A jovem passou por uma cirurgia para colocação de um aparelho na garganta para auxiliar na respiração e, desde o acidente, já recebeu doações de sangue. Na quinta (29), um novo boletim médio irá atualizar o estado de saúde de Kaleane para informar se ela ainda precisa receber novas doações.
Em depoimento à polícia, o suspeito, Carlos Alexandre Rocha, de 24 anos, que foi à delegacia acompanhado de um advogado, alegou que a vítima teria pulado do veículo e que o atropelamento foi acidental. As investigações iniciais da perícia, no entanto, apontam que o condutor teria seguido com o veículo, retornado metros à frente do local em que a jovem teria caído e a atropelado logo depois.
O delegado responsável pelo caso, Irineu Alves, afirmou que o suspeito deve ser indiciado por tentativa de feminicídio, contudo, aguarda o laudo pericial para concluir o inquérito.
O caso
Kaleane Prates foi atropelada pelo carro do namorado, Carlos, no último dia 13, em Itapetinga, sudoeste da Bahia, após supostamente ter se jogado do veículo em movimento durante uma discussão com o suspeito.
Carlos se apresentou à delegacia acompanhado do seu advogado e alegou que o atropelamento foi acidental. O casal namorava desde que a jovem tinha 13 anos e vivia junto em uma residência no município.
Segundo a mãe da vítima, Kaleane estava pensando em se separar do homem, porque ele era ciumento e agressivo. “Ele sempre ‘ciumava’ muito dela. O pessoal comentava que ele judiava dela, agredia, puxava o cabelo e sempre ameaçava. Eu não via, porque moramos um pouco longe uma da outra”, diz.