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Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina

Em sessão no plenário, na Câmara dos Deputados, nesta terça (19), o vice-presidente da casa Waldir Maranhão (PP-MA), leu uma decisão que impõe limitações às investigações contra o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética, e que muito provavelmente, arquivará as denúncias contra o deputado.

Desta vez, o vice-presidente proibiu que o Conselho investigue e use como prova contra Cunha qualquer documento ou depoimento que não diga respeito à suspeita de que ele mentiu à CPI da Petrobras em março de 2015. Na ocasião, ele negou ter contas no exterior. Ao aprovar a continuidade do processo contra Cunha, o Conselho de Ética retirou a acusação de que ele recebera propina. O que resultou apenas na acusação sobre a mentira na CPI.

O Conselho, porém, deixou claro que iria usar toda a investigação da Lava Jato no seu relatório final, o que também está proibido por Maranhão. Ele alega que se qualquer prova adicional à acusação de mentir à CPI for usada no relatório, ele será considerado nulo. Maranhão também acolhe vários argumentos de aliados de Cunha, apontando supostos “vícios” no processo, o que possivelmente será usado por esses mesmos aliados para conseguir a anulação de eventual resultado contrário à sua decisão.

Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras.

Desde que seu pedido de cassação foi feito na Câmara, em outubro do ano passado, tal processo se arrasta pela legenda.