RR: ação de agências da ONU pretende empoderar refugiadas venezuelanas |  Agência Brasil

UOL conversou com ela um dia após a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) visitarem a dona da casa onde o evento ocorreu, amiga da entrevistada.

A reportagem falou com ela sobre as consequências da fala do presidente a um podcast sobre ter encontrado meninas vindas da Venezuela “arrumadas para ganhar a vida”, insinuando exploração sexual de crianças e adolescentes. O que era uma mentira.

Na verdade, elas estavam fazendo uma tarde de beleza em uma ação social.

A entrevistada pediu para ter sua identidade preservada, com medo de retaliações, e, por esse motivo, será chamada aqui pelo nome fictício de Maria.

“Estamos cansadas de ser ‘carne de canhão’ para coisas de campanha política. Por favor, parem ” Maria, venezuelana que está no Brasil há sete anos

Conversa com Bolsonaro. A venezuelana recebeu a equipe do UOL na casa de um amigo e relatou, em vídeo, detalhes desse dia .(assista).

Maria contou que os venezuelanos presentes conversaram com Bolsonaro sobre economia, situação da Venezuela, comida e ainda pediram ajuda.

“Falamos também se havia algum plano para nós, que nós precisávamos de ajuda. Nós ali não falamos de prostituição e não foi nada disso”, disse.

Nesse dia, uma cabeleireira e oito pessoas de sua equipe cortavam cabelo, faziam escova, prancha e babyliss em um grupo de mulheres venezuelanas.

Ela reforçou que não havia e não há nada relacionado à exploração infantil no local.

“Aqui tem muita gente trabalhando. Trabalhando e buscando como se sustentar, mas nada de prostituição ” Maria

“Pintou um clima”. Políticos da oposição aproveitaram a declaração de Bolsonaro para criticar o declaração do presidente de que “pintou um clima” e associá-lo à pedofilia. As falas de Bolsonaro também foram parar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e o candidato à reeleição reviu algumas de suas estratégias de campanha nesta reta final da eleição.

RK