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SERVIDORES FAZEM PROTESTO CONTRA CONGELAMENTO DE SALÁRIO

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Servidores do estado realizaram na manhã desta quinta (7) uma caminhada no Centro Administrativo da Bahia, contra o congelamento salarial. O movimento busca mobilizar o funcionalismo, que prepara um dia de luta, em 13 de abril, junto com servidores federais, com ato público na Assembleia Legislativa.

O movimento de hoje começou às 9h com uma concentração na Assembleia Legislativa. Logo depois, por volta das 10h30min, os mais de 3 mil servidores, segundo a organização, saíram em passeata pelo CAB. A primeira parada aconteceu na Secretaria da Fazenda (Sefaz).

A ida à Sefaz se deve ao fato de ali estar o secretário Manoel Vitório, que os servidores avaliam como sendo o capitão do arrocho salarial, o homem que comanda a tesoura do corte de direitos e dos salários.

Após a parada para o ato na Fazenda, os manifestantes se dirigiram à Governadoria. Lá, uma comissão foi recebida pelo secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes. Os servidores reivindicaram a convocação da Mesa Central de Negociação para discussão sobre o reajuste salarial de 2016. A representação do funcionalismo deixou claro ao titular da Serin que não aceitarão congelamento salarial.

Para o auditor fiscal Cláudio Meirelles, diretor de Organização do Sindsefaz, o governo não respeitou a data-base do servidor, que foi em 1º de janeiro e tenta criar o fato consumado com sua proposta de reajuste zero. Para ele, é necessário abrir o processo de negociação imediatamente.

“É preciso que o governador reconheça que houve um erro de método ao ignorar as entidades sindicais e anunciar o congelamento salarial pela imprensa. Se não houver negociação, a alternativa dos sindicatos será ampliar a mobilização em todas as secretarias”, diz ele.

Segundo o Sindsefaz, as perdas salariais dos servidores são de 18,16%. O percentual inclui a inflação de 2015, medida pelo IPCA (10,67%) e os resíduos de 2013 a 2015, quando o governo iniciou sua política de parcelamento do índice de reajuste. Em 2013, a perda foi de 1,85%. No ano seguinte foi de 1,88% e agora em 2015 foi de 2,90%.

Fonte: Pimenta

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