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:: 7/out/2017 . 22:28

Cármen Lúcia rechaça intervenção militar e diz que Judiciário cumpre seu papel

9A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, rechaçou a ideia de que o fantasma da intervenção militar esteja à espreita diante de um Judiciário incapaz de lidar com a corrupção da classe política.

A ministra foi questionada neste sábado (7), no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo, sobre a fala de Antonio Hamilton Mourão. Em setembro, o general da ativa no Exército apontou a tomada do poder como saída possível para a avalanche de denúncias que soterra Brasília, isso se o Judiciário “não solucionar o problema político”.

Em palestra promovida pela maçonaria em Brasília, Mourão disse que a causa não era só dele: tinha simpatia de “companheiros do Alto Comando do Exército”.

A declaração sem dúvida “é grave”, ainda que exposta “teoricamente para um pequeno grupo”, disse aquela à frente da mais alta corte do país. Mas, para Cármen Lúcia, o Judiciário está, sim, “cumprindo seu papel”. Fora que “não há justiça sem democracia, e o brasileiro não aguenta mais ser injustiçado”, continuou a ministra.

SEDE DEMOCRÁTICA

Disse ver demonstração dessa sede democrática em todos os lugares que vai, “desde a sala de aula, onde tenho alunos de 22 anos, até pessoas muito mais velhas com as quais eu convivo e que já experimentaram períodos ditatoriais no Brasil”. O país, para ela, hoje vive “um momento de responsabilidade, serenidade e certeza”.

Se o Judiciário dá conta do recado, o que dizer do Executivo – estaria o governo Michel Temer respondendo “frouxamente” à prosa militarista de Mourão?

A ministra preferiu se esquivar da pergunta feita pela repórter da “Piauí” Consuelo Dieguez, que mediou o bate-papo. “Sou presidente [do STF], já tenho problemas de sobra para me meter [em outro Poder]”, disse em tom bem-humorado.

Não foi o único atalho diplomático que pegou para se desviar de indagações espinhosas sobre assuntos que fervem no noticiário nacional, das suspeitas sobre a negociação entre a Procuradoria-Geral da República com os delatores da JBS até o controverso afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelo Supremo.

INCÊNDIOS

Dieguez abriu a conversa com um trecho do perfil de Cármen Lúcia que escreveu para a edição de junho da revista. “Desde que assumiu o comando da mais alta corte de Justiça do país, em setembro do ano passado, ela não tem feito outra coisa senão apagar incêndios. A maioria deles provocada pelos ocupantes dos prédios do outro lado da praça: o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto”, relatou então.

A jornalista reconheceu que o texto já caducou, pois novas chamas beiram a presidência de sua entrevistada. Mourão foi um dos focos de incêndio.

Outro: o colega no STF Gilmar Mendes, colecionador de polêmicas. Uma das mais vistosas se deu quando o magistrado concedeu habeas corpus a Jacob Barata Filho, conhecido como “rei do ônibus” e atual investigado por suspeita de corrupção no Rio. Barato Filho fora preso em desdobramento da Operação Lava Jato.

O homem que mandou soltá-lo não era exatamente um estranho. Segundo a Procuradoria, fora padrinho de casamento da filha do investigado –uma festa no Copacabana Palace, em 2013, que entrou na mira de manifestantes, que se aglomeraram na frente do hotel e da igreja, munidos de cartazes onde se lia “dona Baratinha” e “pego ônibus lotado, me dá um bem casado!”.

Cármen Lúcia afirmou que cabe a cada magistrado se declarar suspeito ou não para julgar um caso, sempre “um dado subjetivo”.

CASO PESSOAL

Deu um exemplo pessoal: muito antes de ela entrar no Supremo, seu pai processou um banco “no qual tinha uma pequena conta”, por acreditar que tinha “direito à correção [monetária]”, na época dos planos econômicos falidos.

Já ministra do STF, o tema chegou ao plenário. Ela preferiu não julgar o caso. “Se eu votasse contra os poupadores, iam dizer que foi só para mostrar independência. Se votasse a favor, iam dizer: ‘Ah, mas o pai dela tem ação’.”

Mesmo quando o pai, já velhinho, disse que renunciaria ao processo só para a filha poder julgá-lo, ela manteve a posição. “Ainda não expulsei a madre superiora de dentro de mim -e fui muito criticada [por ficar de fora mesmo com a renúncia do pai]. ‘Bobagem, não está querendo julgar’.”

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NOTA DE FALECIMENTO: MORRE EM SALVADOR AOS 86 ANOS, ARLETE MAGALHÃES A “VIÚVA DE ACM”

9A viúva do senador Antônio Carlos Magalhães, dona Arlete Magalhães, de 86 anos, morreu na manhã deste sábado (7). Dona Arlete estava internada no Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, desde a noite de quinta-feira (5), quando sofreu um derrame hemorrágico. O velório será às 17h, no cemitério Campo Santo, em Salvador.

Mulher é encontrada morta após ser sequestrada

9Uma mulher foi encontrada morta, na sexta-feira (6), próximo à BR-324, em Feira de Santana, localizado a 108 km de Salvador. Segundo o site Acorda Cidade, o delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios, afirmou que familiares informaram que Maiane Barreto Rodrigues foi sequestrada na cidade de Amélia Rodrigues.

Ainda de acordo com a publicação, a vítima foi assassinada com mais de cinco tiros, na Rua São Salvador, no bairro Santa Mônica II. Maiana teria sido levada por homens fortemente armados e executada em um terreno baldio, em Feira.

Coutinho informou que Maiane era esposa de um assaltante de banco e traficante de drogas conhecido como Helmans, que está preso. A polícia trabalha com a suspeita de que o crime tenha relação com o tráfico de drogas.

Divulgado resultado final do concurso da Polícia Militar e Bombeiros da Bahia. Confira

CONCURSO pM

Foi divulgado no Diário Oficial do Estado da Bahia neste sábado (7) o resultado final e a homologação do concurso público para provimento de vagas dos quadros de pessoal da Polícia Militar da Bahia e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia.

A seleção teve duas etapas: provas objetivas e prova discursiva. Após a publicação do resultado final, serão realizados os exames pré-admissionais, de caráter eliminatório.

Os candidatos aprovados passarão por avaliação psicológica, exames médico-odontológicos, teste de aptidão física, exame de documentação e investigação social.

Professora que lutou e morreu no incêndio já tinha perdido filho por afogamento

Triste: Quatro crianças morrem em creche após segurança atear fogo no próprio corpoConsiderada “heroína” em Janaúba, a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, morreu após tirar crianças do salão em chamas e lutar com o vigilante Damião Soares dos Santos, de 50, na manhã de quinta-feira, 5, na creche Gente Inocente, em Minas Gerais. Ela teve 90% do corpo queimado, que foi velado nesta sexta-feira, 6, com caixão fechado.

Segundo familiares, Heley já havia perdido o filho mais velho, afogado na piscina de um clube, há cerca de dez anos. Ela deixou outros três filhos, um bebê de um ano e dois adolescentes, além do marido.

“Ela amava todas as crianças como se fossem filhas delas”, disse a professora Doralice de Abreu, de 65 anos. “Foi uma heroína. Nossa família é de professores e, quando assumimos uma sala de aula, damos a vida pelos alunos, no sentido figurado. Ela deu, de fato.”

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