O assassinato de Raquel da Silva Almeida no último domingo (24) ainda não foi classificado como feminicídio, mas o crime se encaixa na definição do crime no código penal brasileiro, que enquadra “Feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher por “razões da condição de sexo feminino”

Nesta segunda (25), o parceiro de Raquel procurou a polícia para se entregar. Diego Andrade assassinou Raquel à facadas, e ainda desferiu golpes contra o filho da vítima, um garoto de apenas 11 anos, que sobreviveu ao ataque se fingindo de morto.

O corpo de Raquel será sepultado hoje (26), enquanto o filho ainda está no hospital em estado grave.

O caso gerou indignação entre os soteropolitanos, e também dúvidas sobre com que frequência esse tipo de crime é cometido na cidade. Em um levantamento do site do Correio, apenas no ano de 2023, 68 feminicídios foram registrados.

Esse número representa uma média de 7 mortes de mulheres a cada mês. Em muitos dos casos, os crimes são cometidos por parceiros românticos das mulheres, ou homens conhecidos por elas.