vencesse.

Para o MPF, “o indício mais contundente da corrupção de Fisch” foram os depósitos feitos na conta da empresa no nome de sua mulher.